– Iracema Portella durante discurso: “sabemos que isso é difícil [mudar essa situação], mas não podemos ficar inertes diante de uma situação que prejudica de forma tão contundente cerca de 11% da população brasileira”.
– E agora com Shopping.
Um estudo da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) identificou o município de Parnaíba como pertencente a um grupo de 100 – com uma população total de quase 22 milhões -, caracterizados pela baixa renda e escassa disponibilidade de recursos para infra-estrutura e qualificação dos serviços públicos, além de atendimento dos serviços básicos.
O estudo ganhou ressonância através de um discurso feito pela deputada federal Iracema Portela (PP) na tribuna da Câmara última semana. Pelo levantamento, existem hoje no País 365 municípios com população acima de 80 mil habitantes, somando um total superior a 132 milhões de pessoas.
Desse montante, 100, com uma população de cerca de 22 milhões de habitantes, não possuem recursos para investimento e várias outras áreas básicas e essenciais, como investimento em saúde, educação e segurança pública, por exemplo.
“Na educação, a distorção entre idade e série dos alunos se acentua no g100, e apenas 33% dos municípios desse grupo registram nota superior a 4,5 no Indice de Desenvolvimento da Educação Básica. Nos outros municípios acima de 80 mil habitantes, o índice chega a 81%”, disse a parlamentar.
“Na segurança pública, a taxa de homicídios no g100 supera 45 por 100 mil habitantes, e entre jovens de 20 a 29 anos alcança 95 por 100 mil habitantes”, acrescenta.
A solução apresentada pela Frente Nacional dos Prefeitos, a curto prazo, é uma espécie de esforço concentrado através de tratamento diferenciado para este grupo de municípios. “Por meios de políticas públicas dos estados e da União. E em médio e longo prazo, a repactuação federativa e uma reforma tributária”, falou Iracema Portella.
Extrema Pobreza
Entre os muitos problemas apontados pelo estudo, existentes no grupo dos desprivilegiados – do qual Parnaíba faz parte -está também a concentração de um foco maior de pobreza extrema.
Em seu discurso a parlamentar ressaltou que “no g100, 69% das famílias têm rendimento inferior a um salário mínimo per capita. A extrema pobreza chega a ser maior que o dobro da observada em municípios de tamanho semelhantes”.
E ainda que “um em cada quatro trabalhadores residentes em município do g100 precisa se deslocar para trabalhar em outra cidade.(Do Portal AZ Brasília)
