Por Danilo Vasconcelos | texto e fotos
Curiosamente, o grande debate estético da cidade talvez ainda seja o grafite no muro. Porque o emaranhado elétrico já foi absorvido como linguagem urbana legítima. O abandono ganhou autorização visual. A poluição só escandaliza quando carrega tinta, questionamento ou expressão.

O caos, quando vem embalado em fios, ferrugem e negligência, recebe outro nome: rotina.
A prefeitura culpa a Equatorial Energia. A Equatorial Energia transfere a responsabilidade às operadoras. As operadoras apontam para a infraestrutura precária. E assim nasce mais um fio caído: órfão, anônimo e perigosamente banal. (Opinião Parnaíba)