
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) • Edilson Rodrigues/Agência Senado
O Progressistas (PP), partido comandado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), registrou a saída de quatro deputados estaduais e ainda teve dois parlamentares que optaram por não disputar a reeleição em 2026, movimento que pode impactar a representatividade da sigla na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).
Além da perda de deputados, prefeitos do PP de cidades piauienses estão apoiando o governador Rafael Fonteles e o presidente Lula.
Entre as baixas está o deputado estadual Marden Menezes, um dos nomes mais experientes da política piauiense e com forte atuação na região Norte do estado. O parlamentar deixou o PP e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD).
Outra perda significativa foi a de Bárbara do Firmino. Filha do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho, a deputada deixou o Progressistas e atualmente está sem partido. Sua saída reduz a presença da legenda na capital piauiense.
O deputado estadual Dr. Thales Coelho, que foi o mais votado entre os parlamentares da bancada progressista na eleição de 2022, também deixou o partido para ingressar no Partido dos Trabalhadores (PT).
No litoral do estado, a deputada Gracinha Mão Santa, uma das principais lideranças políticas da região, trocou o PP pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O partido de Ciro Nogueira também perdeu dois nomes importantes, deputado Aldo Gil, representante da região de Picos e que recebeu 29.600 votos na eleição de 2022, anunciou que não disputará a reeleição, apesar de permanecer filiado ao partido.
E deputado estadual Wilson Brandão também desistiu. Um dos principais articuladores políticos do estado e eleito com 50.421 votos em 2022, o parlamentar também decidiu não concorrer a um novo mandato.
Prefeitos do PP apoiam Rafael Fonteles
Outro fator que tem chamado atenção no cenário político estadual é o alinhamento de prefeitos do Progressistas ao governo estadual. Ao todo, 27 gestores municipais filiados ao PP já declararam apoio à reeleição do governador Rafael Fonteles (PT).
O movimento ocorre apesar de o partido ser liderado nacionalmente por Ciro Nogueira, que faz oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também ao governador piauiense.
Segundo interlocutores da base governista, a aproximação dos prefeitos estaria relacionada às parcerias administrativas firmadas entre os municípios e o Governo do Estado, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação.
As mudanças partidárias, as desistências de candidaturas e o reposicionamento de lideranças municipais colocam o Progressistas diante do desafio de reorganizar sua base política para as eleições de 2026 no Piauí.(piauihoje)