Petrobras gasta fortuna em visitas a quem a furtou

Segundo a nota, a Petrobras só fez o reajuste no dia 11 de março, ou seja, duas semanas depois Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras.

Entre os quase R$7 milhões que a Petrobras gastou com viagens de funcionários nos três primeiros meses de 2022, a ida de dois deles a Paris (França), para “acompanhar” a construção da plataforma FPSO Almirante Tamandaré, custou à estatal R$177 mil. A plataforma está sendo construída pela SBM Offshore, uma das empresas mais enroladas na corrupção desvendada na Lava Jato, cuja vítima primordial foi a própria estatal. Questionada pela coluna, a Petrobras não se manifestou.

E a gasolina...

Cada passagem custou R$88,6 mil à estatal. Os funcionários viajaram no dia 6 de março e retornam apenas no dia 7 de julho. Que beleza…

Multa é espuma

Só no acordo de leniência com a Justiça brasileira em 2018, a holandesa SBM Offshore concordou pagar R$549 milhões à Petrobras.

Corrupa valeu-

Apesar das revelações da Lava Jato, a SBM ganhou da Petrobras em 2021 o contrato da Almirante Tamandaré, que vale US$630 milhões.

Olha o exemplo

Júlio Faerman, ex-SBM, paga US$54 milhões às autoridades no Brasil, na Lava Jato, e foi condenado a pagar US$1,6 milhão no Reino Unido.

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