Por Izabella Lima
Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

Novos incêndios foram registrados em diferentes regiões do Piauí nesta quinta-feira (8), enquanto o estado ainda enfrenta os efeitos de uma sequência de queimadas.
Em Bom Jesus, município cerca de 600 km de Teresina, imagens registradas mostram chamas altas e uma grande quantidade de fumaça em uma área de vegetação próxima ao Rodoanel.
Outro vídeo mostra os bombeiros atuando em uma área de lazer próxima a uma residência. As chamas atingiram a cobertura de palha de um quiosque, além de mesas e cadeiras que estavam no local.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para combater o incêndio.
Até o momento, não há informações sobre feridos ou sobre a extensão da área de vegetação atingida.
Fumaça encobre bairros de Parnaíba
Foto: Reprodução

Em Parnaíba, um incêndio atingiu uma área conhecida como Terreno dos Rodrigues, em uma região centralizada do município.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar as chamas. A fumaça provocada pelo incêndio encobriu áreas dos bairros Ceará, Pindorama e Rodoviária.
Até o momento, também não há informações sobre feridos ou sobre a extensão da área atingida.
Força Nacional atuou em incêndio em Corrente
Foto: Reprodução / Força Nacional

Na quarta-feira (7), uma equipe da Força Nacional, formada por quatro mobilizados e em apoio ao Corpo de Bombeiros Militar do Piauí, foi deslocada para combater um incêndio em área de vegetação na zona urbana de Corrente, a cerca de 877 km de Teresina.
Segundo o Corpo de Bombeiros, foram identificados aproximadamente sete hectares de vegetação já queimada e cinco focos de incêndio.
A equipe utilizou sopradores, batedores e kits de combate a incêndio. A atuação ocorreu entre 12h12 e 13h15, quando os agentes retornaram à base sem alterações.
Embrapa teve 65 hectares consumidos pelo fogo
Os novos focos ocorrem um dia após a Embrapa Meio-Norte contabilizar cerca de 65 hectares consumidos pelo incêndio que atingiu a unidade em Teresina durante três dias. A área destruída corresponde a aproximadamente 20% da unidade ou cerca de 90 campos de futebol.
O fogo atingiu áreas de pesquisa e bancos de material genético mantidos pela Embrapa há décadas. Entre as espécies afetadas estão bacuri, cajá, mangaba e xixá, utilizadas em pesquisas de melhoramento e domesticação de frutas.
Foto: Haroldo Fabricio / TV Cidade Verde

Segundo o chefe-geral da Embrapa, Anísio Lima Neto, o incêndio também atingiu uma área de reserva e provocou danos em áreas de pesquisa e no banco ativo de manga.
O combate ao último foco terminou por volta das 20h de quarta-feira (7), após as chamas avançarem para uma área de difícil acesso.
Nesta quinta-feira, a Embrapa informou que amanheceu sem focos ativos, mas mantém o monitoramento da área devido ao risco de reignição provocado pelas altas temperaturas, baixa umidade e vento.
“As pessoas precisam ter consciência ambiental, o fogo não nasce do céu. Quando você faz um incêndio intencional, ele leva riscos altos para o descontrole, que foi o que ocorreu na Embrapa”, afirmou Anísio Lima Neto.