A Polícia Federal investiga um episódio envolvendo o senador Ciro Nogueira após a entrada no Brasil de bagagens que não passaram por fiscalização em um voo privado. As informações foram reveladas pela Folha de S. Paulo. Segundo o relatório, ao qual a reportagem teve acesso, cinco volumes teriam sido liberados sem inspeção no Aeroporto Executivo Catarina, em São Roque (SP), após uma viagem internacional em abril de 2025. O caso levanta suspeitas de facilitação de contrabando ou descaminho, além de possível prevaricação por parte de um auditor fiscal.
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O voo que trouxe o senador e outras autoridades partiu do Caribe e era operado por um empresário do ramo de apostas online, conhecido por atuar com jogos de azar digitais, incluindo o popular “Tigrinho”. A aeronave transportava 16 passageiros, entre parlamentares e tripulação.
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De acordo com a investigação, apenas o piloto teria conduzido as bagagens que não passaram pelo raio-X, o que impede, até o momento, a identificação dos responsáveis pelos itens. Mesmo assim, a Polícia Federal não descarta o envolvimento de passageiros com foro privilegiado.
O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita sob sigilo, e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.