POLÍTICA SUPERADA

Por:Renato Santos Júnior

Desde a década de 1960 quando despertei para
acompanhar o noticiário político nacional, estadual e municipal notei que havia
uma série de coisas que não pareciam lógicas. Talvez naquela época meu discernimento
ainda não estivesse amadurecido o suficiente para entender os procedimentos dos
políticos. Mas, o tempo foi passando, passando e aquele modelo não evoluiu
muito – pelo menos na sua  essência –
prevalecia o apadrinhamento de “babões” para a ocupação de cargos públicos, o
prestígio de um “chefete” político era medido pela sua influência em indicar o
Delegado de Polícia ou a Diretora do Grupo Escolar. Essa prática perdurou por muito
tempo – ou ainda perdura?.

Se a política existe para promover o bem do povo,
pelo menos é o que propagam os políticos durante as campanhas eleitorais, não é
na realidade o que parece acontecer. O que acontece agora é que os políticos do
Piauí e de suas cidades conseguiram descobrir uma ideia fabulosa – “a mente do
povo tem capacidade para estocar a lembrança das coisas por apenas, digamos
numa força de expressão, por quinze dias” e com base nesse esplendido raciocínio
antes de um ano das eleições aparecem com mirabolantes contratos, ordens de
serviços, milhões em Caixa etc. etc.

A razão desse artigo é apenas para indagar dos
governantes se as necessidades do povo existem apenas às vésperas das campanhas
políticas? Só agora irão executar o que já era para está concluído? O povo não
estaria melhor de vida? Para que guardar milhões de reais  se as ruas estão esburacadas, a saúde pública
sucateada, e tantos e tantos outros serviços públicos precisando de atenção.

Como dizia o famoso filósofo da Praça da Graça. No
fundo, no fundo: “tudo farinha do mesmo saco”. E viva os babões de plantão.

 

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