Prefeita Maninha- de Luís Correia – veta criação do censo municipal do autismo.

É difícil compreender a decisão da prefeita Maninha de vetar o projeto que criava o Censo Qualificado da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Luís Correia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal e de autoria do vereador Wilton Veras, tinha um objetivo simples e necessário: conhecer a realidade das famílias que convivem com o autismo para que o poder público possa planejar melhor suas ações. Afinal, como elaborar políticas públicas eficientes sem saber quantas pessoas autistas existem no município, onde estão e quais são suas principais necessidades? O censo não criava despesas extravagantes nem privilégios. Criava informação. E informação é o primeiro passo para qualquer gestão que pretenda agir com responsabilidade. Num momento em que a sociedade avança na luta por inclusão, diagnóstico precoce, atendimento especializado e respeito às pessoas com TEA, causa estranheza que a Prefeitura caminhe na direção oposta.

O veto passa a impressão de que conhecer a realidade dessas famílias não é prioridade. As mães atípicas, educadores e defensores da causa autista têm razão ao questionar a decisão. Sem dados, o planejamento fica no escuro. Sem planejamento, os investimentos podem não chegar onde são mais necessários. Agora a palavra volta para a Câmara Municipal.

Os vereadores terão a oportunidade de decidir se mantêm ou derrubam o veto. O que a população espera é uma explicação convincente para uma decisão que, até aqui, parece estar na contramão das necessidades de quem mais precisa de atenção e políticas públicas efetivas. (Silas Freire)

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