Prefeitos se afundam nas próprias irregularidades e pressão do MP só aumenta.

Não é mais caso isolado. A cada semana, novos gestores entram na mira do Ministério Público do Estado do Piauí, e o roteiro começa a se repetir: contratos sob suspeita, valores que não fecham e explicações que não aparecem. O episódio envolvendo o prefeito Jabes Júnior, no município de Riacho Frio, é mais um capítulo desse cenário. Um contrato de transporte escolar com diferença de valores que salta aos olhos e que já virou alvo de investigação formal.

Mas o ponto aqui vai além de um caso específico. Tem  prefeito que não está apenas errando ,  está se aprofundando no erro. Começa com um contrato questionado e termina com uma sequência de problemas. E quanto mais avança, mais difícil fica explicar. O Ministério Público tem apertado o cerco, e não é por acaso. O volume de denúncias e indícios vem crescendo, principalmente em contratos de alto valor e serviços essenciais, como transporte e saúde.

A gestão pública não comporta improviso nem abuso e quem insiste nesse caminho acaba deixando rastro.  No ritmo que as investigações caminham, a tendência é clara menos silêncio, mais apuração e, para muitos gestores, um custo político cada vez mais alto. (Encarando)

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