Vinícius Dias: quando não tem vaga… a vaga aparece
Vinícius Dias será candidato a deputado estadual. Isso não é especulação, é consenso nos bastidores. Todo mundo sabe. Inclusive, o próprio ministro, em conversa exclusiva com esta colunista, entre alguns puxavões estratégicos e um “Meu voo está quase saindo”, acabou confirmando.
O problema? Oficialmente, não tem vaga.
Inclusive, o próprio vice-presidente da Alepi, deputado Francisco Limma, já deixou isso claro. Agora, sejamos francos: não teria vaga se o candidato fosse você, eu ou qualquer mortal fora da dinastia política. Mas o filho de Wellington Dias? Aí a matemática muda.
Se não tem vaga, vai ter. E alguém, inevitavelmente, vai precisar abrir espaço. Nos corredores, o nome mais citado para esse “gesto de generosidade” é o de Oliveira Neto. E claro… tudo deve acontecer com a maior tranquilidade do mundo. Ou pelo menos é isso que vão dizer em público.
Iasmim Dias: pronta para o jogo, mas com o técnico segurando no banco
Se para o filho o cenário está desenhado, para Iasmim Dias ainda é nebuloso. Ela está sendo cotada para assumir a primeira suplência de Júlio César (PSD). E olha, disposição não falta: voltou à ativa nas redes sociais, reabriu o Instagram, deu aquela espanada na poeira digital… sinais claros de quem quer entrar no jogo político.
Só tem um pequeno detalhe: o pai não quer.
E não, meu caro leitor, não é por falta de entusiasmo com a “profissão”. A questão aqui é mais estratégica do que moral. Wellington Dias simplesmente não acredita que Júlio César vá ganhar a disputa pelo Senado. E, sem vitória, não tem suplência. Que situação complicada.
Resumo da ópera: Iasmim quer, o pai segura, e a gente fica assistindo. Próximos capítulos? Aguardemos.
PT x MDB: a disputa que já começou (mesmo sem campanha)
Talvez seja ansiedade da minha parte, mas já dá para sentir o cheiro de disputa grande no ar — e olha que nem começamos oficialmente as campanhas eleitorais. Aliás, você não viu ninguém fazendo propaganda antecipada, viu? Claro que não… imagina.
O fato é que PT e MDB já se posicionam para um novo embate pós-2026. O prêmio? A presidência da Assembleia Legislativa do Piauí. E pode apostar: esse vai ser o verdadeiro campo de batalha.
E o nome do PT para a presidência? Surpresa (ou nem tanto). Sim, ele mesmo: Vinícius Dias. Coincidência ou roteiro bem escrito demais? Fica a seu critério.
Nos bastidores: desgaste, acordos e ambições
Nos bastidores, o clima entre PT e MDB já não é exatamente um mar de tranquilidade. Apesar de ainda caminharem juntos em vários momentos, há um desgaste crescente.
O MDB, por exemplo, defende repetir o modelo adotado no início da gestão de Rafael Fonteles (PT), quando a presidência da Casa foi dividida entre Franzé Silva (PT) e Severo Eulálio (MDB), em um acordo costurado diretamente pelo governador.
Já o PT pensa diferente. O partido trabalha com a possibilidade de eleger a maior bancada em 2026 e, com isso, quer ter autonomia para indicar o próximo presidente da Alepi sem seguir automaticamente o que o MDB deseja.
Alinhamento? Talvez. Submissão? Nem pensar.
E, para fechar: a frase que resume tudo. Conversei com um emedebista raiz sobre tudo isso, daqueles que não filtram muito o que dizem. Ele olhou para mim e soltou: “Meu Deus, menina, o Wellington Dias também quer tudo, né?” Ele riu e eu não respondi. Até porque… precisava? (Por:Claroline Vitorino/Gp1)