A Lava Jato, hoje condenada, era quem ditava os editoriais de telejornais e jornais impressos. Com rios de dinheiro em delações e denúncias de corrupção, Sérgio Moro foi transformado em super-herói nacional e premiado, sobrevoando o céu do Brasil como se fosse o salvador da pátria. Hoje, a operação parece uma novela reprisada, apenas com novos atores.
Vale lembrar o vazamento do áudio de Dilma Rousseff, em 2016, combinando a nomeação de Lula como ministro , proibido pelo STF , e tratado pela imprensa como escândalo nacional. Agora, no caso de Bolsonaro, vazam conversas privadas dele com filhos e aliados, além de documentos sobre suposto pedido de asilo político, imediatamente traduzidos pela mídia como “plano de fuga”. O contraste é evidente: a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, foi trazida ao Brasil em avião da FAB para viver em exílio, sem a mesma escandalização midiática
A pergunta que fica é: será que, no futuro, os métodos usados hoje para atacar Bolsonaro , sem acusações concretas de corrupção , também serão revistos e condenados, assim como os da Lava Jato? Na Lava Jato, o alvo era a corrupção. No caso de Bolsonaro, o que se vê é um “golpe sem golpe”. (Silas Freire)