Embora a chapa tenha sido anunciada e a crise entre Rafael e Wellington esteja aparentemente encerrada (o que não está), muitos observadores experientes enxergam a situação com cautela. Na política, vitórias obtidas à força costumam cobrar um preço mais adiante.
História sem final
E, se esse diagnóstico estiver correto, o episódio da vice-governadoria entregue ao ex-juiz pode não ter sido o final da história.
Pode ter sido apenas o começo de uma debandada de lideranças políticas para a oposição, tal qual a que elegeu Wellington Dias em 2002.
Quem tem o poder?
Os rafaboys, pelo que fazem, não têm poder para isso. Têm, sim, espaços para resolver seus problemas particulares, os financeiros, de preferência.
O gênio
Em sua genialidade de matemático, Rafael surgiu no cenário como grande e bem-sucedido empreendedor. Criou o colégio CEV, bem caro, o expandiu e, eis que, de repente, o fracasso: o colégio acumula milionário débito.
Na gestão do governo, aumentou o rombo deixado por Wellington Dias e, matematicamente, faz “papagaios” para pagar juros da dívida.
Dívida pessoal
Os comentários são de que, na vida pessoal — sem o CEV, o governo e outras atividades —, a dívida de Rafael passa da casa dos milhões, tomados junto aos famosos “financistas informais”, que têm deles valentes, que já ameaçaram bater e até matar os mais próximos do governador que, na condição de construtores do governo, se encarregaram de pagar os empréstimos.
Tem um deles que não para no Piauí, sempre voando no seu caríssimo avião para não ser alcançado pelo agiota. E, assim, o matemático se quebrou e também os amigos.
Eles vão vazar
Os ditos aliados seguem pelo que veem. Por enquanto, quebram pedra para calçamento.
Mas podem todos vazar se Joel prometer vida mais saudável e sossegada. (portalaz)