Quem vai embarcar na “estória” mal contado do Porto e da exportação de ferro para a China?

Nos próximos dias Rafael Fonteles vai aparecer no seu feed, de capacete, comemorando a exportação de minério de ferro para a China. Vai ter drone, música épica e discurso de que o Piauí entrou para a história. Mas existe um detalhe que dificilmente será contado.
Imagine que você precisa fazer uma mudança, mas o caminhão não consegue entrar na sua rua. Então você leva tudo de carrinho até onde ele está estacionado. Agora imagine esse caminhão cobrando mais de R$ 100 mil por dia enquanto espera você terminar as viagens. É essa a lógica da operação do Porto Piauí.
Pode ser uma imagem de texto
O navio de cerca de 110 mil toneladas que segue para a China não entra no porto porque o canal é raso. O minério precisa ser levado por uma embarcação menor até o cargueiro que fica fundeado a cerca de 25 quilômetros da costa. Cada etapa aumenta o tempo e o custo da operação.
Mesmo assim, o governo apresenta o modelo como a alternativa mais eficiente. Especialistas e críticos apontam que utilizar um porto de águas profundas, como o do Ceará, reduziria custos e eliminaria a necessidade desse transbordo.
Há ainda outro detalhe. Em dezembro do ano passado, um documento oficial do governo federal apontou restrições ambientais para a ampliação do Porto Piauí. Sem aprofundamento do canal, a limitação permanece. Ainda assim, meses depois, o discurso oficial continuou tratando o empreendimento como um grande salto logístico.
Pode ser uma imagem de canhoto de ingresso, mapa e texto
O navio vai zarpar. O vídeo certamente vai circular nas redes. Mas, antes de compartilhar apenas as imagens da festa, vale a pena conhecer toda a história por trás dessa operação.
(Fonte: O Piauiense)

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