
Um dos ocupantes de um apartamento em Balneário Camboriú (SC) jogou pela janela uma mala com dinheiro no momento em que agentes da Polícia Federal chegaram ao local. Os policiais encontraram mais de R$ 420 mil.
O QUE ACONTECEU
Em uma tentativa de ocultar provas, um dos ocupantes de um apartamento localizado no 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú (SC) arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie no momento em que agentes da Polícia Federal chegavam para cumprir um mandado de busca e apreensão. No local, os policiais encontraram R$ 429 mil espalhados no chão.
A ação ocorreu durante a deflagração da terceira fase da Operação Barco de Papel, realizada na manhã desta quarta-feira (11). Além do dinheiro, a Polícia Federal apreendeu dois veículos de luxo e dois smartphones. Nesta etapa, são cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.
As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. O objetivo desta nova fase é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação durante a etapa anterior, deflagrada em 23 de janeiro.
A Operação Barco de Papel apura crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. As investigações apontam supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
Na última terça-feira (3), o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, após retornar dos Estados Unidos, suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.
As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e a eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. (pensar Piaui)