Piauí vai mesmo receber minério como foi anunciado, ou isso depende de uma estrutura que ainda não existe, ou seriam as eleições se aproximando?
O porto de Luís Correia não tem profundidade para navios grandes. Isso não é opinião, é dado técnico.
Quem já colocou um freio direto no projeto foi o ICMBio. Em parecer técnico, o órgão negou o licenciamento ambiental para a expansão do porto na área do Delta do Parnaíba e classificou o empreendimento como incompatível com a unidade de conservação.

O Porto fica dentro da APA Delta do Parnaíba, uma área protegida que permite só atividades de baixo impacto. Um terminal de minério exige obras, mais navios e mais movimentação, isso entra em conflito direto com esse tipo de proteção.
E os pescadores? Esses foram os primeiros prejudicados e até hoje não foram ouvidos. Sem escutar a população local o Porto Piauí não vai rolar.
Sem isso, não existe operação direta de minério em escala e a fala do governador soa muito mais com sofisma político em ano eleitoral.
A alternativa apresentada pelo Rafael é usar embarcações menores e fazer transbordo em alto-mar. Traduzindo: mais custo, mais tempo e menos competitividade. Não é solução definitiva, é adaptação, que provavelmente nem vai acontecer por questões de logísticas e dados técnicos naturais.
(Fonte:Opinião Parnaíba/facebook)