Em quatro anos, o governo Rafael Fonteles acumulou dezenas de bilhões de reais em pedidos de empréstimo. Levantamento de manchetes publicadas entre 2023 e 2026 mostra o padrão: uma operação de crédito atrás da outra, ano após ano, sem pausa.
Começou em 2023 com mais de R$ 3 bilhões no ano. Em 2024, os pedidos de emprestimos somaram mais de R$ 6 bilhões de reais. Em 2025, o ritmo disparou: foram diversos pedidos de empréstimos aprovados e sancionados que somam mais de R$ 8,1 bilhões de reais. Em 2026, sem sinal de desaceleração: R$ 3,186 bilhões até 7 de julho de 2026.
E o ano ainda não acabou.

Um detalhe agrava o quadro: parte dessas notícias está sumindo. Algumas matérias que noticiaram esses empréstimos nos próprios veículos oficiais e parceiros do governo não estão mais acessíveis, sob justificativa de resolução eleitoral que restringe divulgação de atos de governo em período pré-eleitoral. O problema é que a norma existe para impedir propaganda enganosa às vésperas do pleito, não para apagar o registro histórico de decisões já tomadas. Empréstimo contratado é fato consumado, não propaganda de campanha. Ocultar a notícia não apaga a dívida. Apenas dificulta que o eleitor veja o tamanho da conta antes de votar.
A gestão Rafael Fonteles não inventou o endividamento público, mas o transformou em rotina. Cada nova operação é anunciada como investimento em saúde, educação, segurança e infraestrutura. O discurso se repete a cada contrato. O que muda é o valor, sempre maior. Parte considerável do dinheiro tomado emprestado hoje serve para pagar empréstimo de ontem, o que qualquer piauiense reconhece como o mesmo problema que endivida uma família: usar cartão novo para quitar cartão velho.
A dívida não é abstrata. Ela chega em forma de juros que o Estado paga por décadas, com o orçamento futuro comprometido antes mesmo de o piauiense de amanhã nascer. (Fonte: O Piauiense)