Rafael mira a Fazenda, já escala os “Rafaboys”, mas pode posar de quem recusou

Nos bastidores do Palácio de Karnak, circula a informação de que o governador Rafael Fonteles trabalha com dois caminhos para seu futuro político. O primeiro é ser confirmado no Ministério da Fazenda. Segundo relatos que chegaram à coluna, ele já teria sondado pessoas de sua confiança para acompanhá-lo em Brasília. Entre os nomes mencionados estão Pedro Rocha, eleito segundo suplente de senador na chapa de Júlio César; Samuel Pontes do Nascimento, secretário de Administração; e Marcelo Noleto, integrante do núcleo próximo ao governador.

Seriam quadros escolhidos para uma eventual passagem de Rafael pelo governo federal. As sondagens não têm confirmação pública. O problema é que o currículo acadêmico, que ajudou a projetar Rafael nacionalmente, passou a dividir espaço com o exame das contas do Piauí. A Folha de S.Paulo apontou déficit primário acumulado de R$ 3,7 bilhões no período analisado de sua gestão. O dado alimenta cobranças sobre a imagem de competência fiscal apresentada como credencial para comandar a economia brasileira. É nesse cenário que aparece a segunda linha. Conforme a versão que circula no Karnak, caso a indicação perca força, Rafael buscaria uma consulta ou um convite de Lula para então anunciar que prefere permanecer no Piauí e cumprir a missão recebida dos eleitores.

Essa articulação também não está publicamente confirmada. Entre a possibilidade de assumir a Fazenda e a narrativa de que preferiu continuar no governo estadual, Rafael tem dois caminhos políticos em discussão. Por enquanto, porém, não há confirmação de convite oficial, indicação definida ou decisão do governador.(Silas Freire)

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