Enquanto os piauienses ainda nem foram às urnas, o governador Rafael Fonteles já estaria tratando a própria reeleição como praticamente definida e discutindo com deputados e dirigentes partidários a composição de um eventual segundo mandato. Segundo informações que circulam no meio político, Rafael teria estabelecido um novo critério para a distribuição das secretarias: as indicações deixariam de ser individuais e passariam a ser negociadas diretamente com os partidos.

Na prática, uma legenda que conquistasse determinado espaço poderia decidir entre indicar um deputado, um suplente ou um nome técnico. A mudança atingiria, inclusive, secretarias atualmente associadas a indicações pessoais de parlamentares, como Cidades e Infraestrutura. A antecipação chama atenção porque a eleição ainda nem aconteceu. Adversários seguem em campanha, o eleitor ainda não foi às urnas e o resultado das urnas permanece completamente em aberto.
A movimentação, portanto, pode ser interpretada como uma demonstração de confiança do governador na reeleição. Mas também revela o risco de se montar o próximo governo antes mesmo de conquistar novamente o voto dos piauienses. Entre a distribuição de secretarias e a posse em janeiro, existe uma etapa que nenhum acordo político consegue antecipar: a eleição.(Silas Freire)