Sindicato dos Policiais Civis do Piauí denuncia péssima situação das delegacias de Picos e Parnaíba

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí (Sinpolpi) denunciou ao GP1 que a situação de funcionamento das delegacias no Estado é precária e não oferece a mínima estrutura para realização do trabalho. A direção afirmou que durante viagem as cidades de Picos e Parnaíba constataram a grave situação das delegacias das duas cidades.

Situação em Parnaíba

Situação(Imagem:Divulgação)Situação
O sindicato afirmou que a situação de Parnaíba é pior que a de Picos, pois a Central de Flagrantes é um prédio antigo, que não tem a mínima condição de funcionamento.
Imagem: DivulgaçãoParnaíba(Imagem:Divulgação)Parnaíba

“A Central de Flagrantes é um caso bem complicado, não tem a mínima condição de funcionamento, a última reforma foi feita no ano de 2001, os presos estão em uma situação subumana, inclusive a água que eles estão consumindo é totalmente inadequada para o consumo de qualquer pessoa, as necessidades fisiológicas elas estão sendo depositadas em um balde, pois o banheiro não funciona. Vamos fazer um documento formal ao Ministério Público para pedir que sejam feitas as interdições”, falou o diretor.

Sem a mínima condição de funcionamento(Imagem:Divulgação)Sem a mínima condição de funcionamento

Em relação ao Complexo da Polícia Civil que vai ser inaugurado em Parnaíba, o diretor afirmou que era uma escola tradicional que foi fechada para a construção do complexo.
“Era uma escola tradicional de Parnaíba que foi fechada e está sendo adaptada para ser o Complexo da Polícia Civil. Nesse complexo vai funcionar todas as delegacias, o que não é recomendado, pois centraliza em apenas um local e afasta da população, pois se as delegacias fossem espalhadas, iria facilitar a vida do popular, além de deixar mais próxima da população”, disse o diretor.

Número de policiais

Em relação ao número de policias civis, o diretor afirmou que existe um número muito reduzido de policiais civis. “Somando agentes, escrivão e delegado não chega a trinta, dá 29 policiais. Nessas cidades temos médicos legistas, mas não temos peritos, caso em alguma operação seja apreendido droga tem que enviar a substância para Teresina para poder comprovar que se trata de uma substância entorpecente. O que estamos pedindo é que sejam nomeados os aprovados nos últimos concurso, que são mais de 200 pessoas, para ajudar e intensificar na segurança dos municípios”, finalizou Constantino.
( Com informações de JULIANA BARROS, DO GP1)

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.