Trabalhadores da Agespisa protestam contra “mentiras” do Governo e exigem cumprimento de decisão judicial

O clima de tensão entre o Governo do Estado e os servidores da Agespisa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. Em um protesto marcado por gritos de “caloteiro” direcionados ao governador Rafael Fonteles, funcionários da companhia se reuniram em frente à sede da empresa para denunciar o atraso de quatro meses nos salários e cobrar o cumprimento de decisões judiciais.

O estopim da manifestação foi uma recente entrevista concedida pelo chefe do Executivo, na qual ele teria afirmado que os trabalhadores seriam demitidos em massa agora em fevereiro, com o pagamento de indenizações respaldado por tribunais superiores em Brasília.

Em resposta, o vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários, Francisco Ferreira, conhecido como “Ferreirinha”, classificou as falas do governador como “mentirosas”. Segundo o sindicalista, o Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI) já proferiu uma decisão de mérito que obriga a incorporação dos funcionários da Agespisa aos quadros da Ingep em um prazo de 30 dias.

“Ele disse que o presidente do tribunal autorizou a demissão. Não é verdade. Caiu a liminar, e decisão de mérito se sobrepõe. Nós continuamos empregados da Agespisa e a Justiça decidiu que vamos para a Ingep,” afirmou Ferreirinha durante o ato.

Além da incerteza sobre o futuro profissional, o lado financeiro é o que mais castiga as famílias dos servidores. Os manifestantes relatam que, além dos quatro meses de salários atrasados, o governo ainda não quitou parcelas devidas do 13º salário. Nas faixas e cartazes, o pedido por respeito e dignidade era o tema central.

O sindicato reforçou que a categoria permanece aberta à negociação, mas que não aceitará o descumprimento do que foi decidido em primeira instância pela justiça piauiense. Até o fechamento desta matéria, o Governo do Estado não havia se manifestado oficialmente sobre as críticas e os valores em atraso citados pelo movimento. (Encarando)

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