Romeu Tuma Junior, filho de Romeu Tuma e secretário nacional de
Justiça do governo Lula entre 2007 e 2010, rompe o silêncio e conta tudo
no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”,
publicado pela Editora Topbooks (557 págs., R$ 69.90). O trabalho
resulta de um depoimento prestado ao longo de dois anos ao jornalista
Cláudio Tognolli. E Tuma Júnior está com documentos e quer falar no
Congresso. Abaixo, seguem trechos de sua entrevista à VEJA.
Por que Assassinato de Reputações?
Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça,
recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira
de adversários do governo. 0 PT do Lula age assim. Persegue seus
inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma
fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei
apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por
causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram
minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco
na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.
Justiça do governo Lula entre 2007 e 2010, rompe o silêncio e conta tudo
no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”,
publicado pela Editora Topbooks (557 págs., R$ 69.90). O trabalho
resulta de um depoimento prestado ao longo de dois anos ao jornalista
Cláudio Tognolli. E Tuma Júnior está com documentos e quer falar no
Congresso. Abaixo, seguem trechos de sua entrevista à VEJA.
Por que Assassinato de Reputações?
Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça,
recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira
de adversários do governo. 0 PT do Lula age assim. Persegue seus
inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma
fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei
apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por
causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram
minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco
na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.
De onde vinham as ordens para atacar os adversários do PT?
Do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do próprio Ministério da Justiça…
No livro, conto tudo isso em detalhes, com nomes, datas e documentos.
Recebi dossiês de parlamentares, de ministros e assessores petistas que
hoje são figuras importantes no atual governo. Conto isso para revelar o
motivo de terem me tirado da função, por meio de ataque cerrado a minha
reputação, o que foi feito de forma sórdida. Tudo apenas porque não
concordei com o modus operandi petista e mandei apurar o que de
irregular e ilegal encontrei.
(…)
Do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do próprio Ministério da Justiça…
No livro, conto tudo isso em detalhes, com nomes, datas e documentos.
Recebi dossiês de parlamentares, de ministros e assessores petistas que
hoje são figuras importantes no atual governo. Conto isso para revelar o
motivo de terem me tirado da função, por meio de ataque cerrado a minha
reputação, o que foi feito de forma sórdida. Tudo apenas porque não
concordei com o modus operandi petista e mandei apurar o que de
irregular e ilegal encontrei.
(…)
O Cade era um dos instrumentos da fábrica de dossiês?
Conto isso no livro em detalhes. Desde 2008, o PT queria que eu vazasse
os documentos enviados pela Suíça para atingir os tucanos na eleição
municipal. O ministro da Justiça, Tarso Genro, me pressionava
pessoalmente para deixar isso vazar para a imprensa. Deputados petistas
também queriam ver os dados na mídia. Não dei os nomes no livro porque
quero ver se eles vão ter coragem de negar.
Conto isso no livro em detalhes. Desde 2008, o PT queria que eu vazasse
os documentos enviados pela Suíça para atingir os tucanos na eleição
municipal. O ministro da Justiça, Tarso Genro, me pressionava
pessoalmente para deixar isso vazar para a imprensa. Deputados petistas
também queriam ver os dados na mídia. Não dei os nomes no livro porque
quero ver se eles vão ter coragem de negar.
O senhor é afirmativo quando fala do caso Celso Daniel. Diz que militantes do partido estão envolvidos no crime.
Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os
empresários que pagavam propina ao PT em Santo André e não queriam
matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro,
mas virou homicídio.
(…)
Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os
empresários que pagavam propina ao PT em Santo André e não queriam
matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro,
mas virou homicídio.
(…)
O senhor também diz no livro que descobriu a conta do mensalão no exterior.
Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a
Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no DRCI,
encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo
brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José
Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a
conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu
tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do
Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não
esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de
existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está
disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo.
(…)
Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a
Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no DRCI,
encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo
brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José
Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a
conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu
tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do
Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não
esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de
existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está
disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo.
(…)
O senhor afirma no livro que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. É uma acusação muito grave.
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no
livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e
vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me
contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo.
Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o
presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional
de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era
informante do meu pai no Dops (veja o quadro ao lado).
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no
livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e
vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me
contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo.
Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o
presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional
de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era
informante do meu pai no Dops (veja o quadro ao lado).
O senhor tem provas disso?
Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar
informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba.(Fonte:Tribuna da Internet)
Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar
informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba.(Fonte:Tribuna da Internet)
