.Universidades têm 2º semestre ameaçado e pedem reavaliação sobre corte

O bloqueio de R$ 3,2 bilhões das verbas destinadas ao custeio das universidades federais ameaça o funcionamento do segundo semestre, alertam reitores. Na corrida para driblar as contas apertadas, eles pressionam o governo federal e o Congresso, na tentativa de garantir o descontingenciamento.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Marcus David, disse ter se reunido com os ministros da Educação, Victor Godoy, e da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Pagamentos de subsídios como auxílio estudantil, bolsas de pesquisas e projetos acadêmicos foram prejudicados pelo bloqueio.

“Estamos buscando interlocução com entidades científicas, sindicais e do movimento estudantil. O trabalho conjunto aumenta a possibilidade de êxito. Continuaremos atuando incansavelmente”, defende Marcus David.

Segundo a Andifes, o ministro da Educação se comprometeu a rever a situação, mas não garantiu qualquer tipo de liberação. Victor Godoy admitiu ter feito o corte em todas as unidades da pasta por “não ter tido tempo para aprofundar os estudos” sobre o bloqueio.

Durante os últimos dias, reitores das universidades federais se mobilizaram em busca de congressistas para dar musculatura à pressão. O corte total do orçamento anunciado pelo governo federal e publicado no Diário Oficial da União é de R$ 8,2 bilhões.

Entre as pastas impactadas, também está o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que precisará suspender pesquisas sobre a Covid-19 e o meio ambiente.

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