Vai ter jogo

Por:Zózimo Tavares
Governador Zé Filho comanda reunião do PMDB
O pré-candidato a governador pelo PT, senador Wellington Dias, vem jogando sozinho até agora no campo da sucessão estadual. O nome escalado como seu adversário, o do deputado federal Marcelo Castro, não foi classificado dentro da coligação governista, sendo eliminado ainda nos jogos preparatórios.
O novo concorrente do petista, o governador Zé Filho, agora é que vai entrar em campo, depois de passar por muitas provas para conseguir a vaga de titular como candidato do governo. Seu nome já recebeu o aval do PMDB e dos partidos aliados e será homologado em convenção na próxima sexta-feira.
A partir da semana que vem, então, é que o jogo começa para valer. Dois times dividirão as preferências das torcidas – o do senador e o do governador. Também entrarão na corrida pelo poder os candidatos apresentados pelos pequenos partidos. A primeira fase do campeonato será na base do corpo a corpo, com articulações e sucessivas viagens em busca de consolidação de apoios e de adesões e também para divulgação de suas ideias.
Wellington e Zé Filho estão em pé de igualdade, neste aspecto. O senador conta com a invejável estrutura do PTB do senador João Vicente Claudino e do PP do senador Ciro Nogueira, seus aliados. Já o governador disporá de um palanque que todo candidato gostaria de ter numa disputa como esta, com partidários e aliados em todos os municípios, a partir da capital.
O candidato do PT tem a vantagem de ser um nome feito na política estadual. Esta é também a sua desvantagem, pois seu desgaste é maior justamente por isso. Já o candidato do PMDB tem a desvantagem de ter ainda que fazer o seu nome e a vantagem de, por ainda ser praticamente um ilustre desconhecido, ter baixíssimo desgaste. 

O segundo momento da campanha será o do palanque eletrônico. O que fica configurado, no entanto, a partir de agora, é que haverá jogo na sucessão estadual. Até há pouco especulava-se que o senador Wellington Dias estava predestinado a ganhar a partida por Wx0, por falta de adversário. O PT não esperava, quase ninguém esperava, mas esse adversário chegou na pessoa do governador Zé Filho, com disposição e preparo para a disputa.

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