A passagem do governador Rafael Fonteles por Parnaíba e pela região litorânea no fim de semana chamou atenção por um detalhe político importante: a Vila Olímpica, que vinha sendo apresentada como uma futura grande vitrine esportiva do governo, acabou ficando em segundo plano durante a agenda oficial. Embora o assunto tenha estado presente nos compromissos do governador, não houve lançamento de ordem de serviço, anúncios mais impactantes ou uma mobilização maior em torno da obra.

A ausência de protagonismo da praça esportiva foi percebida por aliados e observadores políticos da região. Nos bastidores, a avaliação é de que os números apresentados ao governo para recuperar e transformar a Vila Olímpica em uma estrutura minimamente apresentável até o período eleitoral acabaram trazendo cautela ao Palácio de Karnak. O projeto exige investimentos elevados e uma intervenção ampla, o que dificulta resultados rápidos. Além disso, o longo período de abandono e paralisação teria desgastado a credibilidade da obra.
A leitura dentro do próprio meio político é de que não se trata de um projeto capaz de gerar dividendos apenas com reformas parciais ou intervenções superficiais. Por isso, mesmo em uma visita extensa ao litoral, a Vila Olímpica não foi utilizada como principal vitrine da passagem do governador por Parnaíba. O silêncio maior em torno da obra acabou sendo interpretado como sinal de prudência diante do tamanho do desafio financeiro e político que envolve o projeto.(Silas Freire)