Wellington Dias empregava amigos e amigos de Rafael “abrem” empresas

O primeiro emprego

Para quem só havia chegado ao mandato de deputado federal a tática de Wellington Dias a partir do primeiro governo em 2003 era dar emprego aos petistas que foram usados para jogar pedra, pichar muros, difamar os opositores. 

Desse grupo ninguém mais quer voltar às atividades de antigamente por que todos estão muito bem aboletados em funções e cargos no governo. 

Wellington  aprendeu a fazer política tão bem, no modo toma-lá-dá-cá que já governou o Piauí quatro vezes. O Estado não mudou, segue miserável, baixos índices sociais e ele e os outros, sempre de roupa nova.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilMinistro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias

Wellington Dias dá emprego e garante o político com obras

Wellington não discute barganha financeira com aliados. Ele criou  as secretarias “construtoras” que fazem a alegria de todos. Daí eles fazem as obras e, como todos são religiosos, sempre gostam de lembrar de um tal terço. Às vezes lembram de mais coisas. 

Herança

Pelo visto em pouco ou nada Wellington ensinou ou passou para Rafael, seu substituto.  Com a fama de gênio, matemático, conhecedor dos números, Rafael seguiu um caminho oposto. Ele não entrou no governo fazendo o que o outro fez. Fez diferente levou uma turma  descolada, os chamados colegas do Instituto Dom Barreto, que rapidamente receberam o epíteto de Rafaboys, termo mais pejorativo que gentílico, pois refere às atividades não republicanas, tipo, participar da divisão do apurado, como é o caso de Noleto, irmão do outro Noleto, Secretario e fiel escudeiro do Governador desde o tempo do Dom Barreto. 

Foto: Reprodução/Gov PiRafael Fonteles apresenta balanço do governo na abertura do ano legislativo

Rafael Fonteles criou os raffaboys que nem voto lhe proporcionam

Baixa popularidade

Enquanto os “pe de chinelo” que o índio deu emprego pedem votos para ele, os rafaboys só se aproveitam do que tem no governo. Trabalham pra si próprios. E o governador, que no início publicizou uma popularidade  acima dos 80%, hoje reluta em aceita-la na casa dos 50%. 

O chefe

O chefe ou o mais destacado deles, dos rafaboys, é um servidor da Justiça do Trabalho,  Marcelo Noleto, uma espécie de CEO de uma empresa que não vem apresentando lucro, pra ela mesma no caso, porque o lucro, aparentemente está indo e ficando em outros locais. No seu modo de fazer política, ele não atendia celular quando era Secretario de Governo.  E classificava as pessoas que iriam falar com o chefe. Ate o dia em que os ordeiros e submissos deputados estaduais resolveram mudar isso e Marcelo teve que ir despachar numa sala lá no legislativo.  Mas o que isso mudou? Nada, em nada mesmo, pois deslocado da secretaria de governo para a comunicação do mesmo governo ele, Noleto, não faz diferença desse cargo para o outro e segue atendendo quem ele quer e quem menos vê resultado disso é Rafael, que parece estar sempre voando, pensando nas megalomanias para a gestão. Então, subentende-se que a sua turma só quer tirar, ou praticar a Arte da subtração, nesse caso, o que o leitor está pensando pode ser verdade, mas o fato é que o trabalho de Noleto já gerou uma subtração notória, a da popularidade do Governador e do seu (des)governo. Eleitoralmente, não ajuda em nada.  

Foto: ReproduçãoMarcelo Noleto

Marcelo Noleto não atendia ninguém ao telefone. Até o dia que foi chamado pelos deputados para despachar numa salinha na Alepi

O “mega” desconto

Quem ganhou a licitação da Secretaria de Administração do Piauí e que a coluna expôs ontem foi a empresa do irmão do secretário de comunicação. O valor ganho está estimado em em R$ 99,6 milhões para confecção e instalação de painéis e letreiros luminosos em escolas da rede estadual, passou a chamar atenção não apenas pelo valor elevado, mas pelo desenho incomum da disputa.

Propostas quase copiadas

Na fase inicial do pregão, quatro empresas apresentaram exatamente o mesmo valor no lote 1: R$ 59.821.897,80. A quinta proposta ficou apenas 80 centavos abaixo. No lote 2, o roteiro se repetiu: quatro propostas idênticas de R$ 39.792.843,50 e uma quinta apenas 50 centavos inferior.

Concorrência restrita

Outro ponto que desperta questionamentos é o número de participantes. Embora o contrato se aproxime de R$ 100 milhões, apenas cinco empresas participaram do certame, todas sediadas no Piauí. Em disputas desse porte, o esperado seria uma concorrência mais ampla, inclusive com empresas de fora do estado.

Foto: Lucas Marreiros/G1Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI)

O MP está escarafunchando essa licitação de quase R$ 100 milhões, ganha por um Noleto

Publicidade sob dúvida

O aviso de abertura do pregão, segundo as informações citadas, foi publicado no Diário Oficial do Estado em 5 de abril de 2024. A falta de evidência de divulgação mais ampla, em veículos de grande circulação ou outros meios, levanta dúvidas sobre o alcance da publicidade do certame e o efetivo estímulo à concorrência.

Mega vence os dois lotes

Após a etapa de lances, a Mega Comunicação Ltda foi declarada vencedora dos dois lotes. O lote 1 ficou em R$ 59.223.678,78 e o lote 2 em R$ 39.394.915,07, consolidando a empresa como vencedora de toda a disputa.

Vínculo político no radar

Segundo a informação apresentada, a Mega Comunicação pertenceria a Alexandre Nolêto, apontado como irmão do secretário de Comunicação, Marcelo Nolêto, além de ter atuação ligada à campanha de Rafael Fonteles em 2022. A informação, se confirmada, tende a ampliar a repercussão política do caso.(Portalaz)

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