Senador e governador dão os péssimos exemplos
Olha só, se Rafael tem procedido no comando do governo gerando insatisfação entre aliados, pior está Wellington Dias, que forçou a candidatura do filho a deputado estadual e está tirando votos dos mesmos aliados. A gritaria é geral. E preste atenção: o rapaz nem quer, prefere a medicina.
Diria o índio: tô nem aí
O lançamento da candidatura do filho, Vinícius, depois de ele ter eleito a esposa deputada estadual e federal, além de presenteá-la com um cargo vitalício (e salário idem) no Tribunal de Contas do Estado, mostra que Wellington Dias se importa mais com seu conforto pessoal do que com sua biografia.
Xadrez
Com um capital político e eleitoral que segue grande, apesar da fadiga de material, o ministro de Desenvolvimento Social, senador licenciado pelo Piauí, certamente vai conseguir eleger o filho neófito na política para uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Resta saber qual o custo político dessa decisão, que em nada lembra a capacidade do senador de mexer bem os peões no tabuleiro da política estadual.
Custo total
A opinião pública já deu evidentes demonstrações de que não tem mais tanta paciência e condescendência com o familismo na política. Quem sustenta mandatos familiares é esquema político para garantir votos obsequiosos. Wellington Dias vai fazer uso dessa força para eleger seu filho.
O custo de uma eleição assim é oneroso para pessoas como o governador Rafael Fonteles (PT), outro que se perde em seu labirinto de defeitos e patacoadas.
Olhe, olhe!
Wellington Dias é só o mais proeminente exemplo de gente que lutou contra o familismo oligárquico na política do Piauí, fez disso eficiente arma para destronar oligarcas familiares antigos e agora faz pior do que aqueles aos quais condenava.
Sem filhos
Para quem duvida, lembre-se de que Hugo Napoleão, a quem Wellington Dias derrotou 25 anos atrás, nunca nomeou a mulher conselheira do TCE e os filhos não seguiram carreira política.
Freitas Neto, outro potentado das dinastias políticas locais, também não fez da esposa uma integrante da corte de contas, tampouco as filhas foram para a política.
Petrônio Portella
Para terminar, apesar de a família ter seguido muito bem na política, com um irmão governador e senador; outro irmão senador; a ex-cunhada e a sobrinha deputadas federais, o todo-poderoso Petrônio Portella mantinha a política fora do ambiente doméstico.
Sua esposa, Iracema, nunca exerceu mandatos; o filho homônimo é um economista de orientação marxista. (Fonte:Portalaz)