Wilson toma rédeas da sucessão

 Não
vai dar para o PT embromar o governador Wilson Martins e ficar nos
cargos até abril. O governador retornou ontem das férias apressado e deu
um ultimato ao partido e aos demais aliados que estão fazendo jogo
duplo: eles têm até o próximo dia 2 para decidir se acompanham ou não o
governo em 2014. Quem não fechar politicamente com o governo, deve
entregar os cargos imediatamente.

“A data será um
marco. Antes de tudo, é preciso saber como vai ficar o time. Esse prazo é
do governador e não só para os outros partidos. O dia 2 de janeiro é o
prazo do governador também para que o PT se decida”, explicou Wilson
Martins. A ideia dos petistas era cozinhar o galo até o prazo das
desincompatibilizações.
No meio da semana, o próprio senador
Wellington Dias disse pela imprensa que pretendia atrair o PSB do
governador para o seu palanque. Era, naturalmente, uma estratégia para
ganhar mais tempo, pois ele sabe que os companheiros querem tudo, menos
entregar os cargos no governo do Estado.
O governador deixou
claro que 2014 será tratado como ano político. Pelo tom de sua
entrevista, quem não estiver com o governo, estará contra. E assim será
tratado. Ele já tem na cabeça uma nova equipe para tocar o seu governo a
partir de janeiro. Ela será montada tendo em vista o fortalecimento
político do bloco governista.
“Não tenho dúvida que terá
reforma e vai ser bem significativa. Quem tiver o sentimento de apoiar o
governo, fica. Quem destoar, está fora”, avisou. O governador faz na
próxima sexta-feira a última reunião do ano com o seu secretariado. No
encontro, serão discutidas metas e apresentados resultados de cada
pasta. Também será exposto o planejamento para 2014.    
Wilson
voltou das férias disposto a ter em mãos as rédeas da sucessão
estadual, que até então estavam soltas. Por conta disso, alguns partidos
da base se sentiram tão à vontade que chegaram ao ponto de se achar no
direito de ter secretarias no governo e fazer campanha pelo candidato já
lançado pela oposição, senador Wellington Dias.(Por:Zózimo Tavares)

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