Vitória de Flávio 1
A persistente vantagem estatística de Flávio Bolsonaro sobre Lula em todas as pesquisas eleitorais parece indicar que, no domingo, o veterano político petista encerrará sua longa carreira política com uma derrota.
Foto: Colagem/AZ![]()
Vitória de Flávio 2
É claro que, em eleição, não se pode dar certeza do resultado das urnas antes de serem abertas e contados os votos, mas as pesquisas mostram um padrão em que o adversário do petista tem sobre ele uma vantagem que varia entre 2% e 4%, dentro das margens de erro que, nas sondagens atuais, nunca passam de dois pontos percentuais.
O Nordeste
A campanha de Lula trabalha com o aumento da votação do petista no Nordeste, porém os dados consolidados das eleições insistem em informar que essa é uma tarefa difícil. Informa a Folha de S.Paulo que o petista teve menor desempenho em 98% das cidades nordestinas em relação a 2022, ou seja, a votação menor no principal reduto eleitoral do PT determina o quanto será duro buscar mais votos nas áreas em que existe maior rejeição a ele.
Foto: Ricardo Stuckert![]()
A vantagem nas ruas
É evidente que Lula tem uma enorme vantagem sobre o Bolsonaro filho na campanha de rua, com mais gente tomando espaços públicos de modo voluntário.
Mas é preciso lembrar que a variação de dois a quatro pontos percentuais nas sondagens em favor do candidato do PL significa, por baixo, uns três milhões de votos — e votos que não vestem vermelho para sair às ruas.
Treinando
O PT viu, nesta campanha, a sua antes aguerrida militância sair às ruas e ocupar amplos espaços nas redes sociais. Tem sido uma coisa boa para Lula, mas não o bastante para somar os votos necessários para impedir a eleição do senador fluminense. O que parece ocorrer neste momento é um PT que treina na rua para ser oposição.
Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto![]()
Narrativas
Os dois lados reforçam as acusações mesquinhas, que vão da corrupção comum a todos os políticos até o vandalismo e as sujeiras deixadas após as manifestações.
Esse comportamento, aliás, reforça a triste constatação de que a eleição presidencial virou uma disputa de torcidas: seu candidato ganhar é mais importante do que ele ser e estar preparado para governar.(Portalaz)