
A primeira chuva forte de 2026, que começou por volta de 01h da manhã, escancarou mais uma vez um problema estrutural que se repete há anos em Parnaíba: a incapacidade do sistema de drenagem urbana em escoar água pluvial e evitar alagamentos.
Mesmo com volumes pluviométricos dentro do esperado para o período, a cidade registrou diversos pontos de alagamento que paralisaram o trânsito e prejudicaram moradores e comerciantes.
O cenário não é novo – atravessou gestões municipais anteriores e permanece sem uma solução efetiva.
Principais pontos críticos:
• Piscinão da Avenida Anhanguera
• Região da Igreja de São Leopoldo
• Rua Osvaldo Cruz / Simplicio Dias
• Avenida João Silva (em vários trechos)
• Centro da cidade
Nessas áreas, a água acumulou rapidamente e transformou vias em verdadeiras lagoas urbanas, evidenciando a falta de infraestrutura adequada para o escoamento das águas.

Falta de planejamento e soluções paliativas
O que se vê nas ruas é resultado de medidas pontuais e paliativas, sem um projeto de drenagem urbana eficiente. Faltam intervenções estruturantes que ampliem e qualifiquem a capacidade de escoamento da água em toda a cidade.
Embora exista um projeto do Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, para resolver o problema no Piscinão da rua Anhanguera, os moradores de Parnaíba alertam para outras regiões críticas permanecerem sem intervenção, entra gestão municipal e sai gestão e nada se resolve.
A população paga o preço
Moradores, motoristas e comerciantes enfrentam prejuízos, transtornos e riscos sempre que as chuvas chegam. A repetição anual dos mesmos problemas revela negligência e falta de planejamento estratégico por parte da gestão municipal.
Conclusão:
A primeira chuva de 2026 não trouxe apenas água — trouxe um alerta claro: Parnaíba continua vulnerável, sem soluções estruturadas e sem respostas à altura de um problema que se arrasta há anos. (Com informações Págima Hilder Monção)