OEIRAS: mesmo desabilitada, empresa de medicamentos reina no fornecimento a hospital

_A sede da Ello, na Barão de Gurguéia. A empresa que o irmão do deputado Assis Carvalho diz que não é dele 

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

– Empresa inabilitada em licitação, junto com outras que sequer participaram do processo, reinaram no fornecimento de medicamentos para o hospital de Oeiras no ano de 2017. Para que licitação então?

SUSPEITA DE BURLA À LEI DE LICITAÇÕES

A empresa que o irmão do deputado federal Assis Carvalho (PT), o senhor Edmilson Carvalho, diz não ser dele, a Ello Distribuidora de Medicamentos LTDA, está sob suspeita de envolvimento em outra enrolada com hospital, além daquele caso envolvendo o Hospital de Uruçuí. Dessa vez o hospital é o Deolindo Couto, de Oeiras.

Consta de um relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado que a Ello Distribuidora de Medicamentos LTDA, embora tenha sido desclassificada em um pregão para fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares, forneceu tais produtos ‘por fora’, em cifras que chegam a ultrapassar a casa dos R$ 1,7 milhão.

O secretário de Saúde à época era Francisco Costa, hoje, deputado estadual e membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí, que, em tese, no mundo real – e não paralelo –  deve fiscalizar a aplicação de recursos públicos da Saúde no estado do Piauí. Como o ano foi 2017, o atual Secretário Florentino Neto também ocupou a pasta, do período compreendido entre 11/05/2017 a 31/12/17.

Neste ano, passou pela diretoria do hospital Luciana de Carvalho Couto (01/01/17 a 28/02/17) e Alípio Sady Ibiapina Milerio (01/03/17 a 31/12/17).

O pregão suspeito, no entanto, teria ocorrido em abril de 2017. É o de nº 01/2017 – SRP.

Segundo o relatório de auditoria do Tribunal de Contas, o pregão era “com participação exclusiva de microempresas e empresas de pequeno porte, no qual participaram da fase de lances as empresas Nutrimax Hospitalar Ltda, Ello Distribuidora de Medicamentos Ltda, Alternativa Distribuidora de Medicamentos e Centromed Distribuidora de Medicamentos e Material Médico Hospitalar Ltda – EPP, tendo cada uma vencido diversos itens”.

Ocorre que “a empresa Ello foi inabilitada, tendo em vista que não mais se enquadrava na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte, que era pré-requisito para participação no pregão”.

Mesmo assim a Ello Distribuidora de Medicamentos Ltda, que fora desclassificada, e outras empresas, que sequer, participaram do pregão, foram as fornecedoras de medicamentos e material hospitalar, como mostra a tabela abaixo. Isso em 2017.

Relação de empresas que não participaram do pregão, mas forneceram medicamentos e materiais hospitalares por dispensa de licitação
_Relação de empresas que não participaram do pregão, mas forneceram medicamentos e materiais hospitalares ao hospital de Oeiras por dispensa de licitação. A Ello chegou a participar do pregão, mas foi desabilitada.

“Desse modo, o Hospital infringiu o art. 50 da Lei nº 8.666/93, considerando que havia um pregão vigente para medicamentos e materiais hospitalares e que as compras foram realizadas com fornecedores que não venceram o procedimento, sem que tenham sido apresentadas as devidas justificativas”, diz o relatório.

“Além disso, infringiu o art. 2º da Lei nº 8.666/93, que determina que todas as compras sejam feitas por licitação, tendo em vista que o valor total das aquisições ultrapassou o limite para dispensa estabelecido no art. 24, II, e que não foram apresentadas justificativas para essas informações”, complementa.

“Nunca vi tanta coisa feia”, diz deputada após vistoria em hospital do Estado

Deputada Teresa Brito

Durante a sessão desta terça-feira (28/05) na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Teresa Britto cobrou o empenho do governo do estado para resolver a situação de hospitais como o Tibério Nunes, em Floriano.

Ontem, ela esteve na unidade de saúde e comparou o lugar a uma “estrebaria”, tamanho o descaso com pacientes.

— Nunca vi tanta coisa feia (…) Não tem condições de passar a mão na cabeça de ninguém — lamentou.(Apoliana Oliveira)

É possível crescer na crise?

Por:Janguiê Diniz (*)

Períodos de crise econômica costumam ser um pesadelo para empresas e gestores. As contas apertam, os clientes desaparecem, tudo fica mais caro. O cenário parece desalentador. No entanto, com criatividade e organização, é possível atravessar a recessão e até crescer com ela. A crise pode ser, inclusive, uma oportunidade para startups.

Sendo as startups basicamente empresas pequenas, de base tecnológica e que oferecem produtos escaláveis, elas podem se beneficiar dos períodos de depressão econômica. É que, nesses tempos, o setor de tecnologia costuma ser o único não afetado. O motivo é bem simples: as empresas passam a ter que reduzir gastos, enxugar suas estruturas, otimizar a produção. E as soluções tecnológicas chegam como “salvadoras” para os gestores às voltas com as contas que não fecham. Aí reside a oportunidade das startups. É a chance de atender a essas demandas e oferecer produtos ou serviços que solucionem os problemas das companhias que sofrem com as quedas. Independente do setor em que atue, é importante que a startup esteja atenta aos movimentos do mercado e esteja pronta para aproveitar as oportunidades que aparecerem.

Em tempos de economia instável, é essencial para qualquer companhia, seja uma startup ou multinacional, mirar na inovação. Por meio da inovação, é possível se manter competitivo, ainda que em dificuldades. Desenvolver soluções inovadoras, sejam internas ou para fornecer para terceiros, garante fôlego e o sucesso. Para as pequenas empresas, períodos de crise podem ser menos difíceis até por questões técnicas. Acontece que as grandes companhias, por terem estruturas complexas, acabam por ter mais entraves, sem muita flexibilidade; o que não ocorre com as micro e pequenas ou startups: por serem mais simples, são mais maleáveis e conseguem se adaptar melhor à realidade que se apresenta.

O Brasil ainda tem outra vantagem para quem está atento às oportunidades da crise: o baixo índice de competitividade. Apesar de ser um país altamente empreendedor, muitos dos que se aventuram nesta seara o fazem sem preparo ou habilidade, o que é um prato cheio para aqueles que entram no jogo determinados a ganhar. É diferente dos Estados Unidos, por exemplo, em que os mercados são bem saturados e a competição é muito maior. Portanto, vale a regra do “que vença o melhor”.

Acima de tudo, no entanto, para fugir da crise, é necessário saber conviver com ela e não transformá-la em um bicho de sete cabeças. Quem tem competência para trabalhar bem não sofre, pois sempre terá seu público, mesmo que diminuído. Os que se preocupam muito com a recessão, e não falam em outra coisa, acabam por se afundar na lama da crise e não conseguem mais sair dela. O importante é manter a cabeça erguida e enxergar o horizonte à frente, que é sempre promissor.

(*)Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional 

Deputado Átila Lira e Mão Santa vão para o mesmo partido?

Átila e Mão Santa disputaram eleição histórica (Foto: Montagem/PoliticaDinamica.com)

O deputado federal Átila Lira e o prefeito de Parnaíba Mão Santa travaram uma das mais emblemáticas disputas eleitorais que o Piauí já viu. Em 1994, eles se enfrentaram numa eleição épica pelo governo estadual. Átila era do PFL e representava a oligarquia vigente, sendo o grande favorito para a vitória. O pouco conhecido Mão Santa, à época no PMDB, começou a campanha totalmente desacreditado.

Depois de forçar um inesperado segundo turno, Mão Santa derrotou Átila e derrubou a oligarquia encabeçada por líderes do PFL. Para muitos, foi a eleição mais improvável até hoje. Passados 25 anos daquela disputa épica, Átila e Mão Santa estão prestes a virar colegas de partido. Mão Santa, hoje prefeito de Parnaíba, já anunciou que vai se filiar ao DEM.

Átila, atualmente no PSB, não esconde de ninguém que vai deixar a legenda. Nesta segunda-feira (27), ele reafirmou que deverá sair do partido e que seu futuro deve ser o DEM. “Muita simpatia pelo DEM”, falou parlamentar ao ser questionado sobre seu destino partidário. Se tudo se confirmar, será uma bela obra do destino. Em política, vale quase tudo!](Com informações de Gustavo Almeida)

Policiais denunciam atraso de cinco meses em salários

Um grupo de policiais militares que fazem a segurança do Parque Potycabana, está denunciando a Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Lazer (CDSOL), pelo não pagamento de cinco salários.

De acordo com o Sargento Torres, a secretaria que é responsável pelo pagamento, foi extinta pela falta de compromisso nos pagamentos aos profissionais, e a secretária responsável diz que o governador irá nomear ela novamente, para realizar os depósitos atrasados, algo que, para ele, está sendo muito duvidoso.

“O governo extinguiu a CDSOL, ela é responsável pelo nosso pagamento, em nome da senhora Simone Pereira. Ela está dizendo para o nosso coordenador de policiamento que o governador irá nomear ela novamente, mas nós não acreditamos porque o órgão já foi extinto, isso não está bem claro para nós”, explicou o sargento.

Ainda segundo o PM, o órgão foi extinto justamente pela falta de pagamento, que somam uma dívida de mais de 30 mil reais mensais.

O Portal R10 tentou entrar em contato com Simone Pereira, mas ela não atendeu nossos telefonemas.(Publicada por: Bruno Paz)

Moro vira votos para ficar com Coaf

Enquanto Bolsonaro tenta salvar MP

Enquanto o governo trabalha para preservar o texto da medida provisória que reorganiza a Esplanada, o ministro Sergio Moro (Justiça) continua no esforço para tentar retomar o Coaf. Conversou com senadores no final da semana passada e conseguiu até virar votos.

 Integrantes da centro-direita embarcaram na ideia de devolver o Coaf a Moro como precaução a eventual resposta de Bolsonaro. Calculam que o presidente vai baixar decreto entregando o órgão ao ministro, vendendo-se como “herói” e jogando o Congresso novamente na “lama”.

Como o risco é de a medida que trata do tema caducar, o discurso será o de que a redução de pastas não produziu a economia propalada por Bolsonaro.  (Daniela Lima – FSP)

Dinheiro que foi roubado é público, mas depoimento de Palocci da CPI será secreto

Antônio Palocci foi ministro nos governos Lula e Dilma, do PT, e hoje é corrupto confesso

No País onde investigados podem não responder a questões incômodas em comissões de inquérito, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sessão secreta da CPI do BNDES, nesta quarta (29), para ouvir o ex-ministro Antonio Palocci. Continuará na mais absoluta ignorância o pagador de impostos cujo dinheiro foi roubado nos governos do PT para financiar a Odebrecht et caterva mundo afora.

O STF alega, para decretar sigilo do depoimento, a preservação do acordo delação do corrupto confesso que foi ministro de Lula e Dilma.

Já se conhece quase tudo dos três acordos de delação de Palocci com a PF e o MPF, o que torna o depoimento sigiloso ainda mais intrigante.

Os detalhes revelados por Palocci sobre o papel de Lula na ladroagem não devem ajudar no relaxamento da prisão do ilustre presidiário.

A deputada Paula Belmonte (Cida-DF), que requereu a convocação de Palocci para depor, queria sessão aberta da CPI do BNDES.

W. Dias confirma pedido de novo empréstimo de até R$ 2 bilhões: De novo?!!!

Por Lucas Pereira 

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), confirmou na manhã desta segunda-feira (27/05), que o governo do Estado solicitou o aval da União para contrair uma nova operação de crédito.

De acordo com o chefe do executivo estadual, a intenção é que a autorização para o Piauí e outros estados da federação contraiam empréstimos seja dada pelo governo federal através de uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Na verdade, os empréstimos a rigor não necessitariam de uma lei ou medida provisória para serem feitos, mas nesse caso, a intenção do ministro Paulo Guedes é desburocratizar, isso encurtaria caminhos pois não teria mais que passar pela COFIEX (Comissão de Financiamentos Externos), teria apenas uma resolução do senado e isso encurtaria caminhos”, explicou o governador.

Sobre o valor do novo empréstimo, Wellington Dias afirmou que o valor a ser liberado para o Estado contrair deve levar em consideração um percentual sobre a receita corrente líquida.

“Ainda não há uma definição, eles vão definir um valor para cada Estado com base na receita corrente líquida, no caso do Piauí, que deve ficar com nota B, deve ser algo em 8% da receita corrente, aproximadamente R$ 2 milhões”, disse Wellington.

Secretária de saúde nega omissão na atenção básica e anuncia melhorias na saúde de Parnaíba

Secretária Rejane concede entrevista na Rádio Cidade

A Secretária de Saúde do Município de Parnaíba Rejane Moreira, em entrevista à Rádio Cidade 87,9 FM nesta segunda-feira (27), falou sobre a realidade da saúde na segunda maior cidade do estado, e disse que há perspectivas de melhora no atendimento à população. 

Rejane reforçou a informação de que a saúde municipal vai contar com novos médicos do Programa Mais Médicos do governo federal, que vai enviar para Parnaíba 17 profissionais para atender na atenção básica.

Bairros como o Santa Luzia e o Conjunto Joaz Souza, por exemplo, estão na lista de prioridades para regularizar os atendimentos nos postos de saúde. Além deles a zona rural da cidade também receberá devida prioridade de acordo com a secretária.

Em recente entrevista à imprensa, a diretora do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, Adrízia Fontenele disse que muitos pacientes procuram atendimento no HEDA, por não encontrarem serviços na atenção básica. Rejane negou que haja omissão por parte do município.

“As pessoas estão acostumadas a procurarem uma medicina curativa, e isso faz com que elas procurem a alta complexidade. Mas embora alguém não encontre um profissional no posto de saúde de sua área, essa pessoa pode procurar outro posto e será atendida” afirmou a secretária.

Em relação a alguns casos de falta de médicos em postos de saúde, Rejane esclareceu que há uma escassez de profissionais da medicina que optem por atender na atenção básica. Ela afirma que todos os esforços estão sendo feitos pela prefeitura de Parnaíba para assegurar um bom atendimento aos parnaibanos, e que já existe inclusive, uma transição de sistemas informatizados para melhor atender a demanda de pacientes nos postos.

Sobre o HEDA, Rejane Moreira explicou que a gestão plena do SUS que é de competência do município de Parnaíba, tem mantido repasses para o Dirceu mensalmente, e que esses recursos ultrapassam a ordem de R$ 1, 1 Milhão.  

Informou também que o Pronto Socorro Municipal atendeu só no período de Abril até Maio deste ano, mais de 11 mil pessoas na urgência e emergência.

Para os próximos dias constam melhorias na pasta da saúde com a chegada de novos médicos, construção de novos postos de saúde e a inauguração da ala de atendimento pediátrico no Pronto Socorro Municipal.(Blog do Tiago Mendes)

Sindicato dos Médicos denuncia que SESAPI está contratando clínicas sem qualquer formalização

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

“PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICA”

O Sindicato dos Médicos recorreu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para denunciar que a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (SESAPI) e a Fundação Estadual de Serviços Hospitalares (FEPISERH) estaria, “de maneira arbitrária”, contratando profissionais médicos (pessoas físicas e jurídica) para atuarem nos hospitais da rede estadual sem que houvesse a realização de concurso público ou procedimento licitatório para tanto. 

“Ressalta-se que não há sequer instrumento contratual entre contratante (Administração Pública Estadual) e contratado”, diz a denúncia.

Aida que, “em razão da ausência de contrato entre as partes, a Administração Pública Estadual, deliberadamente e reiteradas vezes, vem atrasando o pagamento dos referidos contratados, com atrasos que chegam até 4 meses”. 

“Imperioso destacar que a Administração Pública Estadual não pode negar a devida contraprestação pecuniária por serviços contratados e que lhe foram efetivamente prestados a contento, pois, além de não encontrar amparo legal, configura enriquecimento ilícito da Administração Pública”, salientaram. 

O sindicato não declina nenhum caso concreto.

Olha aí, Florentino!”Deputada Lucy Soares compara hospital de Floriano a matadouro”

Comissão de saúde vistoriando Hospital Regional Tibério Nunes (Foto: divulgação)

A deputada estadual Lucy Soares (PP) esteve nesta segunda-feira (27), junto com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí, na cidade de Floriano para uma vistoria no Hospital Regional Tibério Nunes. Indignada com a situação precária na qual se encontra o local, Lucy comparou o hospital a um matadouro. 

“Visitamos o hospital para conversarmos com a população e com os profissionais de saúde na intenção de conhecermos a real situação em que se encontra.  E o que a gente vê aqui é um matadouro! Infelizmente é isso que está acontecendo.  Eu estou tão assustada…Todo mundo que veio nessa comitiva deve sentir a mesma coisa que eu, pois a situação é precária, revoltante”, disse Lucy Soares. 

Durante a visita, a Comissão de Saúde encontrou pacientes dormindo nos corredores do hospital, superlotação, funcionários com salários atrasados e precarização do espaço físico da unidade de saúde. Além disso, o hospital Tibério Nunes acumula uma dívida de R$ 7 milhões. 

Ar-condicionado com defeitos (Foto: divulgação)

Formada pela deputada Lucy Soares, Teresa Britto, Gustavo Neiva e Francisco Costa, a Comissão de Saúde afirma que irá realizar o trabalho de fiscalização e cobrar do governador Wellington Dias providências para a saúde do Piauí.

De acordo com Lucy, todos os problemas encontrados durante a visita serão descritos em um relatório, que será entregue ao governador.  Além do hospital Tibério Nunes, a Comissão esteve ainda no Hospital Regional Justino Luz, no município de Picos. “Aqui, continuamos nosso trabalho de fiscalização dos serviços de saúde e, ao que parece, a situação nesse hospital é mais crítica que a de Floriano”, afirma Lucy.

Assista ao vídeo abaixo:

(Portalaz)

Acadêmicos da UNINASSAU ganham prêmio em Congresso Internacional

A atividade desperta o senso crítico dos estudantes

Estudantes do curso de Farmácia da UNINASSAU Parnaíba foram homenageados durante o 1st Congress of Pharmaceutical Sciences in Piaui, que aconteceu no mês de maio em Teresina. Os acadêmicos Matheus Beryg Lima Silva, Carolina de Sousa Silva, Lais Carvalho Castelo Branco, Clarisse Coelho Rego, Denilson Araújo Oleiveira e Larissa Portela Bessa e os docentes Francisco Fortes Botelho e Pauline Sousa dos Santos receberam menção honrosa durante o evento que ainda contou com minicursos, palestras e apresentação trabalhos científicos
De acordo com a professora orientadora, Pauline Santos, o trabalho premiado foi fruto de estudos realizados durante sua disciplina que aborda as inovações da área farmacêutica, embasados em pesquisas científicas que enfocavam as linhas de destaque no Piauí. “Eu dei algumas idéias inclusive sobre artigos que já colaborei e os alunos se interessaram por desenvolver novos produtos cicatrizantes com uso de óleo de copaíba e quitosana” comentou.
Assim como o trabalho premiado, outras seis pesquisas foram apresentadas pelos estudantes da UNINASSAU, o que mostra o incentivo a pesquisa e consequentemente a busca por qualificação profissional. “Parabenizo aos alunos, muito mais do que pela apresentação, mas por despertar o senso crítico de se tornarem novos pesquisadores” finaliza a professora.        

Universidade de Brasília despenca em ranking de relevância acadêmica

UNB caiu da 6ª para a 17ª no ranking Lieden de relevância acadêmica em apenas 6 anos

Nascida do sonho de Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira com destino de centro de excelência, a Universidade de Brasília (UnB) enfrenta uma decadência constrangedora. Em apenas seis anos, entre os governos Lula e Temer, despencou do 6º para 17º lugar entre as universidades brasileiras no Ranking Leiden, que mede a importância acadêmica das universidades. O número de trabalhos acadêmicos até cresceu 57%, mas a qualidade da UnB caiu de 769ª para 854ª na classificação geral. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Das 16 universidades brasileiras à frente da UnB, nesse ranking, metade teve menos publicações, mas de qualidade bastante superior.

As universidades brasileiras de importância acadêmica mais relevante são a UFCE, UFBA, a federal de São Carlos (SP), UFSC e Unicamp.

A assessoria da UnB desdenha do Ranking Leiden. Cita a ferramenta Scival e o Times Higher Education apontando “justamente o contrário”.

Criado pela importante Universidade de Leiden, da Holanda, por meio do Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS é a sigla em inglês), o Ranking Leiden oferece informações sobre o desempenho científico de quase mil grandes universidades do mundo.

Secretária Adalgisa M. Sousa reúne equipe na Sedesc para discutir participação no S. João da Parnaíba

A Secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania(Sedesc), Adalgisa Moraes Souza,  esteve reunida na manhã desta segunda-feira(27), com todas as coordenadoras dos CRAS – Centros de Referência de Assistência Social, para discutir a participação de todos eles em mais uma edição do São João de Parnaíba, cuja abertura se dará dia 1º de junho do CEU das Artes.

Além dos Cras, as Escolas Municipais também participam de todos os eventos do São João da Parnaíba, que este ano está em sua 19º edição. Pelo 3º ano consecutivo as atrações o São João tem 30 dias de eventos, com a participação de grupos culturais de quadrilhas e bumba-meu-boi.

Este ano o São João da Parnaíba também vai à Praça, dia 7 de junho,  realizar uma apresentação que marcará o retorno da Feira Popular de Arte, que acontecia todas as sextas-feiras na Praça da Graça mas foi suspensa durante o período chuvoso.

Percepções equivocadas levam Bolsonaro a decisões perigosas para ele e o país

William Waack
Estadão

Jair Bolsonaro é um personagem político dos mais transparentes. Não deixa dúvidas sobre a maneira como percebe o mundo à sua volta – e as percepções mantidas pelos próprios personagens políticos (malucas ou não) são ferramentas úteis para entender as decisões que eles tomam. Bolsonaro se entende como escolhido por Deus para governar o Brasil. Missão que não está conseguindo cumprir, segundo admite, pois é vítima de um “sistema” que não se deixa moralizar, especialmente a esfera política.

Esse tipo de percepção explica a descrição que o presidente faz de compromissos políticos necessários em qualquer regime representativo democrático (como o brasileiro) como sendo “acertos” espúrios, sobretudo em relação ao Legislativo. E o faz colocar o “povo”, que Deus o encarregou de governar, como seu principal instrumento para quebrar de fora para dentro o “sistema” que tornou o País “ingovernável”. Maluca ou não, é uma sequência perfeitamente lógica.

SEM ESTRATÉGIA – Erros políticos ocorrem quando o personagem (no caso, Bolsonaro), conduzido por suas percepções, substitui estratégia por aspirações e acredita dispor de meios (pressão popular por meio de redes sociais, por exemplo) para atingir seus fins (controlar os poderes Legislativo e Judiciário). O chamado às ruas que o presidente implicitamente endossou é um desses erros políticos tão crassos a ponto de suscitar uma pergunta: será que não existiria por detrás uma forte jogada política?

Aparentemente, não. Esse chamado dividiu seus apoiadores e mesmo uma estrondosa manifestação popular no dia 26 não diminui – ao contrário, até amplia – as dificuldades de relacionamento do Executivo com o Legislativo. Menos que estrondosa, e ele sai enfraquecido diretamente.

A não ser que Bolsonaro tenha no recôndito das reuniões de família pensado no impensável, qual seria o próximo passo para tentar “emparedar” um Legislativo que, de fato, avança – ajudado principalmente pela incompetência do governo – na direção de um “parlamentarismo branco”?

VONTADE DIVINA – Visões messiânicas da própria atuação em geral impedem personagens políticos de amenizar relações conflituosas (como a atual entre Executivo e Legislativo), pois isso demandaria formação de consensos, e messiânicos tratam preferencialmente de impor a própria vontade, entendida ou não como divina.

Enxergam uma “revolução conservadora” numa onda disruptiva de transformação composta por múltiplos elementos antagônicos, que se dedicam agora a disputar o poder entre si (alguém acha que desapareceu a luta entre “ideólogos” e a ala militar, por exemplo?).

Se é que alguma vez a teve, o governo Jair Bolsonaro está perdendo o sentido de urgência para o que realmente importa e, no final das contas, vai de fato definir seu sucesso ou fracasso.

RECESSÃO – O rombo fiscal está se agravando, a economia está estagnada, o crescimento não veio ainda, a arrecadação ficou aquém, piorando dificuldades políticas, fechando opções de acomodação de interesses – tudo isso diante do grande quadro de sempre, caracterizado por infraestrutura precária (investimentos?), formação insuficiente de capital humano (produtividade?) e excessivo fechamento do País.

Percepções equivocadas ou fortemente distorcidas da realidade e do próprio papel conduzem personagem políticos a avaliações equivocadas das relações de força e de poder e, por consequência, ao erro. O problema é que não só o personagem em questão acaba sendo punido pelos fatos ou pagando um preço alto em termos de perda de capacidade de conduzir, liderar, governar. O País também.

Governo começa a ‘limpar’ a administração de petistas ainda agarrados a cargos

A ideia é se livrar de militantes que atuaram contra Bolsonaro e suspeitos de sabotar o governo

Somente agora, cinco meses após a posse, o governo poderá começar a “limpar” os cargos de petistas que os “aparelham” desde os tempos de Lula e Dilma. São militantes que trabalharam contra a candidatura de Jair Bolsonaro, são até suspeitos de sabotar a gestão, mas não largam as boquinhas. “São mais de 110 mil cargos de confiança e funções gratificadas”, confirma o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Ele disse que acabou o tempo de nomeações sem qualquer critério. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A dificuldade foi o critério inédito do presidente Bolsonaro de ocupar os cargos tecnicamente, sem indicações políticas, inclusive nos Estados.

A prioridade do governo foram os cargos de comando, de primeiro e segundo escalões, além de estatais, para depois preencher o restante.

Já foram mais os cargos de confiança e funções gratificadas. Após a extinção de 21 mil, ainda sobram 110 mil, em Brasília e nos Estados.

O candidato a cargos passará por um filtro (informações cadastrais) e depois submetido ao ministro e ao dirigente de estatal ou autarquia.

No Piauí, mais de 50 Unidades de Saúde da Família podem solicitar horário estendido

A ideia executada em Teresina na gestão do ex-prefeito e atual senador, Elmano Férrer, está sendo implantada em todo país para garantir consultas e exames no período noturno.

O Projeto Ambulatório do Trabalhador proposta criada em 2012 durante a gestão do ex-prefeito de Teresina, atual senador Elmano Férrer (PODEMOS-PI), está sendo implantada em todo país. No Piauí, mais de 50 Unidades de Saúde da Família cumprem os pré-requisitos para adesão ao novo programa de horário estendido para atendimento à população.

O programa  tem como objetivo oferecer ao cidadão, usuário do SUS, a opção de consultas em várias especialidades e exames no período noturno e fins de semana. No dia 14 de março, o senador Elmano Férrer apresentou o projeto pioneiro em Teresina ao presidente da República Jair Bolsonaro, que manifestou imediato interesse em implantar a ideia do terceiro turno nos postos de saúde de todo país. No último dia 16, o ministro da Saúde assinou a portaria do novo programa chamado de Saúde na Hora, com finalidade de ampliar acesso aos serviços da Atenção Primária à Saúde e desafogar as emergências.

“O Ambulatório do Trabalhador foi concebido para atender as necessidades e problemas assistenciais observados em Teresina. Uma parcela dos pacientes que necessitam de atendimento encontra dificuldade para sua obtenção, em função do tempo de espera e do horário de atendimento diurno”, afirmou o senador Elmano Férrer.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o Piauí possui 1.281 UFS em funcionamento com atuação de 1.283 Equipes de Saúde da Família, cobrindo 99% da população (3,1 milhões).  São ao todo 1.209 Equipes de Saúde Bucal, alcançando 2,1 milhões de pessoas. Do total de USF abertas, o Ministério estima que 54 estariam aptas a participar do novo programa por já possuírem três ou mais Equipes de Saúde da Família, o que é pré-requisito para adesão à ampliação do horário de atendimento à população.

O Ministério da Saúde anunciou que os municípios que ampliarem o horário de atendimento à população nas Unidades de Saúde da Família (USF) passam a receber mais recursos do Governo Federal. Para aderir ao programa, as unidades deverão atender a alguns requisitos, como manter a composição mínima das equipes de Saúde da Família – com médico, enfermeiro, odontologista e auxiliar de enfermagem – sem reduzir o número de equipes que já atuam no município. A USF também deve funcionar sem intervalo de almoço, de segunda a sexta, podendo complementar as horas aos sábados ou domingos. Além disso, a unidade também deve ter o prontuário eletrônico implantado e atualizado.

Deputada federal Joice Hasselmann visita Teresina sábado próximo

Joice Hasselmann já foi homenageada em Parnaíba pelo prefeito Mão Santa

A líder do governo no Congresso Nacional visita Teresina no próximo sábado, 01. A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP)  participa  de evento organizado por jovens empresários e tratará de temas como a reforma da previdência que tramita em comissão especial da Câmara Federal.

Na agenda política de Joice Hasselmann destaque para a inauguração da sede do PSL em Teresina e o primeiro encontro político com a nova direção do partido no estado, que tem à frente o vereador da capital  Luis André. Na foto, o presidente estadual do PSL em ato pró-Bolsonaro. (Com informações de Elivaldo Barbosa)

A tragédia de Algodões 10 anos depois

Algodões, logo após a tragedia

Por:Zózimo Tavares

A fatídica tarde daquela quarta-feira, 27 de maio de 2009, jamais será esquecida. Nos dias anteriores, chovia muito no Vale do Pirangi, na divisa do Piauí com o Ceará, e o volume de água da Barragem de Algodões, no município de Cocal da Estação – a 260 quilômetros ao Norte de Teresina – crescia a todo momento, de forma assustadora.

Corria de boca em boca a notícia alarmante de que a barragem estava prestes a romper, pois já havia atingido a sua capacidade máxima de 52 milhões de metros cúbicos de água. E não parava de chover.

As famílias que moravam abaixo dela foram, então, removidas para abrigos públicos pela Defesa Civil. O Governo do Estado pediu com urgência um estudo técnico sobre a segurança da barragem, construída no final dos anos 1990 e que depois disso não recebeu a devida manutenção.

O engenheiro responsável pelo projeto de sua construção, Luiz Hernani Carvalho, um especialista em barragem de renome nacional, foi chamado a fazer uma inspeção na obra.

Ele foi a Cocal e, após a perícia técnica, deu o seu parecer definitivo: “Rasgo o meu diploma se essa barragem romper”.

As famílias, já impacientes nos abrigos públicos, foram assim autorizadas a retornar para suas casas, no Vale do Pirangi.

Mas algo dizia que a situação da barragem não era de confiança. A construtora que trabalhava na recuperação das fissuras de seu paredão, por exemplo, retirou apressadamente suas máquinas do local.

Assim, mal o engenheiro responsável pelo projeto de construção da barragem deu as costas e após uma chuva de 102 milímetros em apenas quatro horas, as águas abriram violentamente uma fenda de 50 metros na parede do sangradouro e ela rompeu.

Um tsunami com ondas de 10 metros 

Um tsunami devastava, então, todo o Vale do Pirangi, na maior tragédia ambiental do Piauí. As águas furiosas desciam o rio em ondas de 10 metros de altura e a uma velocidade de 80 quilômetros por hora.

Casas, fazendas, bares, postes, árvores, estradas, cercas, barracas e dezenas de estabelecimentos recreativos que se distribuam ao longo de quase 2 quilômetros no leito do Rio Pirangi, abaixo da barragem, no povoado Franco, nos arredores de Cocal da Estação, eram engolidos violentamente pelas águas.

A força das águas atingiu uma área de 50 quilômetros quadrados, entre Cocal e outros dois municípios (Buriti dos Lopes e Bom Princípio), até encontrar o Rio Parnaíba.

Corpos foram encontrados pendurados na copa de árvores. A violência das águas chegou a cortar a BR 343, na localidade Serragem, onde existe uma ponte, já no município de Buriti dos Lopes, a 60 quilômetros da barragem.

Curiosos observam os estragos do rompimento da barragem

Os mortos e feridos

O rompimento da Barragem de Algodões I matou nove pessoas na hora, destruiu casas, dizimou plantações e animais, e deixou mais de 1.200 famílias desabrigadas e sem nada. Uma criança foi dada como desaparecida e nunca encontrada.

Pelo menos 22 comunidades da zona rural de Cocal foram afetadas: Alvidões, Franco, Cruzinha, Figueira, Boiba, Angico Branco, Tabuleiro, Dom Bosco, Segundo Campo, Cansação, Gado Bravo, Capiberibe, Jenipabinho, Frecheiras de São Pedro, Sítio Frecheira, Olho D’Água, Gangorra, Boa Vista dos Ibóreus, Pinguim e Câmara.

Missa lembra tragédia

Uma missa pelas vítimas da tragédia vai lembrar hoje, às 8 horas, no povoado Franco, no município de Cocal da Estação, os dez anos do rompimento da Barragem de Algodões, o maior acidente ambiental do Piauí.

A celebração foi encomendada pela Associação das Vítimas e Amigos da Barragem de Algodões (Avaba) e pode ser entendida também como um manifesto contra a situação de abandono a que as famílias se viram depois da tragédia.

O professor Corsino Medeiros dos Santos, presidente da Avaba, diz que a passagem da data será marcada mesmo “é pelo trauma e pelo drama que as famílias atingidas ainda vivem.”

Segundo a Avaba, nada de concreto foi feito desde 2009, em termos de políticas públicas, para garantir às vítimas que pudessem retomar suas vidas com um mínimo de dignidade.

“Não há nenhuma obra pública compensatória relevante que o governo tenha levado para a comunidade”, critica Corsino Medeiros.

“A única obra pública que o governo fez foi a construção de casas populares em agrovilas para abrigar as vítimas, e nada mais”, informa.Algodões, nos dias seguintes ao acidente

A recuperação – o que foi feito e o que não foi

No total, segundo a Avaba, foram construídas 385 casas para as famílias de Algodões, sendo 205 em Cocal e 180 em Buriti dos Lopes. “Ou seja, considerando que mais de 1.200 famílias tiveram perdas com o rompimento da barragem, significa dizer que a grande maioria delas não ganhou sequer um lugar para morar”, lamenta.

Corsino reconhece, porém, que “antes da tragédia tinha pessoas, dentre as beneficiárias, que não tinham casas nas mesmas condições das que receberam do governo”.

É a única melhoria que ele cita. Nem mesmo a Prefeitura de Cocal, que devia receber obras compensatórias, foi contemplada.

“O rompimento causou o aterramento do rio Pirangi, numa extensão de aproximadamente 4 quilômetros. Desta forma, o desentupimento, uma obra urgente e necessária, não foi feito. Quando chove, as águas do rio se espalham, matando as plantações ao longo do Vale do Pirangi. Quando não tem chuvas, as plantações perecem por falta de água. Em consequência, o povo continua tendo prejuízos incalculáveis”.

Sonhos destruídos

O estouro da Barragem Algodões I interrompeu drasticamente o sonho e a esperança de milhares de moradores da região, ao destruir tudo que eles plantavam, criavam e cultivavam. E isso foi apenas a parte mais visível e traumática da tragédia.

Além das dez mortes (contando a criança desaparecida) e da devastação da terra, o caso provocou desdobramentos que ainda hoje são objeto de estudos de especialistas em engenharia, psicologia e outras ciências humanas. E também da justiça

O Pirangi vira um vale de lágrimas 

Um vale de lágrimas: depressão, loucura e câncer

Entre os efeitos deletérios da tragédia, estão doenças como depressão, diabetes e até câncer. A Secretaria Estadual de Saúde do Estado não fornece números, mas a Secretaria Estadual de Assistência Social e Comunitária (Sasc) admite o crescimento de casos de depressão, transtornos mentais e problemas cardíacos entre os moradores de Cocal.

O número é maior no povoado Franco, onde ocorrem graves problemas de saúde que, segundo a Avaba, teriam resultado na morte de dezenas de pessoas nos anos após a tragédia.

“Na hora do rompimento morreram nove pessoas. As que morreram posteriormente em consequência do mesmo evento não foram contabilizadas”, observa o professor Corsino.

“Os idosos foram as principais vítimas. Uns ficaram depressivos e morreram de problemas cardíacos, outros passaram a sofrer transtornos mentais, outros morreram com diabetes ou de câncer. É incrível como aumentou a incidência de câncer na região!”

Briga na Justiça

Até a indenização às famílias pelas perdas o governo só aceitou pagar depois de ser condenado pela Justiça a fazê-lo, e de firmar acordo com as vítimas, quase oito anos depois da tragédia.

Por esse acordo, o governo ainda conseguiu reduzir o pagamento para menos de 20% do valor fixado inicialmente.

Dos R$ 400 milhões determinados em despacho do desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, está pagando R$ 60 milhões parcelados em 30 meses, à razão de R$ 2 milhões por mês. E sempre com atraso, segundo a Avaba. Hoje, faltam seis parcelas para concluir o pagamento.

Recebem o benefício 940 famílias de Cocal e de Buriti dos Lopes que tiveram perdas materiais e parentes mortos.

Antes da indenização, essas famílias recebiam uma pensão de um salário mínimo acrescido de outros benefícios. O valor, porém, segundo Corsino Medeiros, mal dava para elas se sustentarem.

Águas destruiram a parede do sangradouro. O paredão da barragem ficou intacto

Uma nova barragem

Segundo ainda a Avaba, a população de Cocal e, em especial, os moradores das regiões próximas ao Vale do Pirangi, reivindicam a construção da nova barragem, acompanhada de outras obras estruturais.

“Não está em jogo apenas a miséria e a dor dos afetados, mas o desenvolvimento socioeconômico de uma importante região do estado”, ressalta a entidade.

O governador Wellington Dias anunciou, no final do ano passado, após reunião no Ministério da Integração Nacional, a inclusão da Nova Barragem Algodões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

Segundo o governador, o projeto da Nova Barragem de Algodões tem armazenamento previsto de 50 milhões de metros cúbicos, a mesma capacidade da que foi destruída.  Depois disso, o governo não falou mais na obra.

Segundo especialistas, não seria preciso a construção de uma nova barragem, pois todo o paredão de Algodões, à exceção do sangradouro, ficou intacto após o acidente.

Basta que a parte destruída seja recuperada e que seja feita desobstrução do leito do rio, assoreado depois da tragédia. 

(Colaboraram Mussoline Guedes, de Brasília, e Carlson Pessoa, de Parnaíba)

Obras de pavimentação e estradas vicinais no Piauí estão sendo focos de desvios de recursos

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

EMPREITEIROS QUEREM CALAR, MAS AS FARRAS CONTINUAM: das estradas vicinais às pavimentações a situação é hilária mesmo no Piauí. Tais obras suspeitas em sua maioria são oriundas de período eleitoral. O ciclo de 2014 (Governo Zé Filho) se repetiu em 2018. Sobre as suspeitas estradas vicinais (2014), até candidato ao governo do estado na última eleição (2018) luta com todos os esforços para calar o Portal 180, atuando como advogado de empreiteiros.

E isso mesmo em 2018 tendo denunciado a farra das pavimentações em paralelepípedo em alto e bom som, enquanto candidato. Ocorre que, recentemente, as empreiteiras que tal profissional político defende está no rolo novamente das pavimentações em paralelepípedo. O que fazem? Correm para os braços do Ministério Público e da Polícia se dizendo perseguidos com matérias jornalísticas. Quando, na verdade, o rastro de suspeitas de corrupção está edificado de 2014 aos dias atuais. Não à toa até a Corte de Contas está tirando onda._Conselheiro Delano Câmara ironiza e sobrepõe uma mão sobre a outra para explicar as pavimenações por “andar”, comuns no estado

O ROLO QUE ENVOLVE A SEDET: PAVIMENTAÇÃO

Estrada vicinal e pavimentação em paralelepípedo são algo tão monstruoso e rentável no estado do Piauí, que não à toa empreiteiros trabalham duramente para calar o Portal 180graus, com pedidos de censura, tendo ajuda até de ex-candidato ao governo do estado, para que a coisa fique mesmo debaixo dos panos. Tudo isso para não se ver em meio ao lodaçal que impera em território piauiense. A situação é grave. E o Blog Bastidores tem defendido a investigação dos ataques a jornalísticas específicos, ataques esses, suspeita-se, financiados pelos próprios investigados.

De todo modo, a situação, que é grave, tem seu lado cômico também. Última semana, o conselheiro Delano Câmara chegou a comparar uma das obras de pavimentação tocadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDET), no valor de R$ 6 milhões, a “obras por andar”, diante das suspeitas de sobreposição, uma pavimentação sobre a outra. O gestor chegou a fazer o gesto com as mãos em plenário, sobrepondo a mão direita sobre a esquerda. Foi uma gargalhada geral.

Tem sido uma febre a realização de pavimentações em paralelepípedo no Piauí. Elas estão sendo tocadas por inúmeras pastas. O que é pior, com sobreposição, em obras oriundas das eleições de 2018. Uma repetição do que ocorreu nas eleições de 2014, sendo que, no governo Zé Filho, a farra foi com estradas vicinais. A suspeita é que milhões de reais tenham se esvaído pelo ralo.

A situação cômica no TCE, reproduzida abaixo, teve até participação do ex-presidente do Tribunal, Olavo Rebelo, que não deixou passar o tom irônico.

“Como diz o decano Luciano Nunes, que atire a primeira pedra o gestor no Estado que não está fazendo calçamento. E agora, com primeiro e segundo andar”, tascou.


VEJA O DIÁLOGO ENVOLVENDO O CASO DA SEDET___________

Delano Câmara: “Eu estou trazendo aqui a solicitação de uma inspeção in loco. Por quê? Porque foi descoberto em relação a essa mesma obra a sobreposição de trechos. Como assim? Foi descoberto que determinados trechos foram licitados pelo município de Altos e pela SEDET. Ou seja, nós teríamos a mesma rua sendo feita com dois andares. Ou seja, a gente verificou em outro processo que o mesmo trecho foi feito pelo município de Altos. A gente foi lá e disseram: a obra está feita. Mas foi feita por quem? Por Altos ou pela SEDET. Aí a pista tem dois andares. Fizeram um e depois fizeram outro em cima da mesma”.

Waltânia Alvarenga, que estava presidindo (indagado de forma irônica e sorrindo): mas fizeram [a obra] mesmo? Ou você está brincando?

Conselheira Watânia Alvarenga fala que relatou caso semelhante envolvendo outra pasta
_Conselheira Waltânia Alvarenga fala que relatou caso semelhante envolvendo outra pasta do governo

Delano Câmara (risos): É isso que eu vou pedir no outro processo.

Waltânia Alvarenga: Doutor Delano, porque duas semanas atrás, na 2ª Câmara [do TCE], nós relatamos exatamente um problema semelhante. Só que era uma outra secretaria [do Governo do Estado] e um outro município. Se não me engano, Padre Marcos. Só que no caso, nenhum dos dois fez.

Delano Câmara: Não, aqui foi feito. Aqui, acredita-se que foi feito, pelas fotos de satétile, porque eu pedi a verificação feita pelas fotos de satélite de antes e depois. Foi feito, várias delas[as pavimentações]. A minha pergunta é: foi feito por quem?

Waltânia Alvarenga: [No meu caso] era a Secretaria das Cidades e o município de Padre Marcos. No caso nenhum dos dois fez.

Delano Câmara: Então aqui a gente pegou e teve o cuidado de fazer a verificação por foto de satélite. E o que que nós verificamos? Que vários desses trechos foi executado. A pergunta é: por quem? Agora existem outros trechos de duplicidade e que não haveria dúvida de sua execução, teoricamente por foto de satélite. Só que diante dessa confusão toda, o que eu vou verificar? Eu fui verificar que isso pode não ter ocorrido bem assim. E aí, o que eu estou querendo. Eu estou querendo que a nossa divisão de engenharia faça uma inspeção in loco. E aí eu peço a presidência a urgência necessária, porque o pessoal da engenharia disse que, às vezes, essa pronta inspeção tão rápida, tem um processo mais demorado para autorização de diária, e aí eu queria inclusive a autorização da presidência para que fosse feita de forma mais rápida para essa verificação in loco. E lá vê com o GPS as marcações, vê onde foi feito e não foi feito. Para só então, após a inspeção, falar em liberação de valores.

(…)

Olavo Rebelo: “Que atire a primeira pedra o gestor no Estado que não está fazendo calçamento. E agora, com primeiro e segundo andar”, tascou.

Olavo Rebelo também ironiza e arranca gargalhada de todos
_Olavo Rebelo também ironiza e arranca gargalhada de todos