Próximo Secretário de Educação diz estar preparado para fazer a diferença

                                         Roger Jacob
POR: BERNARDO SILVA
“Se eu tivesse que escolher algum cargo na próxima administração, seria esse (secretário de educação), porque sei que consigo fazer a diferença”. A afirmação é do empresário Roger Jacob, indicado pelo prefeito eleito Mão Santa para ser o próximo secretário municipal de Educação. Ele disse estar satisfeito com a aceitação do seu nome dentre os professores da rede municipal de ensino, e “estrou preparado, mas sei que não vai ser fácil”.
Segundo ele, a Secretaria Municipal de Educação tem indicado no orçamento para 2017 88 milhões de reais; 72 milhões são consumidos pela folha de pessoal e recebe apenas 67 milhões do Fundeb.
De acordo aindas com Roger Jacob a Prefeitura gasta atualmente mais de 25% em educação, que é o mínimo obrigatório. “Só com aluguel de ônibus para o transporte escolar (terceirizados) são gastos 150 mil reais por mês, para um transporte sem qualidade. Somando todos os custos não sobra dinheiro para a manutenção das escolas. A Secretaria de Educação vive um pesadelo de preocupação com merenda e transporte. São problemas que devem ser resolvidos. Há falhas no sistema e é preciso corrigir”, destacou Roger.
Segundo ele, o prefeito eleito Mão Santa pede a realização de concurso público para professores, “só que com a receita atual não tem como. É preciso muitas correções de rumos e rigidez na gestão”, comenta o secretário, acrescentando que a missão dada pelo futuro prefeito é que as escolas públicas tenham rendimento melhor do que as particulares. “A gestão tem chegar na ponta, porque tem que se pensar no pequeno, no mais necessitado”, pontua.
Roger Jacob informa também que há uma distorção salarial enorme entre o professor celetista que está na sala de aula dando uma enorme contribuição e o professor efetivo. “É necessário que se encontre mecanismos para se acabar com isso”, diz. Segundo ele, um professor celetista de 20 horas recebe 880 reais e de 40 horas o dobro, isto sem regência de classe. Enquanto o professor efetivo 20 horas tem remuneração aproximada de 2 mil reais e de 40 horas em torno de 5 mil reais.
“Mão Santa quer a unificação de valores mas o plano de cargos e salários não permite porque é incompatível com a realidade do município. Foi elaborado ainda na gestão do ex-prefeito Zé Hamilton, que tinha o atual prefeito Florentino como vice. Foi feito de forma irresponsável porque não calcularam o impacto na folha. Inclusive representantes da  UNDIME- União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação, ao tomarem conhecimento do plano disseram que ele quebraria a secretaria em 3 anos. Foram proféticos”, enfatiza Roger.
 Prefeito eleito Mão santa conheceu “in-loco” situação Roland e quer transformar
Com relação à recuperação de escolas, a maioria sucateada, ele disse ser necessário primeiro otimizar tudo, porque há muito desperdício no município. “Se não colocar dinheiro de outras fontes do município e não fizer nada, dentro de pouco tempo tem escola caindo na cabeça das crianças”, destaca Roger, acrescentando que Mão Santa quer no município escolas modelos, a começar do Roland Jacob, para depois expandir para as demais.
Em tempo: Roger Jacob vem de longa experiência no PPSJ – Posto de Puericultura Suzanne Jacob, que trabalha também com a educação, qualifica professores municipais através de ações que são desenvolvidas sem dinheiro público. Talvez por isso, apesar dos quase 80 anos de serviço e uma atuação reconhecida até internacionalmente, o PPSJ ainda é muito pouco conhecido entre os piauienses.
Fonte: Jornal “Tribuna do Litoral”

REGINA PEITA WELLINGTON

A senadora Regina Souza, ainda Resultado de imagem para senadora Regina Souza e welligton dias não entendeu que estados e municípios precisam se alinhar ao novo esquema de contenção de despesas, para que a banca rota não os atinja, como vem destruindo nomes políticos do Rio, RGS e Minas. Dizer que o governador W. Dias se equivocou quanto a PEC é desconhecer a necessidade da realidade ora vivida pelo país. A senadora desconhece a finalidade das PEC anunciadas, o que caracteriza e confirma o seu despreparo para o mandato que ora exerce. É melhor uma PEC controladora de gastos e o servidor receber em dia, sem risco de atraso, do que arrotar irresponsabilidade, sem ter conhecimento e nem consciência, da real situação em que vem atravessando o país. É preciso maturidade, competência, discernimento e cultura, para analisar a situação da economia de cada estado. A PEC do Piauí é tão necessária quanto a PEC do Governo Federal. Leia-se Temer!! O governador está certo, a senadora Regina é quem está longe de ser uma senadora à altura do cargo.(Tomaz Teixeira)

QUEM TRAIU WELLINGTON DIAS?!!!

FOGO AMIGO
Quando o governador Wellington Dias fala em investigar vazamento de informações sigilosas sobre o uso de aeronáuticas por ele e sua família, ele sente cheiro de fogo amigo. Certamente, alguém da cozinha deu detalhes das viagens do chefe, inclusive com a foto do filho (foto acima)posando com a namorada dentro do avião
FOGO AMIGO 2
Ora, o governador precisa lembrar que, a história da humanidade está repleta de traições dentro e fora dos palácios. Ninguém escapa dessa praga. Quem traiu Jesus Cristo? Quem matou Indira Ghandi? Quem apunhalou César? Não seria o Piauí a exceção.(Pedro Alcântara)

ZPE de Parnaíba: até o site tiraram do ar!

O governo do estado do Piauí deu mesmo as costas para Parnaíba. A nossa Zona de Processamento de Exportação – ZPE de Parnaíba, que já devia estar exportando há muito tempo, virou motivo de piada lá fora. Até mesmo o site, onde os sonhos eram ali colocados para que pudéssemos delirar, não funciona mais, tiraram da rede mundial de computadores e nenhuma explicação é dada para os parnaibanos. Oh, João Tenório! Tenham paciência, é muito descaso com nossa gente!
Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

RIO PARNAÍBA – LEMBRAM COMO ERA?

Por: Benedito Gomes(*)
Quem conheceu o Rio Parnaíba ali pelos anos quarenta, cinquenta, até sessenta, deve lembrar de um tráfego intenso de canoas, barcas, rebocadores e vapores, num vai e vem rio acima rio abaixo. O que era produzido até 100 KM, no estado do Maranhão e do Piauí, era transportado para Parnaíba através do rio. O porto de Repartição, em Brejo, era muito movimentado. E como não havia caminhão, pois não havia estradas, o transporte de coco babaçu, cera de carnaúba, couros de boi, peles de carneiro, bodes, jaborandi em folha, farinha, goma, laranja, manga, algodão em pluma e tudo mais, vinham para Parnaíba, diretamente para os armazéns da casa Marc Jacob, Pedro Machado, Morais S/A e Casa Inglesa, de onde depois seriam exportados pelo porto de Tutoia.
Na região de Brejo o transporte era todo feito em carro de boi – de Chapadinha, da Estrela, Anapurus, de Mata Roma e demais povoados, desciam dezenas de carros para Repartição onde estas mercadorias eram embarcadas e transportadas nas barcas dos senhores Raimundo Melancia, Mané Mago; João Francilino, João Laura, Chico Camila, Raimundo Querosene e outros. Quando voltavam levavam peças e peças de tecidos, latas de querosene, centenas de caixas de mercadorias diversas, cujos nomes não lembro mais.
Os rebocadores chegavam puxando duas ou três barcas carregadas de tudo. Os grandes vapores como Brasil, Piauí, Uruçuí e Parnaíba, são os que me lembro, transportavam cargas e passageiros, era o meio de transporte da época entre Parnaíba e o sul do Piauí. Ali entre São Bernardo e Santa Quitéria do Maranhão tem na margem do rio um povoado chamado Pau D’água, onde existia um Posto de Combustível, quer dizer, naquele lugar tinha uma venda de madeira em metros cúbicos. Você comprava o tanto de metros que precisava para o consumo na caldeira do vapor ou do rebocador.
Ah, eu ia falar do Rio Parnaíba e já estava esquecendo. Naquela época o rio era um mundo de água doce, com uma média de 200 a 600 metros de largura e uma profundidade no canal de oito metros. O espelho d’água restante com um a três metros. Hoje o velho monge em alguns trechos chega a cem metros de largura com três a quatro metros de profundidade, o restante é areia, que normalmente chamamos coroas e estão plantadas de feijão e arroz, a chamada lavoura de vazante.
                           Rio Parnaíba com pouca água
Os últimos a navegarem o rio, comercialmente, foram Abilão, Chico Cea e Chico Euclides. Estive no porte de Repartição, no dia sete de dezembro de 2016, e lá encontrei alguns amigos dos anos 50. Foi um encontro proveitoso, conversamos bastante, andamos pelo leito do Parnaíba quase seco. Foi um dia muito importante, poder rever os meus amigos de infância. Lembramo-nos de coisas que vivemos naquela época. Como vocês sabem, a lembrança é companheira da saudade. Juntei as duas, coloquei em um quadro, pendurei na parede das recordações que, juntas, me ajudaram a escrever este texto.
(*)Benedito Gomes
Contador UFPI
Fonte:Jornal “Tribuna do Litoral”

Presos da Lava Jato: Natal sem ceia nem luxos

Do G1
Almoço de Natal foi bife, farofa, cenoura, feijão, arroz e salada. O Fantástico entrou no Complexo Médico-Penal onde estão nove presos da Lava Jato.
O Natal dos presos da Operação Lava Jato foi sem ceia e sem luxos. Nas cadeias onde eles estão, 24 e 25 de dezembro foram dias comuns.
Nada de peru, panetone ou champanhe. O almoço de Natal foi bife, farofa, cenoura, feijão, arroz e salada.
O deputado cassado Eduardo Cunha, o ex-senador Gim Argello, o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e outros presos da Operação Lava Jato receberam exatamente essa quentinha.
Neste sábado e domingo, eles não tiveram visitas nem ganharam presentes.
Esta semana, a equipe do Fantástico entrou no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estão nove presos da Lava Jato. 

Escuridão no Natal de Parnaíba. Não sobrou dinheiro nem para um pisca-pisca de R$ 10,00

Nenhum local público recebeu iluminação natalina, nem mesmo a Praça da Santa Casa, que já foi a casa do Papai Noel e garota propaganda da gestão de Florentino Neto (PT).

Após quase 4 anos de governo finalmente na escuridão se foi possível enxergar a realidade da administração do petista Florentino Neto. Com os cofres públicos vazios, nem mesmo para a tradicional decoração natalina sobrou dinheiro. Acabou tudo!

Aliás, se não fosse salvo aos 45 minutos do segundo tempo, pelo dinheiro que vem de Brasília através de decisão do Presidente Michel Temer (PMDB), em repassar aos municípios parte da arrecadação da União com a multa do programa de repatriação, Florentino Neto entregaria a prefeitura com dezenas de milhões de reais em dívidas.

Apresentado como o “pupilo” de Zé Hamilton, seriam esses os ensinamentos aprendidos por Florentino Neto? Finalmente após 12 anos de poder entre Zé Hamilton e Florentino Neto foi revelada a situação econômica de Parnaíba. Contas maquiadas anos após anos, dívidas empurradas com a barriga. Os defensores deste governo podre irão dizer que o país vive uma crise! Mas não dizem que ao longo de 2016 o total de dinheiro recebido da Prefeitura de Parnaíba pelos governos estadual e federal, além da própria arrecadação com impostos só aumentou.

Aliás, foram os 12 anos em que mais se arrecadou impostos dos parnaibanos. 12 anos de governos comparáveis a uma sepultura de mármore, que brilha ao sol e, por dentro guarda carne podre.
Acabaram com o calendário de pagamento do funcionalismo, tornaram a cidade em um curral eleitoral através de milhares de portarias. Acabaram com a cidade. Doaram terrenos públicos para instituições privadas que não empregam parnaibanos, acabaram com o turismo, deram um calote na cultura, incendiaram a educação, fizeram terrorismo na internet e se esconderam em baixo de uma justiça suspeita.

Acreditem, não sobrou dinheiro nem pra comprar os pisca-pisca da loja de R$ 10,00. Feliz Natal Parnaíba, que em 2017 toda a verdade seja revelada e Papai Noel leve no seu saco aqueles que destruíram os sonhos de natal.

Por: Bruno Santana / Tribuna de Parnaíba

PEQUENA HISTÓRIA SOBRE O NATAL

Foto do perfil de Carlos Henriques Araujo, A imagem pode conter: 1 pessoa

Por:Carlos Henrique Araujo

Certo homem, chamado Mogo, costumava olhar o Natal como uma festa sem o menor sentido.
Segundo ele, a noite de 24 de dezembro era a mais triste do ano, porque muitas pessoas se davam conta de quão solitárias eram, ou sentiam muito a ausência da pessoa querida que não esteve presente durante o ano.
Mogo era um homem bom.
Tinha uma família, procurava ajudar o próximo, e era honesto nos negócios.
Entretanto, não podia admitir que as pessoas fossem ingênuas a ponto de acreditar que um Deus havia descido à Terra só para consolar os homens.
Sendo uma pessoa de princípios, não tinha medo de dizer a todos que o Natal, além de ser mais triste que alegre, também estava baseado numa história irreal.
– Um Deus se transformando em homem.
Como sempre, na véspera da celebração do nascimento de Cristo, sua esposa e seus filhos se prepararam para ir à igreja.
E, como de costume, Mogo resolveu deixá-los ir sozinhos, dizendo:
– Seria hipócrita da minha parte acompanhá-los.
Estarei aqui esperando a volta de vocês.
Quando a família saiu, Mogo sentou-se em sua cadeira preferida, acendeu a lareira, e começou a ler os jornais daquele dia.
Entretanto, logo foi distraído por um barulho na sua janela, seguido de outro… e mais outro.
Achando que era alguém jogando bolas de neve, Mogo pegou o casaco para sair, na esperança de dar um susto no intruso.
Assim que abriu a porta, notou um bando de pássaros que haviam perdido seu rumo por causa de uma tempestade, e agora tremiam na neve.
Como tinham notado a casa aquecida, tentaram entrar, mas, ao se chocarem contra o vidro, machucaram suas asas, e só poderiam voar de novo quando elas estivessem curadas.
“Não posso deixar essas criaturas aqui fora”, pensou Mogo.
“Como ajuda-las?”
Mogo foi até a porta de sua garagem, abriu-a e acendeu a luz.
Os pássaros, porém, não se moveram.
“Elas estão com medo”, pensou Mogo.
Então, entrou na casa, pegou alguns miolos de pão, e fez uma trilha até a garagem aquecida.
Mas a estratégia não deu resultado.
Mogo abriu os braços, tentou conduzi-los com gritos carinhosos, empurrou delicadamente um e outro, mas os pássaros ficaram mais nervosos ainda – começaram a se debater, andando sem direção pela neve e gastando inutilmente o pouco de força que ainda possuíam.
Mogo já não sabia o que fazer.
– Vocês devem estar me achando uma criatura aterradora
– Disse, em voz alta.
– Será que não entendem que podem confiar em mim?
Desesperado gritou:
– Se eu tivesse, neste momento, uma chance de me transformar em pássaro só por alguns minutos, vocês veriam que eu estou realmente querendo salvá-los!
Neste momento, o sino da igreja tocou, anunciando a meia-noite.
Um dos pássaros transformou-se em anjo, e perguntou a Mogo:
– Agora você entende Mogo, por que Deus precisava transformar-se em ser humano?
Com os olhos cheios de lágrimas, ajoelhando-se na neve, Mogo respondeu:
– Perdoai-me anjo.
Agora eu entendo que só podemos confiar naqueles que se parecem conosco e passam pelas mesmas coisas pelas quais nós passamos.
” Hoje, Mogo entende o verdadeiro significado do Natal, e, acredita no Deus que, enviou seu filho JESUS, para acreditarmos e confiarmos no Pai Criador.”
Deixe Jesus nascer em seu coração agora, porque Ele está na dor física, na alegria, na conquista.
O Senhor está também na sua tristeza.
Não fuja deste amor, não fuja de Jesus Menino!
“Nasça, Senhor, em mim, no meu coração. Faça acontecer o Natal em mim pela primeira vez na minha vida, e que seja um Natal de verdade.”

Desejo um feliz Natal para todos.
Feliz 2017.
CHA

E COMO FICAM OS CLIENTES DO BANCO DO BRASIL?

AOS NAVEGANTES
Para quem vai ao litoral, mais precisamente Luís Correia nas festas de fim de ano, vale lembrar que, se a conta for no Banco do Brasil, é melhor levar dinheiro, pois, na cidade não tem caixa 24 horas e o BB está desativado após a explosão.
ASSALTO EM LUÍS CORREIA JÁ ERA ESPERADO
A explosão dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil no município de Luís Correia já era esperado não apenas pela Polícia, mas principalmente pela população. O local é convidativo para assalto. Fica numa área isolada do Shopping Amarração.
Quem tem conta no Banco do Brasil e for a Luiz Correia, vai ter que se deslocar a Parnaíba para saques. A cidade não tem caixa eletrônico 24 horas e o BB está destruído.
Texto:Pedro Alcântara
Edição:Bernardo Silva

Servidores do estado estão com salários atrasados no hospital Dirceu Arcoverde em Parnaíba.

Funcionários do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) estão sem receber salários há meses e sentem na pele a sensação de chegar o Natal e Ano Novo sem ter o que oferecer aos familiares; uma ceia ou simples presentes.
Resultado de imagem para governador wellington dias
Governador do Estado do Piauí (Imagem Patrícia Andrade)
Novembro, Dezembro estão na promessa da direção do hospital, que segundo denúncias joga a responsabilidade para o governo estadual ou municipal. Os servidores contratados estão com medo porque acumulam dívidas e não tem esperança em receber, muito menos o 13º salário. O direito de resposta está em aberto, pois não tivemos contato com a diretoria do hospital.
Funcionários clamam por uma intervenção por parte das autoridades competentes.
Veja a denúncia feita por mensagem; onde eles pedem anonimato por medo de perderem o que resta do que seria um trabalho digno:
Por: Denílson Freitas/Blog do Pessoa

O Espírito do Natal e o espírito de porco

Por: Bernardo Silva(*)
Não gostaria de fazer um artigo sobre o natal na forma bem melosa dos costumeiros textos publicados nesta época do ano. Gostaria, sim, de dizer que, para mim, Natal é uma data como outra qualquer, porque busco sempre estar em paz comigo mesmo. Todos os dias faço o que posso para ser feliz e fazer feliz os que me rodeiam. E esta luta é constante, diária. E se não consigo o meu objetivo durante todos os 365 dias no ano, apenas abrir a boca agora e dizer “feliz natal e próximo ano novo”, não vai adiantar nada. Talvez valha mais um abraço bem apertado, sincero; um largo sorriso, uma conversa “pra cima”, coisas que a gente deve buscar todos os dias também.
Minha mesa farta não me satisfaz, porque não dá para esquecer os que lá fora vivem as dores do dia a dia, lutando pela sobrevivência. Egoísta buscar ser feliz só com os meus, na noite do natal, sem ao menos pedir em oração que Deus olhe pelos pequeninos, pelos deserdados e pelos perdidos que se matam dia a dia nas drogas e/ou se prostituem por um prato de comida.
Mas não vou entrar neste clima romântico porque a intenção é outra: é chamar a atenção das pessoas para uma reflexão sobre a realidade do mundo, das pessoas, desta família que Deus destinou a viver no planeta terra que estamos destruindo, de todas as formas. E começamos por destruir a nós mesmos, com nossa forma egoísta de ser, de só pensar em nós mesmos e na plenitude de nossas realizações.
Como estará neste momento o coração dos políticos corruptos que sempre aproveitaram o poder para viverem nababescamente, enquanto o vizinho do lado jamais deles mereceu, sequer, um bom dia! Como estará neste momento a mente daqueles que perderam a grande chance de servir, quando a oportunidade lhes chegou às mãos, optando por servirem-se de algo que Deus permitiu chegar a eles para compartilharem, dividirem com os menos aquinhoados.
O natal de milhões de famílias este ano será muito mais pobre no Brasil. Por que? Exatamente pelo egoísmo de um grupo político que se apoderou do poder, mentindo, enganando os mais necessitados com um discurso bonito, enquanto surrupiavam e colocavam em suas contas bancárias aqueles recursos que seriam para distribuir, compartilhar, dividir com a grande família de brasileiros, sempre tão carentes de tudo, inclusive de verdades.
Eu não posso pensar em felicidade se não tenho paz de espírito. Se a minha mentira prejudicou a outrem. Se minha forma dissimulada de ser prejudica a quem precisa da minha ajuda, do meu apoio, da minha contribuição sincera;
Eu não posso ser feliz e entrar em clima de natal se eu roubei de quem precisa mais do que eu; se eu iludi e enchi de esperanças pessoas às quais eu usava para poder atingir meus objetivos maiores; Não, não posso desejar a ninguém “um feliz natal e um próximo ano novo”, se ainda não me dispus a ser melhor, a ajudar, a ser solidário, a ser sincero, sempre.
Que me perdoem os velhos e carcomidos políticos que ainda pensam que o poder é para eles se enriquecerem. Para humilhar o menor, para roubar o que a ele (o menor) pertence, enquanto dele faço chacota nos salões de festas, nas suntuosas recepções, consumindo as mais caras bebidas e os mais refinados pratos. Não, isso não é natal.
Volto a pedir perdão aos maus políticos por afirmar-lhes: vocês jamais saberão o que seja o “espírito do natal”, porque vocês, por vontade pessoal, transformaram-se em verdadeiros “espíritos de porcos”.
(*)Bernardo Silva, jornalista e professor
Fonte:Jornal “Tribuna do Litoral”
NAS BANCAS!