
O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (18), uma redução na taxa básica de juros, mas o movimento não foi suficiente para retirar o Brasil da segunda posição entre as maiores taxas de juros reais do mundo. Com um índice de 9,51%, o país permanece atrás apenas da Turquia, que lidera o levantamento global com 10,38%. Os dados constam no Ranking Mundial de Juros Reais.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) estabeleceu um corte de 0,25 ponto percentual, fixando a Selic em 14,75% ao ano. Trata-se do primeiro alívio monetário promovido pela instituição desde maio de 2024, quando a taxa havia sido alterada de 10,75% para 10,5%. A medida confirmou as projeções de analistas que previam uma postura mais conservadora do BC devido ao agravamento do cenário externo.
O atual cenário de guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, gerou uma onda de desconfiança na economia global. O bloqueio do tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Iraniana é o principal ponto de pressão, já que a rota é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo mundial. Esse fator pesou na revisão das expectativas do mercado nacional.
Até o início desta semana, o Boletim Focus registrava 23 semanas consecutivas de apostas em um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual. No entanto, o relatório publicado na segunda-feira (16) já indicava que os investidores “puxaram o freio”, passando a prever o ajuste mais moderado de 0,25 ponto que acabou se concretizando.
O Copom tem novo encontro agendado para os dias 28 e 29 de abril, quando deve reavaliar o patamar da Selic frente aos desdobramentos da crise internacional.
Abaixo, confira os dez países com as maiores taxas de juros reais no ranking global:
| Posição | País | Juro real (%) |
| 1 | Turquia | 10,38% |
| 2 | Brasil | 9,51% |
| 3 | Rússia | 9,41% |
| 4 | Argentina | 9,41% |
| 5 | México | 5,39% |
| 6 | África do Sul | 5,22% |
| 7 | Indonésia | 3,31% |
| 8 | Hungria | 3,02% |
| 9 | Colômbia | 2,99% |
| 10 | Filipinas | 2,81% |
(Diário do Poder)