Por:Ricardo
Amorim(*)
Amorim(*)
A
menos de sete meses das eleições, as campanhas eleitorais estão a pleno vapor,
como as imagens desajeitadas dos políticos pulando Carnaval deixaram claro.
Passado o reinado de Momo, uma discussão séria dos problemas brasileiros, como
propostas e soluções, viria bem a calhar, mas não está acontecendo.
menos de sete meses das eleições, as campanhas eleitorais estão a pleno vapor,
como as imagens desajeitadas dos políticos pulando Carnaval deixaram claro.
Passado o reinado de Momo, uma discussão séria dos problemas brasileiros, como
propostas e soluções, viria bem a calhar, mas não está acontecendo.
O
que os presidenciáveis deveriam discutir? Assuntos não faltam. Só no campo
econômico, propostas para melhorar muitas áreas em que o Brasil vai mal
deveriam abundar – olha o vírus carnavalesco aí de novo.
que os presidenciáveis deveriam discutir? Assuntos não faltam. Só no campo
econômico, propostas para melhorar muitas áreas em que o Brasil vai mal
deveriam abundar – olha o vírus carnavalesco aí de novo.
Até
quando nós, brasileiros, vamos pagar impostos de países ricos e receber serviços
públicos de países pobres? Os impostos aqui são padrão Fifa, já os serviços
públicos…
quando nós, brasileiros, vamos pagar impostos de países ricos e receber serviços
públicos de países pobres? Os impostos aqui são padrão Fifa, já os serviços
públicos…
Em
dois países emergentes a carga tributária é maior do que aqui; em outros 153
países, ela é menor. Dos mais de R$ 5 trilhões em riqueza que o País vai gerar
neste ano, quase R$ 2 trilhões serão desviados das famílias – onde poderiam
alimentar o consumo – e das empresas – onde poderiam virar investimentos – para
o setor público, através de impostos, taxas e contribuições. Onde vai parar
todo esse dinheiro?
dois países emergentes a carga tributária é maior do que aqui; em outros 153
países, ela é menor. Dos mais de R$ 5 trilhões em riqueza que o País vai gerar
neste ano, quase R$ 2 trilhões serão desviados das famílias – onde poderiam
alimentar o consumo – e das empresas – onde poderiam virar investimentos – para
o setor público, através de impostos, taxas e contribuições. Onde vai parar
todo esse dinheiro?
Seria
na infraestrutura? De acordo o Índice de Competitividade Global (ICG) do Fórum
Econômico Mundial, que compara diversos indicadores entre 148 países,
ranqueando-os do melhor ao pior, aparentemente não. Em qualidade de
infraestrutura, o Brasil está em 103° em ferrovias, 120° em rodovias, 123° em
aeroportos e 131° em portos. Dos quase R$ 2 trilhões que pagaremos em impostos,
apenas pouco mais de R$ 100 bilhões serão investidos em infraestrutura. Um
valor parecido será desviado por corrupção.
na infraestrutura? De acordo o Índice de Competitividade Global (ICG) do Fórum
Econômico Mundial, que compara diversos indicadores entre 148 países,
ranqueando-os do melhor ao pior, aparentemente não. Em qualidade de
infraestrutura, o Brasil está em 103° em ferrovias, 120° em rodovias, 123° em
aeroportos e 131° em portos. Dos quase R$ 2 trilhões que pagaremos em impostos,
apenas pouco mais de R$ 100 bilhões serão investidos em infraestrutura. Um
valor parecido será desviado por corrupção.
Ainda
sobre mais de R$ 1,7 trilhão. Vai para a educação? O ICG sugere que não. Poucos
vão à escola. O Brasil está em 69° em acesso à educação básica e 85° em acesso
à universidade. E quem vai aprende pouco. Estamos em 121° em qualidade de
ensino universitário e 129° em qualidade de ensino básico.
sobre mais de R$ 1,7 trilhão. Vai para a educação? O ICG sugere que não. Poucos
vão à escola. O Brasil está em 69° em acesso à educação básica e 85° em acesso
à universidade. E quem vai aprende pouco. Estamos em 121° em qualidade de
ensino universitário e 129° em qualidade de ensino básico.
Nesse
caso, o dinheiro deve ir pra a saúde. Será? Somos o 74° país em mortalidade
infantil e o 78° em expectativa de vida.
caso, o dinheiro deve ir pra a saúde. Será? Somos o 74° país em mortalidade
infantil e o 78° em expectativa de vida.
Então,
deve estar sendo investido em pesquisa, desenvolvimento, inovação,
produtividade e competitividade? Não parece. Estamos em 112° em número de
cientistas e engenheiros em relação ao tamanho da população, 136° em qualidade
de ensino de matemática e ciências, 145° em total de exportações em relação ao
tamanho da economia.
deve estar sendo investido em pesquisa, desenvolvimento, inovação,
produtividade e competitividade? Não parece. Estamos em 112° em número de
cientistas e engenheiros em relação ao tamanho da população, 136° em qualidade
de ensino de matemática e ciências, 145° em total de exportações em relação ao
tamanho da economia.
Onde
está o dinheiro dos nossos impostos, então? Em parte sendo investido em
programas sociais do governo. Em uma parte muito mais significativa, mal gasto
ou simplesmente consumido pela própria máquina pública.
está o dinheiro dos nossos impostos, então? Em parte sendo investido em
programas sociais do governo. Em uma parte muito mais significativa, mal gasto
ou simplesmente consumido pela própria máquina pública.
Pagamos
por um dos governos mais caros do mundo, mas recebemos um dos mais
ineficientes. Estamos em 124° em crimes e violência, 126 em tarifas de
importações, 132° em desperdício de recursos públicos, 133° em desvio de
recursos públicos, 138° em impostos sobre o trabalho, 139° em custo de
processos alfandegários, 144° em números de dias para abrir uma empresa e 147°
em custo de regulamentação governamental.
por um dos governos mais caros do mundo, mas recebemos um dos mais
ineficientes. Estamos em 124° em crimes e violência, 126 em tarifas de
importações, 132° em desperdício de recursos públicos, 133° em desvio de
recursos públicos, 138° em impostos sobre o trabalho, 139° em custo de
processos alfandegários, 144° em números de dias para abrir uma empresa e 147°
em custo de regulamentação governamental.
Em
plena campanha eleitoral, onde estão os projetos para mudarmos radicalmente
essa situação? Pelo jeito, no mesmo lugar que os R$ 2 trilhões que pagaremos em
impostos neste ano. Deve ser por isso que o Brasil é só o 136° país do mundo em
confiança nos políticos.
plena campanha eleitoral, onde estão os projetos para mudarmos radicalmente
essa situação? Pelo jeito, no mesmo lugar que os R$ 2 trilhões que pagaremos em
impostos neste ano. Deve ser por isso que o Brasil é só o 136° país do mundo em
confiança nos políticos.
(*) Ricardo Amorim é economista, apresentador
do Programa “Manhattan Connection”, da Globonews, e presidente da Ricam Consultoria. (Fonte: REVISTA ISTOÉ)
do Programa “Manhattan Connection”, da Globonews, e presidente da Ricam Consultoria. (Fonte: REVISTA ISTOÉ)
