Zé Filho não poderá servir a dois senhores

O acordo firmado entre o vice-governador Zé Filho (PMDB) e o atual governador Wilson Martins (PSB), para que o primeiro assuma o governo no dia 5 de abril, passa pelo uso do governo para favorecer as candidaturas de Marcelo Castro ao governo do estado e futuro ex-governador Wilson Martins ao Senado.  
Sem ter a absoluta certeza de que o futuro governador Zé Filho trabalhará para eleger o candidato do PMDB ao governo e o candidato ao Senado pelo PSB, Wilson Martins não deixará governo. Isso é ponto pacifico.
Mas, o atual vice-governador, caso venha a assumir o governo com a renuncia de Wilson Martins, vai ter que optar entre governar para deixar o seu nome registrado na história do seu estado, como um político que em apenas oito meses de governo realizou obras de vulto ou como um reles político, que passou pelo governo do seu estado, como um simples servidor de um grupo político, que não conseguiu em quase 15 anos retirar o Piauí do atraso.
De uma coisa Zé Filho pode ter certeza: não vai ser fácil governar o estado do Piauí, tendo o Partido dos Trabalhadores (PT) como oposição, porque a fiscalização vai ser rigorosa e já andam falando até em contratar detetives para investigar as ações do governo em cada município. Isso sem contar as cobranças que serão feitas ao Ministério Público Estadual e Federal. Como se diz no futebol vai ser uma marcação cerrada. E tem outra: não pense os senhores que o governo federal vai ser generoso com o governador de um estado pequeno e cujo partido que Dilma Rousseff engole atravessado.
 O breve governo de Zé Filho será o mais fiscalizado e cobrado da história. Quem viver verá!(Por:Dom Severino)

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