Praias lotadas no final das férias no litoral do Piauí

Este domingo foi oficialmente o dia último de férias! Quem esteve no litoral do Piauí, mais precisamente na Praia de Atalaia,  localizado no município de Luís Correia, percebeu um grande público presente, buscando desopilar à beira mar, o que fez a felicidade dos donos de bares e comerciantes em geral. Eles fizeram o que foi possível para agradar turistas, já que o governo do estado e nem o prefeito do município investiram em atividades ou eventos para motivar o turismo do litoral. O governo do Estado, por exemplo, pegou carona em eventos organizados por terceiros.


Quem ainda conseguiu realizar algumas atividades foram algumas empresas privadas como Sistema O DIA de Comunicação, em parceria com o grupo Unimed, o Restaurante Alemão, a Barraca Carlitu’s, o Parnaíba Shopping, o Arrey Hotel Beach e a AK Moda Praia. Destaque para essas iniciativas.


Comerciantes e empresários da Praia de Atalaia vão perceber o vazio a partir de agora quando as férias de julho terminam e se inicia a baixa estação. A situação da estrutura da praia está em péssimas condições, o que afeta diretamente a economia local. Lá não existem iniciativas planejadas, para atrair turistas e todos dos setores perdem como hotéis, restaurantes. Com isso, o turismo no Piauí continua patinando.

Texto e fotos: Camila Neto/Bernardo Silva

4 meses sem salários, terceirizados da Uespi iniciam greve nesta segunda (29)

Terceirizados da Uespi inicam greve nesta seguda (Foto: Reprodução)

Há quatro meses sem receber salários, os funcionários terceirizados da empresa Limpel, que presta serviços à Universidade Estadual do Piauí, iniciam uma greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (29/07). As informações foram repassadas ao OitoMeia pela presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Conservação, Mazé Mesquita.

“Dos terceirizados do Estado, a mais prejudicada é a Limpel. Na próxima semana completamos cinco meses sem salários. Estamos chamando a categoria para nos fortalecer. Já é costume das empresas e nós é quem somos prejudicados. Todo mês a gente espera, tira o extrato bancário e não tem nada. É um sofrimento”, relatou a presidente.

A partir das 08h desta segunda, os funcionários marcaram uma manifestação na porta da empresa Limpel. O ofício que comunica o início da paralisação já foi enviado à Secretaria de Fazenda do Piauí e ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

“Temos água, luz e aluguel para pagar. Precisamos buscar nossos direitos, é uma calamidade. Estamos fracos, não sabemos para onde correr. É só ameaça, dizem que vão colocar uma diarista para ficar nos lugar de quem faltar. Conversamos com a categoria, fizemos a assembleia e vamos agir”, disse Mazé Mesquita.

O outro lado

OitoMeia procurou a empresa Limpel, mas não conseguiu contato com a assessoria de comunicação ou direção. O espaço fica aberto para esclarecimentos.

Ofício

Sindicato comunica greve (Foto: Whatsapp/OitoMeia)
Por: Shelda Magalhães

Na praia de Atalaia, Ecotur anima multidão com atividades esportivas

Fotos: Jailson Soares / O DIA

O sábado na praia de Atalaia, em Luís Correia, foi marcado por uma série de ações do projeto Ecotur, que busca sensibilizar a sociedade para a importância de adotar um estilo de vida mais sustentável. 

A iniciativa é realizada pelo Sistema O DIA de Comunicação, em parceria com o grupo Unimed, o Restaurante Alemão, a Barraca Carlitu’s, o Parnaíba Shopping, o Arrey Hotel Beach e a AK Moda Praia.

O Governo do Estado também apoia a ação, por meio da Secretaria de Turismo, da Fundação de Esportes do Piauí e da Coordenadoria de Comunicação. 

Com mais de 15 edições, o projeto Ecotur este ano busca conscientizar os turistas sobretudo acerca da necessidade de se reduzir com urgência o uso de plástico, que é um dos principais vilões responsáveis pela poluição dos oceanos. 

Neste sábado, além da distribuição de brindes e de guias com orientações sobre preservação ambiental e com dicas sobre o turismo no litoral piauiense, o Ecotur também ofereceu atividades de lazer e entretenimento aos frequentadores da praia de Atalaia.

Juntamente com a Fundespi, o Ecotur realizou diversas atividades, como aula de zumba, futebol de areia, vôlei, futevôlei, surf, kitesurf, minimaratonas para crianças, dentre outras práticas esportivas. 

Júnior Macêdo, diretor de desportos da Fundespi, ressalta que o Governo do Estado tem realizado nos meses de férias uma série de eventos no litoral e em várias outras regiões do estado. “Além das atividades esportivas, os turistas têm acesso a serviços de várias secretarias, como a Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Turismo, Secretaria de Segurança e Secretaria de Saúde”, pontua Macêdo.

Equipes da Unimed e do Parnaíba Shopping também participaram da mobilização do Ecotur na praia de Atalaia, que envolveu dezenas de turistas e de nativos do litoral.

Por: Cícero Portela

Capitania dos Portos apreende cinco embarcações durante período de férias

Durante o período de férias, o tráfego de embarcações aumenta significativamente, principalmente na região do litoral piauiense e de cidades com rios e balneários. Para tentar coibir a navegação de embarcações irregulares e garantir a segurança dos banhistas, a Capitania dos Portos do Piauí está realizando a Operação Férias Seguras, que acontece de 01 a 31 de julho.

Capitão dos Portos Dante Duarte

Desde que a operação foi iniciada, aproximadamente 200 embarcações já foram abordadas. É o que explica o capitão da Fragata e comandante da Capitania dos Portos do Piauí, Benjamin Dante Duarte. “Eu posso dizer que nesse período a gente conseguiu abordar quase 200 embarcações. Nesse período, tivemos sete notificações, sendo que em cinco embarcações foram apreendidas. Tivemos também uma carteira de habilitação que foi apreendida e o indivíduo teve sua autorização para conduzir suspensa por 60 dias”, comenta.

Ainda de acordo com o capitão, o objetivo da Marinha não é punir os condutores das embarcações, contudo, quando é observada uma situação onde o condutor tenta burlar as leis e vai de encontro ao que está previsto as normas, colocando em risco a segurança da navegação e a vida de outras pessoas, é preciso adotar medidas punitivas, vez que o arcabouço jurídico resguarda a Marinha como agente da autoridade marítima.

“Tivemos dois incidentes de navegação onde foram abertos dois inquéritos para apurar: um na área de Buriti dos Lopes e o outro na área do Porto dos Tatus. Estamos apurando as circunstâncias e as causas desses acidentes. Acredito que as ações de fiscalização sendo antecipadas refletem diretamente nisso. Os condutores das embarcações sentem a necessidade de se regularizar e muitos deles cometem irregularidades por falta de conhecimento”, pontua.

O capitão Benjamin Dante Duarte cita ainda que, nesse período de férias, os locais onde mais se realizam ações são: em todas as praias de Luís Correia, onde as ações de fiscalização são redobradas; na Lagoa do Portinho, que esse ano teve um bom volume de água; a região da Ilha Grande de Santa Isabel, no Porto dos Tatus, área que demanda uma maior atenção por ser um local com grande fluxo de turistas e embarcações.

Locais de maior atenção e canais de denúncia e comunicação

O capitão Benjamin Dante Duarte comenta que a Capitania tem trabalhado para levar mais informações aos condutores por meio dos canais de comunicação. Pelo Disque Segurança na Navegação, através do número 0800 095 2844 é tirar dúvidas da população e ajudar a Marinha com relação à movimentação das praias e locais de banho.

“O objetivo do Disque Segurança da Navegação é as pessoas nos ajudarem como se fosse inspetores navais: você está numa praia, observa uma moto aquática em alta velocidade próximo aos banhistas, então a pessoa pode nos comunicar. A pessoa pode fotografar, filmar e nos ligar, fazendo uma denúncia, indica a praia, a hora, de possível pega o número de inscrição da embarcação, as características dela, que nós vamos apurar cada denúncia no local, se possível no mesmo momento. Se não for possível no momento a gente abre um procedimento. A população também tem que nos ajudar, porque a gente não consegue estar em todos os locais, são 224 municípios, pois são várias praias e balneários”, enfatiza.

Por: Isabela Lopes e Maria Clara Estrêla

Bandidos roubam quase R$40 mil de motorista na BR-343

No inicio da tarde desta sexta-feira (26/07), três assaltantes que ocupavam um automóvel Toyota Corolla, de cor branca, roubaram o montante de R$38 mil reais de um homem residente na comunidade Taboquinha, situada às margens da PI-213, próximo a Placa de Cocal-PI, na zona rural do município de Caxingó, região norte do Piauí.  

Segundo informações repassadas ao Blog do Coveiro, a vitima conduzia uma caminhonete Hilux e seguia destino à cidade de Buriti dos Lopes-PI, onde iria quitar débitos, quando acabou sendo surpreendida pelo carro dos bandidos que a interceptou na altura do KM-65 da BR-343, trecho conhecido como Santa Helena, zona rural de Buriti dos Lopes. 

Os assaltantes portavam arma de fogo e estavam com o rosto coberto por uma espécie de touca ninja. Dois dos três criminosos desceram do carro e  em uma ação rápida renderem a vitima e exigiram todo o dinheiro que ela transportava. Logo em seguida o trio fugiu tomando rumo ignorado. 

A vitima comunicou o fato ao Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Buriti dos Lopes, que alertou todas as equipes policiais das cidades vizinhas, que passaram a diligenciar em suas respectivas regiões. 

Durante as incursões, os militares foram comunicados que os bandidos estavam perdidos em uma área rural, mas depois tomaram conhecimento que durante a fuga eles percorreram pelo centro do município de Cocal-PI, seguindo pela PI-301, rodovia que interliga ao povoado Brejinho, zona rural de Luís Correia-PI. 

* Com informações do Blog do Coveiro

Unimed Teresina promove educação ambiental no litoral piauiense

Parnaíba e Luís Correia, no litoral piauiense, sediam ações esportivas e de educação ambiental desde quinta-feira (25). A Unimed Teresina apoia o projeto Ecotur, de iniciativa do Grupo O Dia, que ocorre até domingo, na Praia de Atalaia, na Barraca Carlitus.

A ênfase do projeto este ano é conscientizar sobre o descarte do lixo, a preservação da vida marinha e a importância da atividade física para melhor qualidade de vida.

Para o Presidente da Unimed Teresina, o médico urologista Emmanuel Fontes, saúde ambiental e saúde social são pilares da sustentabilidade.  “O Sistema Unimed Teresina tem foco em promover a saúde das pessoas, e isso está diretamente ligado à qualidade do nosso meio ambiente. Por isso, incentivar eventos locais de preservação e conservação desse meio é muito importante. É sustentável”, analisa.

O período de férias leva a um movimento mais intenso do litoral, com aumento do volume de lixo e potencial risco à vida marinha. Além disso, é o período em que a preocupação com a saúde deve se manter em alta. O médico Edson Vale, da Unimed Teresina, chama a atenção para os cuidados com a hidratação. “É recomendado que a pessoa beba de 3 a 4 litros de água por dia. Esse volume é o ideal para manter-se hidratado, sobretudo diante de exposição ao sol e exercícios físicos”, recomenda.

Prefeitura de Cajueiro da Praia lança edital de teste seletivo

A Prefeitura de Cajueiro da Praia sancionou o processo seletivo municipal para suprimento do quadro de servidores, com vigência de 2 anos. O edital oferece 89 vagas diretas além de cadastro de reserva nos níveis fundamental, médio e superior.

As datas de inscrição e de realização do processo seletivo serão divulgadas no edital a ser publicado no Diário Oficial dos Municípios.

Confira as vagas por nível de escolaridade:

Governador encaminha renovação de contrato do aeroporto de Parnaíba

Em cumprimento de agenda administrativa, em Brasília, nesta quinta-feira (25), o governador Wellington Dias acertou, junto ao presidente da Infraero, o brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, a renovação do contrato de funcionamento do Aeroporto Internacional de Parnaíba Prefeito Dr. João Silva Filho.

No encontro, ficou acertado ainda uma parceria entre o Governo do Estado e Infraero para estudar a viabilidade de aumento da capacidade de transporte do aeroporto, possibilitando que ele receba voos de porte maior, como acontece em Teresina.

Pela manhã, em reunião com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador discutiu a implementação de um plano arrojado para o Piauí, envolvendo o Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina, a Ferrovia Transnordestina e outros importantes projetos.

“Discutimos uma parceria que viabilizaria obras estruturantes fundamentais para o Piauí, como os aeroportos de Teresina e São Raimundo Nonato; a ferrovia interligando a capital à Parnaíba, vinculada com o Porto de Luís Correia e de Teresina em direção a Transnordestina. Além disso, vamos fazer um estudo em conjunto para a Hidrovia do Rio Parnaíba. É uma infraestrutura que impulsiona a economia de toda aquela região”, conclui Dias.


Fonte: Com informações da Ccom

Show “Tempo Inflamado” com o cantor parnaibano Daniel Filipe no Sesc Caixeiral


Será neste sábado (27), às 20h, no Café Concerto da unidade. A entrada é gratuita e a classificação é livre.O último Oito em Ponto do mês de julho do Sesc Caixeiral, em Parnaíba, será com o cantor parnaibano Daniel Filipe apresentando o show “Tempo Inflamado”. 

O disco “Tempo Inflamado”, do parnaibano Daniel Filipe. O álbum autoral conta com dez faixas, música popular de qualidade, feita por um jovem artista que se inquietou por cantar a inflamação de um tempo misterioso.

Sobre Daniel Felipe
Daniel Filipe é músico, intérprete e compositor parnaibano em constante articulação na realização de projetos no campo da música. Acumula em sua trajetória produções que seguem desde seu trabalho de composição e produção na movimentação multilinguagem Ultrópico Solar (2016-2019), composições e participações em álbuns como de Levi Nunes “Caí da Terra Plana” (2018), Brisa “Petricor” (lançamento em 2019), Eletrique Zamba (2019), além de estar lançando seu primeiro álbum solo (2018). Participou de eventos como o Seis e Meia, Festival de Inverno de Pedro II, Oito em Ponto e I Mostra de Música Sesc Maria da Inglaterra, dentre outros

Foto: Germana Ribeiro

História de pescadores se torna patrimônio

Museu Vivo dá status de patrimônio e história a artefatos e a vida cotidiana de pescadores em Luís Correia

Por Efrém Ribeiro

A visão tradicional ensina que museu é uma instituição dedicada a buscar, conservar, estudar e expor objetos de interesse duradouro ou de valor artístico e histórico. O município do litoral piauiense, Luís Correia (346 km de Teresina), nos ensina muito mais: que o museu pode ser vivo e seus artefatos e objetos não estão entre quatro paredes, mas pode ser um barco, uma canoa, que estão ao ar livre, estão na praia, no mar.

É o Museu da Vila, na Praia do Coqueiro, que dá status de história e de patrimônio a ser preservado, a vida cotidiana dos pescadores e dos moradores. Não é preciso produzir uma obra de arte, um projeto de arquitetura revolucionário para que ganhem o status de peças de museu. A canoa que os pescadores usam para tirar o sustento de suas famílias no mar ganha status de objeto de interesse duradouro, peça de museu.

Isso dá autoestima aos moradores, porque passam a perceber que são protagonistas da história. O que produzem tem valor, seus artefatos e a forma como a vida pode alcançar a história e a imortalidade.

Um museu capaz de cadastrar e estudar uma forma de relacionamento das pessoas, uma tradição repassada por gerações, uma vestimenta, um estilo de vida dos moradores, uma tecnologia usada pelos pescadores.

A professora Áurea Pinheiro, coordenadora do curso de Mestrado de Artes, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), afirmou que tem um trabalho de mais de dez anos com comunidades ribeirinhas, praieiras e do Delta do Parnaíba, trabalhando a conservação e preservação do patrimônio e na preservação, proteção e conservação das espécies marinhas ameaçadas de extinção.

Há dois anos, Áurea Pinheiro solicitou ao Governo do Estado a cessão de uso pela Universidade Federal do Piauí, para funcionar o curso de mestrado em Museologia, o único no Brasil. É um Núcleo da Universidade Federal funcionando em uma vila de pescadores artesanais e que fica a cem metros da praia, onde tem desova de cinco espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção em todo mundo.

Áurea Pinheiro (Foto: Efrem Ribeiro)

“Além disso, os pescadores artesanais têm suas artes de pesca ameaçadas de extinção e a construção de embarcações tradicionais”, ressalta Áurea Pinheiro, pós-doutora em Museologia.

A cada ano, o curso de mestrado em Museologia, de formação profissional, recebe 15 profissionais de diversas áreas do conhecimento, como arquitetura, engenharias, história, geografia, economia, administração e biologia.

“Nós estamos formando essas pessoas para serem gestoras do patrimônio porque o Museu da Vila é o espaço gestor do patrimônio”, ressalta Áurea Pinheiro.

Canoa centenária  em exposição

O Museu da Vila é um museu-escola porque, ao mesmo tempo que forma as pessoas, também preserva, pesquisa e documenta o complexo e rico patrimônio cultural da vila de pescadores da Praia do Coqueiro de Luís Correia. O prédio, onde funcionava uma escola pública estadual, estava completamente depredado.

Este ano, foi montada uma exposição no Museu da Vila, marcando dez anos de pesquisa e os estudantes estão preparando uma nova exposição, a “Nós do Coqueiro”.

Está exposta com destaque no Museu da Vila uma canoa centenária, uma canoa de um pau, só porque foi construída de um tronco de árvore pelas comunidades indígenas que habitavam o território, além de remos de pescadores locais que deixaram de pescar e fizeram a doação dos artefatos.

Fora do Museu da Vila está uma canoa de um pescador que não pesca mais e a vendeu para a instituição. O pescador Antônio da Laura, um dos pescadores aposentados da Vila da Praia do Coqueiro, doou a canoa mais antiga do acervo do Museu da Vila, a canoa-vovó. O museu tem talha de madeira de artista local.

Em outro espaço do Museu da Vila funcionava um Posto de Saúde e um Posto Policial, onde funciona uma ação de jovens da comunidade.

O Núcleo da UFPI tem a Marcenaria da Vila, do Museu, que é de inclusão social com jovens. A Marcenaria da Vila é um embrião do Estaleiro-Escola, exatamente para que seja criado modelismo naval e construção de embarcações.

O Museu da Vila está plantado em uma comunidade vulnerável economicamente. O prédio vai ser reformado, mas a arquitetura escolar será mantida.

O Museu da Vila tem uma exposição em montagem sobre a história da área de produção ambiental e um ateliê-escola, criado por uma estilista que concluiu o mestrado em Museologia. 

Mais de 300 famílias se beneficiam do Museu

Mais de 300 famílias da Praia do Coqueiro se beneficiam das atividades do Museu da Vila, que trabalha com a escola, com a creche e com o Posto de Saúde.

“A nossa ideia é a da sustentabilidade”, define Áurea Pinheiro, informando que garrafas de vidro serão recicladas e transformadas em um piso, onde a canoa vai ficar exposta no Museu da Vila.

Áurea Pinheiro afirma que o curso de mestrado em Museologia já está na quinta turma, com 50 alunos. O curso foi criado em 2015 e formou, na primeira turma em 2017, dez museólogos. “No Piauí, até 2017, não tinha nenhum museólogo. Hoje, temos 25 com mestrado”, afirmou Áurea Pinheiro.

O Museu da Vila tem uma Sala de Cinema e tem produzido vários documentários sobre a região e os pescadores. A estilista Gisela Falcão criou um ateliê-escola como dissertação de seu mestrado em Artes, Patrimônio e Museologia. para formar pessoas da comunidade em costura. No ateliê tem um bazar e roupas e sacolas produzidas pelas costureiras da comunidade.

“Trabalhamos com a museologia do território”, diz criadora

“Não trabalhamos como a museologia do edifício, mas a museologia do território”, garante a criadora do Museu da Vila, Áurea Pinheiro.

Ela diz que quando se fala em museu se pensa em um espaço que guarda objetos, quando na verdade o Museu da Vila é museu do território da Área de Proteção Ambiental (APA).

“Esses museus de territórios, museus locais e museus de comunidades têm como proposta contar a história das pessoas que moram no lugar. Então, aqui nós contamos a vida dos pescadores, das marisqueiras, das comerciantes. Contamos a história das pessoas simples. Contamos a história de tudo o que temos aqui, das embarcações, o fazer da cocada, o fazer da peixada, o rio, o mar, o Delta do Parnaíba, as tartarugas, o cavalo-marinho, o peixe-boi. O nosso museu é vivo, é dinâmico. Nós trabalhamos com duas modalidades de acervo: o institucional, como a canoa que está dentro do museu, mas temos o acervo operacional, que são 15 embarcações que estão na orla da praia, porque são objetos que fazem parte do nosso território. Para nós, o edifício não é o museu. O museu é o mar e os objetos são as canoas”, explicou Áurea Pinheiro.

Documentarista registra processo de extinção da pesca tradicional

A documentarista Cássia Moura, com doutorado em Portugal, e subcoordenadora do curso de mestrado em Artes, Patrimônio e Museologia da UFPI, produz documentários sobre os povos e a pesca no litoral do Piauí e vem registrando o processo da pesca tradicional e da expulsão dos pescadores e de suas famílias das casas próximas da orla da praia, que passou a ser ocupada por pessoas de outras cidades para a construção de casas de veraneio ou para a construção de resorts e restaurantes.

“Por ser uma região onde essa pesca tradicional está quase em extinção e a comunidade em risco, nós estamos documentando isso com nossos filmes. A comunidade de pescadores passou a ser alojada lá atrás. Viviam próximos da orla porque facilitava a vida deles, mas hoje, eles não estão mais aqui”, afirmou Cássia Moura.

Rosiane Cardoso Silva estava próximo de uma casa com placa oferecendo para venda na Praia do Coqueiro. Ela conta que a casa é de uma cunhada, Luiziane Moraes, que mora em São Paulo. Na residência mora sua sogra, Luiza Moraes, que vai viver na casa de outra filha em Luís Correia.

Ela afirma que a venda da casa é mais um recuo dos pescadores e suas famílias nas áreas próximas da orla da praia.

“As pessoas vendem por preços baixos suas casas, para pessoas que têm melhores condições financeiras, e    turistas vão morar em locais ainda mais distantes da praia”, relata Rosiane Cardoso. 

Ministro do Turismo conversa com Niède em visita à Serra da Capivara

Daniel Nepomuceno, ministro interino do Turismo (Foto: Ricardo Moraes/OitoMeia)

O ministro do Turismo interino, Daniel Nepomuceno, está no Piauí desde a última terça-feira (23). Nepomuceno veio ao estado participar do Seminário Investe Turismo, que vai apresentar as ações e projetos do Programa Investe Turismo, assim como linhas de crédito e mecanismos para auxiliar na estruturação e formalização da atividade turística. O Evento acontece no auditório do Sebrae, em Teresina, desde às 9h30.

Em entrevista à imprensa, o ministro falou sobre as primeiras impressões que teve ao visitar, ainda na terça-feira (23), o Parque Nacional Serra da Capivara. Daniel afirmou que ainda está atônito com o que viu na região.

“Chegamos às 8 horas da manhã e saímos do parque quase 8 horas da noite. Foi a primeiro área que temos a intenção de usar como nosso modelo de área de interesse turística. Mas eu realmente estou escandalizado. O parque é extremamente cientifico. É um patrimônio mundial. Algo que temos trabalhar dobrado para colocar isso à disposição para o mundo todo porque é a história humana e do mundo que está ali. E vocês estão de parabéns. Não é todo dia que você tem a oportunidade e enriquecimento de estar em um sítio tão maravilhado”, afirmou o ministro interino.

Durante sua passagem pelo parque, Daniel Nepomuceno conversou com Niède Guidon, responsável pela preservação do Parque Serra da Capivara, e, durante o encontro, a parabenizou pelo trabalho de preservação e dedicação para com o parque. “Saí de lá com um respeito imenso de tudo que foi colocado. E ela não pediu praticamente nada. O recado que ela deu foi: “A gente trabalhou muito e se dedicou demais. A gente precisa que o governo reconheça isso””, relembrou o ministro interino.

Grupo Asas do Delta realiza exposição de motos no Parnaíba Shopping

Até esta quinta-feira (25) o Parnaíba Shopping recebe uma exposição de motocicletas entre as lojas Destake e Riachuelo. A ação faz parte do XII Encontro Nacional de Motociclistas, evento realizado pelo Grupo Asas do Delta há 12 anos em Parnaíba, no sentido de convidar mais apaixonados por esses veículos da cidade e região.

De acordo com Gustavo Machado Veras, presidente do Asas do Delta, o evento traz inúmeros motociclistas de todo o Brasil. “Já temos confirmados participantes do Rio de Janeiro, Brasília, Ceará, maranhão, Rio Grande do Norte e de outras regiões. Todos os anos expomos as motos para divulgar o evento e o nosso turismo, pois esses participantes sempre voltam à nossa cidade. O Parnaíba Shopping é um excelente local para divulgarmos nosso evento, pois conseguimos atingir pessoas de todas as classes e aumentar o número de visitantes no evento”, explica.

O XII Encontro Nacional de Motociclistas acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de julho, no Calçadão Cultural de Parnaíba.

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Empresários da saúde do Piauí reivindicam R$ 18 milhões atrasados do Iaspi/Plamta

Na última segunda-feira (22/07), representantes do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi) reuniram-se na sede do Instituto de Assistência e Previdência Privada do Estado do Piauí (Iaspi) com Daniele Aita, diretora-presidente do órgão. A intenção dos empresários foi cobrar os pagamentos atrasados dos estabelecimentos credenciados ao plano de saúde do Estado (Iaspi/Plamta). Segundo a entidade, o montante se aproxima a R$ 18 milhões, referentes às faturas de março e abril.

No dia 16 de julho, foi protocolado ofício solicitando a adoção de medidas urgentes para sanar os atrasos nos pagamentos referentes aos meses de março e abril de 2019, nas faturas do Iaspi Saúde e Plamta. De acordo com Jefferson Campelo, presidente do sindicato, boa parte do faturamento dos estabelecimentos credenciados é proveniente do instituto. “Estamos chegando ao mês de agosto e temos clínicas e laboratórios que não receberam ainda os pagamentos do mês de março. Por isso, viemos aqui reivindicar mais uma vez o cumprimento do cronograma”, relatou.

Durante o encontro com os representantes dos estabelecimentos de saúde, a diretora do Iaspi informou que o pagamento referente à fatura de março já está sendo realizado e deve ser finalizado ainda esta semana. “Nós dependemos de recursos da Sefaz para quitar as faturas. No momento, estamos realizando o pagamento de março, que foi aberto agora em julho, na perspectiva de finalizar esta semana”, garantiu Daniele. A expectativa é que o pagamento do mês de abril inicie logo após quitar o mês de março, portanto, no início da próxima semana.

INTERVENÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Em novembro de 2018, o promotor Fernando Santos interviu no conflito entre empresários da saúde e Governo do Piauí. Naquela ocasião, ficou acordado que o contrato entre prestadores e Iaspi seria cumprido com o adimplemento de todos os filiados em até 60 dias após a entrega das faturas e demais documentos comprobatórios da execução dos serviços, tendo sido firmado ainda o dia 10 de cada mês para a execução destes pagamentos.

Por outro lado, o Sindhospi alega que parte das faturas dos meses de março e todas as faturas do mês de abril de 2019 ainda estão em aberto. O presidente do sindicato afirma que o próximo passo é conversar com o secretário Rafael Fonteles, titular da Secretaria de Fazenda (Sefaz). Hoje, por meio da assessoria de imprensa, a pasta informou ao OitoMeia que efetuará o pagamento até a próxima semana.

“Como sempre, a doutora Daniele foi muito solícita e demonstrou entender a situação. No entanto, infelizmente, estas resoluções não dependem somente da vontade dela. Por isso, um dos nossos próximos passos é agendar uma reunião com o secretário Rafael Fonteles para saber o que pode ser feito para honrar o cronograma de pagamentos que foi estabelecido por ele”, pontuou.

Por:Edrian Santos

Campanha nacional de multivacinação é adiada para outubro

A campanha nacional de multivacinação, inicialmente programada para agosto, agora tem uma nova data para acontecer: de 7 a 25 de outubro de 2019, tendo o seu DIA D no sábado, dia 19. O motivo é a indisponibilidade da vacina pentavalente, que protege bebês, nos seus primeiros meses de vida, contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite. As crianças devem tomar três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade. A imunização é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), gratuitamente, em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacina pentavalente é adquirida pelo Ministério da Saúde que, por sua vez, faz os repasses para as gestões estaduais e as mesmas as encaminham para os municípios. 

Segundo o Ministério da Saúde, a razão para a demora dos repasses e, logo, o adiamento da campanha se dá pelo fato de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou três lotes de vacinas pentavalente líquida da empresa indiana Biologicals E. Limited, que apresentaram “resultado insatisfatório no ensaio de aspecto”. O teste é realizado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e avalia cor, odor e características da embalagem de um produto. 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os lotes deverão ser trocados por novas vacinas. Entretanto, essa manutenção cabe à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), que é a responsável pelo Fundo Rotatório para Aquisições de Imunobiológicos, meio pelo qual o Brasil adquire as doses. Em nota, o Ministério da Sáude informou que ainda no mês de julho corrente, estão sendo enviadas para os estados 437,7 mil doses da vacina pentavalente do laboratório Serum India, regularizando os estoques em todo o país

Prédios abandonados em Luís Correia: Retrato falado da má gestão pública

Prédios abandonados e estruturas deterioradas que ameaçam desabar e oferecem riscos aos que procuram lazer no Balneário Atalaia, em Luís Correia. Este é o retrato de calamidade que exibem dois blocos do complexo no litoral do estado. Imagens que circulam nas redes sociais nesta segunda-feira (22) mostram que alguns prédios que compõem o Balneário Atalaia estão abandonados e em más condições de preservação.

O Balneário Atalaia é um complexo de prédios com apartamentos que fica perto da praia de Luís Correia, no litoral do Estado. Segundo a denunciante, que preferiu não se identificar, dentro do balneário, construído pelo Estado durante a gestão do ex-governador Alberto Silva, estão prédios do Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT), Associação Piauiense de Municípios (APPM), Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Piauí, Finesse e Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado.

No local existem áreas de comum convivência, que seriam uma lanchonete, um restaurante e um auditório. Como visto nos vídeos, a estrutura dos prédios está totalmente danificada e depredada. O telhado está comprometido e diversos objetos como pias, vasos sanitários e balcões foram roubados dos locais. Animais mortos e sujeira também podem ser encontrados no local.

Os locais abandonados, de acordo com a denúncia, ficam próximo aos prédios onde as pessoas se hospedam e não há nenhum tipo de interdição. Qualquer pessoa que estiver dentro do balneário teria acesso e consegue entrar nos prédios abandonados. Os prédios abandonados chegaram a funcionar logo depois da construção, mas foram abandonados há mais de 10 anos.

O OUTRO LADO

O diretor-presidente da EMGERPI Empresa de Gestão de Recursos do Piauí), Décio Solano, afirmou que desconhece o abandono ou situação precária do balneário Atalaia, de Luís Correia. “Não há estrutura danificada ou mesmo abandonada, se houvesse, as denúncias já teriam chegado até nós. O Balneário Atalaia é um complexo de prédios com cinco blocos que foram cedidos formalmente a entidades de responsabilidade e que regularmente fazemos reuniões com elas, na qual cobramos manutenção do local”, afirma o diretor.

Ao Portalaz a presidente da Caixa de Assistência do Advogado Piauiense (Caapi), Andréia de Araújo Silva, disse que os estabelecimentos que estariam em situação de abandono e precariedade são áreas de uso comum, portanto de responsabilidade da EMGERPI a manutenção dos mesmos. “O restaurante, a lanchonete e o auditório são áreas comuns e por isso não é de nossa responsabilidade. O nosso bloco, inclusive, é o mais preservado do balneário. Ele passou por reforma no ano passado. Essas áreas de comum convivência são de responsabilidade da EMGERPI, que deve manter e preservar os locais”, afirma Andréia de Araújo Silva. (Com informações do Portalaz)

Fotos:Reprodução/Internet

Cidadania ao Presidente Bolsonaro e a mentira do “Meio Norte”

Presidente Bolsonaro e Mão Santa

O Sistema Meio Norte de Comunicação, de Teresina, precisa melhorar suas fontes em Parnaíba. Já é de algum tempo que vem tentando transformar meras fofocas em verdades verdadeiras. Nesta segunda-feira, por exemplo, um blog denominado “Primeira Mão”, campeão em barrigadas, soltou uma grande mentira como se verdade fosse, afirmando que “sem maioria, votação para cidadania parnaibana a Bolsonaro é adiada”. A matéria é assinada por Sávia Barreto que, ao que parece, não checou a informação (ou fofoca?), no afã de divulgar em “primeira mão. Sequer consultou a pessoa citada na matéria, vereador Carlson Pessoa.

Diz a matéria que, “para não correr o risco de perderem em plenário, os vereadores da base do prefeito Mão Santa na Câmara Municipal de Parnaíba decidiram deixar para o segundo semestre a votação para conceder o título de cidadania parnaibana ao presidente Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle Bolsonaro. A proposta é do vereador Carlson Cornélio Pessoa. A matéria precisa de 12 votos, mas a situação conta com apenas 11 de um total de 17 vereadores. Ou seja, falta convencer um vereador a votar favoravelmente”.

Ouvido pelo blogdobsilva, o vereador e líder do governo na Câmara, Carlson Pessoa, disse que “a proposta só será votada em agosto, nas sessões ordinárias. E que a convocação que foi feita pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Geraldinho Alencar, para duas sessões extras nesta segunda-feira(22), não colocava esta matéria na pauta, por conseguinte, se não entrou ela não saiu de pauta. “Não foi cogitada a votação da matéria hoje”, disse Pessoa.

A propósito do assunto, a vereadora Neta Castelo Branco de Sousa, também da base do governo, disse acreditar que haja votos suficientes para aprovar em agosto a Cidadania ao presidente da República, Jair Bolsonaro. “O fato dele já haver liberado mais de 40 milhões para as obras da segunda etapa dos Tabuleiros Litorâneos, já o credencia para receber qualquer homenagem em Parnaíba”, pontuou Neta.

Microempresários não tem condições de pagar impostos

O programa do microempreendedor individual (MEI) completou dez anos de existência neste mês com 8,6 milhões de pequenos empresários cadastrados, mas com um antigo problema ainda presente: um alto índice de inadimplência. Em maio deste ano, último dado disponível, 54% dos empreendedores não estavam em dia com suas contribuições, de acordo com a Receita Federal.  

Quando estão inadimplentes, os pequenos empresários não têm direito aos benefícios da chamada rede de proteção social: salário-maternidade (a partir de 10 meses de contribuição); aposentadoria por invalidez e auxílio-doença (após 12 meses de contribuição); de auxílio-reclusão e pensão por morte para seus dependentes. Além disso, também não podem contar esse tempo para a aposentadoria por idade.  

O MEI nasceu para incentivar a formalização de pequenos negócios e de trabalhadores autônomos como vendedores, doceiros, manicures, cabeleireiros, eletricistas, entre outros, a um baixo custo. Podem aderir ao programa os negócios que faturam até R$ 81 mil por ano (ou R$ 6,7 mil por mês) e têm no máximo um funcionário.  O registro de MEIs permite ao microempreendedor ter CNPJ, a emissão de notas fiscais, o aluguel de máquinas de cartão e o acesso a empréstimos (com juros mais baratos). 

Além disso, também poderá vender seus produtos, ou serviços, para o governo, além de ter acesso ao apoio técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. No Portal do Empreendedor há quase 500 atividades listadas que podem ser exercidas por microempreendedores individuais.

Entre elas, carreiras mais tradicionais, como cabeleireiros e açougueiros, algumas mais recentes, como “bikeboys”, e outras exóticas, como comerciante de artigos eróticos, de perucas e humorista e contador de histórias.  Para diminuir a inadimplência no programa, o governo tem buscado “facilitar ao máximo” a emissão das guias de pagamento, que podem ser feitas “online” (inclusive por meio de débito automático), no site do microempreendedor, e também conscientizar os trabalhadores, de acordo com o subsecretário de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, José Ricardo da Veiga. 

 “O programa como um todo tem apresentado um índice de inadimplência, que chegou ao pico de 70% [no passado]. Mas não é inadimplência acumulada. Tem prestação ‘pulada’, pessoas que estão pagando com algum atraso”, disse José Ricardo Veiga. Ele observou que os empreendedores, com dívidas em atraso, podem regularizar suas contas por meio do parcelamento convencional cujas regras estão disponíveis no site da Receita Federal. O valor mínimo de cada parcela é de R$ 50,00.  

Regras do MEI 

Ao se cadastrar como MEI, o empresário é enquadrado no Simples Nacional – com tributação simplificada e menor do que as médias e grandes companhias – e fica isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).  Atualmente, o custo mensal do registro é de R$ 49,90, que pode ser acrescido de R$ 1 se o ramo exercido for comércio ou indústria (ICMS), ou de R$ 5, em ISS, se for do ramo de serviços – totalizando R$ 54,90. 

Se o negócio envolver essas três atividades (comércio, indústria e serviços), o valor mensal é de R$ 55,90.  Por outro lado, além de contribuir mensalmente, o microempreendedor também deve entregar anualmente a Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual (DASN SIMEI), manter o controle mensal do faturamento, emitir notas fiscais para pessoas jurídicas, guardar as notas fiscais de compra e venda e realizar os recolhimentos obrigatórios (se tiver um funcionário).    

Piauí recebe seminário do Programa Investe Turismo nesta quarta

O Ministério do Turismo, em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e Sebrae, realizam, na quarta-feira (24), em Teresina, o Seminário Investe Turismo. A abertura do evento será às 8h, no Auditório do Sebrae. 

Durante o seminário, será apresentado aos setores públicos e privados ligados à atividade turística a situação das ações e projetos do Programa Investe Turismo, bem como as linhas de crédito e outros mecanismos disponíveis para auxiliar na estruturação e formalização da atividade turística.

O Investe Turismo é uma iniciativa de convergência de ações e investimentos para acelerar o desenvolvimento, gerar empregos e aumentar a qualidade e competitividade de 30 rotas turísticas estratégicas do Brasil. Ao Sebrae coube a capacitação e incentivo ao empreendedorismo dos pequenos negócios do setor. O programa está estruturado em quatro linhas, que são: o fortalecimento da governança; melhoria dos serviços e atrativos turísticos; marketing turístico e apoio à comercialização e atração de investimentos; e facilitação do acesso a serviços financeiros.

No Piauí, o Investe Turismo irá beneficiar os municípios de Luís Correia e São Raimundo Nonato. Para o secretário de Estado do Turismo, Flávio Nogueira Júnior, essa é uma oportunidade ainda maior de incentivo ao setor. “Com certeza, teremos melhorias nos serviços relacionados aos pólos turísticos com o programa, teremos mais ações e, com isso, geração de emprego e movimentação na nossa economia”, frisa o gestor.
 
O evento é gratuito. Para participar, interessados devem fazer a inscrição pelo link: http://atendimento.pi.sebrae.com.br/eventoscursos/evinscricao.html. Para mais informações, entrar em contato pelos números 0800 570 0800 ou 86 3216.1332/1341.

Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

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O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. 

A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.   

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

Fonte: Agência Brasil