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A volta do lamentável drama dos moradores de áreas dos Piscinões nos bairros Piauí e Frei Higino

A primeira chuva forte de 2026, que começou por volta de 01h da manhã, escancarou mais uma vez um problema estrutural que se repete há anos em Parnaíba: a incapacidade do sistema de drenagem urbana em escoar água pluvial e evitar alagamentos.
Mesmo com volumes pluviométricos dentro do esperado para o período, a cidade registrou diversos pontos de alagamento que paralisaram o trânsito e prejudicaram moradores e comerciantes.
O cenário não é novo – atravessou gestões municipais anteriores e permanece sem uma solução efetiva.
Principais pontos críticos:
• Piscinão da Avenida Anhanguera
• Região da Igreja de São Leopoldo
• Rua Osvaldo Cruz / Simplicio Dias
• Avenida João Silva (em vários trechos)
• Centro da cidade
Nessas áreas, a água acumulou rapidamente e transformou vias em verdadeiras lagoas urbanas, evidenciando a falta de infraestrutura adequada para o escoamento das águas.

Falta de planejamento e soluções paliativas
O que se vê nas ruas é resultado de medidas pontuais e paliativas, sem um projeto de drenagem urbana eficiente. Faltam intervenções estruturantes que ampliem e qualifiquem a capacidade de escoamento da água em toda a cidade.
Embora exista um projeto do Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, para resolver o problema no Piscinão da rua Anhanguera, os moradores de Parnaíba alertam para outras regiões críticas permanecerem sem intervenção, entra gestão municipal e sai gestão e nada se resolve.
A população paga o preço
Moradores, motoristas e comerciantes enfrentam prejuízos, transtornos e riscos sempre que as chuvas chegam. A repetição anual dos mesmos problemas revela negligência e falta de planejamento estratégico por parte da gestão municipal.
Conclusão:
A primeira chuva de 2026 não trouxe apenas água — trouxe um alerta claro: Parnaíba continua vulnerável, sem soluções estruturadas e sem respostas à altura de um problema que se arrasta há anos. (Com informações Págima Hilder Monção)
Eleições 2026: o eleitor parnaibano sabe o que pode perder ou ganhar com seu voto?
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Com nova emenda de R$ 500 mil, Merlong já soma quase R$ 6 milhões destinados ao São Marcos

Desde 2022 o deputado Merlong Solano tem destinado emendas parlamentares para o São Marcos
O deputado federal Merlong Solano (PT) anunciou a destinação de mais R$ 500 mil em emenda parlamentar para o Hospital São Marcos, especializado no tratamento contra o câncer em Teresina, reforçando o custeio e ampliando o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com o novo repasse, o total de recursos destinados pelo parlamentar à instituição chega a quase R$ 6 milhões.
Referência no tratamento do câncer no Piauí, o Hospital São Marcos vem recebendo apoio contínuo do mandato de Merlong Solano desde 2022. Os investimentos têm garantido avanços importantes na estrutura e nos serviços oferecidos à população, incluindo a aquisição de um mamógrafo digital, equipamentos para radioterapia e recursos para o funcionamento do hospital.
De acordo com o parlamentar, o mamógrafo digital já está em pleno funcionamento, contribuindo para a agilidade no diagnóstico do câncer de mama, fator decisivo para o aumento das chances de cura.
“Mais investimento, mais cuidado e mais vidas salvas… Seguimos firmes por uma saúde pública forte, humana e de qualidade. Vamos em frente!”, disse o parlamentar.
O reforço financeiro chega em um momento estratégico para o Hospital São Marcos, que atende pacientes de todo o estado e enfrenta alta demanda por procedimentos oncológicos. A parceria entre o mandato parlamentar e a instituição tem sido fundamental para fortalecer o atendimento pelo SUS e garantir melhores condições de tratamento aos pacientes piauienses.
Faleceu aos 73 anos em Parnaíba, o grande bancário aposentado Aloísio Menezes

Faleceu nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (22), em Parnaíba/PI, o bancário aposentado, José Aloísio de Menezes, aos 73 anos.
O corpo dele está sendo velado no salão lírio da Funeral Prev, na Avenida Álvaro Mendes, centro da cidade de Parnaíba-PI.
Como era mais conhecido, Aloisio trabalhou por muitos anos no extinto Banco do Estado do Piauí (BEP), na praça da Graça em Parnaíba. Com o fechamento desta instituição, foi transferido para o Banco do Brasil, se aposentando posteriormente.
Dedicava sua vida aos filhos, Jaimara, Aloísio e Renan. Deixa saudades aos familiares e amigos!
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Em Parnaíba médicos se formam sem qualquer chance de salvar vidas: apenas para postar o status de Doutor

No Piauí, a instituição da vez, a Afya Faculdade de Medicina de Parnaíba, obteve nota 2, o que significa que ela pode ter redução de vagas e restrições no acesso a programas federais.
Estamos sendo empurrados para um sistema em que ser atendido por um profissional “mais ou menos” deixou de ser exceção e virou regra tolerada. A avaliação nacional dos cursos de Medicina, por meio das provas oficiais aplicadas pelo MEC, apenas colocou números em algo que o paciente já sente na pele. A formação perdeu rigor e ganhou marketing.
Em Parnaíba, como em tantos outros pontos do país, o problema não é a quantidade de médicos, mas a qualidade do médico que chega ao atendimento. Os resultados das avaliações mostram desempenho insuficiente de parte dos cursos, com notas abaixo do mínimo esperado para uma formação segura. Isso não é detalhe técnico, é dado concreto.
Dezenas e dezenas de médicos estão se formando sem qualquer chance de salvar vidas, mas apenas postar o status de Doutor (Fonte:Opinião Parnaíba/facebook)
A agenda com o filho de Wellington Dias e a política dos gestos
Há cenas que, na política, dizem mais do que discursos. A agenda oficial do Ministério do Desenvolvimento Social ganhou um segundo plano silencioso, simbólico e, sobretudo, revelador.
A agenda com o filho de Wellington Dias e a política dos gestos – Foto: ReproduçãoO médico Vinicius Dias acompanhava o pai, o ministro Wellington Dias, em mais uma dessas rotinas institucionais que costumam passar quase despercebidas. Mas o detalhe que chamou atenção não veio das falas, nem dos anúncios: veio das mãos dadas. No registro fotográfico, Vinicius aparece ligado, gesto a gesto, a três parlamentares do PT, o deputado federal Francisco Costa e os estaduais Fábio Xavier e Vinícius Nascimento, líder do governo na Assembleia.
Na política contemporânea, onde a imagem vale mais que a ata, o gesto virou código. Mãos dadas já não são afeto; são anúncio. Não se trata de carinho, mas de alinhamento. Não é proximidade pessoal, é inscrição no mapa do poder.
O entorno da cena reforçou a leitura. Estavam lá o pré-candidato a deputado estadual pelo PT, Mauro Eduardo, e Lailson Guedes, superintendente do Incra no Piauí e genro do ex-deputado federal Assis Carvalho; nomes que não orbitam por acaso. São peças de um mesmo tabuleiro, posicionadas com cuidado.
Nada foi dito oficialmente. E justamente por isso tudo foi dito. A política mais eficiente, hoje, não é a que proclama é a que sugere. (Por:Alessandra Fonseca/Lupa1)
Advogado de Vorcaro ligado ao PT fez doações de dinheiro para ministros de Lula

Walfrido Warde Júnior (Foto: Divulgação)
Um dos advogados do enrolado banqueiro Daniel Vorcaro, Walfrido Warde Júnior, é conhecido pelo bom trânsito no PT e entre poderosos de Brasília e pelas generosas doações. Em 2022, foi o maior doador individual da campanha que elegeu Guilherme Boulos (Psol-SP) deputado federal, hoje ministro da Secretaria Geral de Lula: um cheque de R$200 mil. Também aparece como doador graúdo da campanha do deputado petista Paulo Teixeira (SP), hoje ministro do Desenvolvimento Agrário, R$50 mil.
Três poderes
Walfrido já foi sócio (2021) de uma “grife” no judiciário, Roberta Maria Rangel, esposa de Dias Toffoli, relator do processo de Vorcaro no STF.
Histórico
O advogado também atuou na defesa de Dilma Rousseff, que sofreu impeachment, e dos controversos irmãos Batista na Operação Lava Jato.
Bolso aberto
Warde debutou nas doações em 2014 já com polpuda doação, mais de R$40,7 mil para campanha de Moreira Mendes (RO) ao Senado.
Tô fora
Ontem (21), o advogado deixou a defesa do banqueiro, após rumores de delação (a defesa nega) do dono do Banco Master vindo aí.(Cláudio Humberto)
HMB apresenta planejamento estratégico para 2026 e celebra resultados de 2025

No último dia 13 de janeiro o HMB realizou seu Planejamento Estratégico Presente e Futuro – HMB 2026: A estratégia da evolução. O encontro reuniu o presidente Mirócles Veras Neto, além de diretores, gestores e supervisores da instituição.

Durante a programação, foram apresentados os resultados alcançados em 2025, com destaque especial aos setores que atingiram suas metas. Após as homenagens, a diretoria detalhou as estratégias e objetivos que guiarão o hospital ao longo de 2026.

Segundo o presidente do HMB, o planejamento reflete um compromisso com o crescimento sustentável da unidade. “O planejamento estratégico 2026 é um compromisso coletivo com o que escolhemos nos tornar amanhã. Esta nova fase nos convoca para a expansão do hospital, exigindo foco e acompanhamento constante. Este planejamento é o nosso mapa de execução”, afirmou Mirócles Neto.
Secretaria de Segurança define operações durante período de carnaval no Piauí
Na manhã desta quarta-feira (21), a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) realizou uma reunião de definição de planejamento da Operação Silêncio e Paz. O encontro, com representantes das forças de segurança e órgãos parceiros, aconteceu na sede da instituição na capital Teresina.
De acordo com a informações sobre a reunião, a operação vigente deve ser executada não só na capital, mas também nos municípios que ficam localizados no interior do estado. Além disso, seguirá, a partir da quinta-feira (22), ao decorrer de todo o período carnavalesco.
Foto: Divulgação / SSP

Reunião de planejamento para período carnavalesco
Algumas das medidas preventivas, que são voltadas a preservação da ordem pública, são o reforço do policiamento, fiscalização de irregularidades e o combate à poluição sonora. Além de ocorrências associadas ao consumo de álcool e outras drogas.
O planejamento visa a realização de blitz para prevenir crimes de trânsito, capturar foragidos da Justiça e apreender armas de fogo. Com isso, aumentar a segurança e controle nas rodovias urbanas, neste período.
Estarão presentes, na ação integrada, os seguintes órgãos: Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento de Polícia Científica (DEPOC), Vigilância Sanitária e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS). A atuação deve acontecer de forma coordenado conforme foi planejado na reunião de alinhamento.
“A atuação conjunta permite respostas mais rápidas e eficientes, garantindo mais segurança à população tanto na capital quanto no interior durante todo o período festivo”, pontuou o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP.
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Briga doméstica resulta em morte após golpe de faca entre enteado e padrasto
Um homem morreu após ser esfaqueado durante uma ocorrência registrada na madrugada desta terça-feira (20/01), no bairro Mendonça Clark, em Parnaíba (PI). A Força Tática foi acionada por volta da meia-noite pelo Centro de Operações da Polícia Militar para dar apoio ao Samu em um caso envolvendo arma branca, na Rua Luís Correia.

Ao chegar ao local, os policiais foram informados por familiares que a vítima, identificada como Ariel Portela do Nascimento, de 44 anos, já havia sido levada por meios próprios ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA). Segundo relato da esposa, de 54 anos, Ariel Portela chegou em casa embriagado e alterado, passou a agredi-la e, durante a confusão, o filho dela, um adolescente autista de 17 anos, tentou intervir e acabou desferindo um golpe de faca no peito do padrasto.


A equipe policial se deslocou até o hospital para obter informações sobre o estado de saúde da vítima, mas ele estava em procedimento médico e não pôde prestar esclarecimentos naquele momento. A mulher e o adolescente foram encaminhados à Central de Flagrantes para os procedimentos legais. Na manhã desta terça-feira, a Força Tática retornou ao hospital e foi informada de que Ariel passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil foi comunicada e o caso está sob investigação.(Daniel Santos)
Governo do Estado desrespeita servidores da antiga Agespisa e ignora decisão da Justiça do Trabalho
O governo do Estado do Piauí segue desrespeitando mais de 200 servidores da antiga Agespisa que não aderiram ao PDV, mesmo diante de decisão expressa da Justiça do Trabalho que proíbe demissões e determina a manutenção do pagamento dos salários. Embora alguns pagamentos tenham sido feitos de forma parcial, os trabalhadores acumulam salários atrasados dos meses de novembro, dezembro e metade do décimo terceiro, além de permanecerem sem lotação definitiva, vivendo um limbo administrativo que agrava a insegurança financeira e funcional.

A decisão judicial é clara: os servidores não podem ser demitidos e têm direito ao recebimento integral de seus salários, equivalentes aos que percebiam na Agespisa. A mesma decisão prevê multa diária de R$ 20 mil por trabalhador em caso de descumprimento. O que chama atenção é que, apesar do descumprimento reiterado da ordem judicial, o governo do Estado não vem sofrendo a aplicação efetiva da multa, o que enfraquece a autoridade da decisão e amplia a sensação de impunidade administrativa. O caso escancara um duplo desrespeito: aos servidores, que seguem sem salários em dia e sem definição funcional, e à própria Justiça do Trabalho, cujas determinações vêm sendo ignoradas pelo Executivo estadual.
Enquanto o discurso oficial fala em responsabilidade e valorização do servidor, a prática revela abandono, atraso e afronta ao Judiciário. Famílias aguardam, contas vencem e a decisão judicial segue sendo descumprida sem consequências visíveis para quem insiste em ignorá-la. (Silas Freire)
Governo Federal lança campanha de combate ao assédio no Carnaval; “Se liga ou eu ligo 180”

Campanha do Governo Federal contra assédio no Carnaval 2026
O Ministério das Mulheres lançou oficialmente a campanha nacional “Se liga ou eu ligo 180”, com o objetivo de enfrentar a importunação sexual e as violências de gênero durante o Carnaval. A iniciativa foca na responsabilidade coletiva: o respeito ao corpo feminino e o dever de todos em denunciar abusos.
Com a mensagem direta, a campanha se baseia em três eixos – o direito das mulheres à festa e ao espaço público, a afirmação de que violência não faz parte do Carnaval e a responsabilidade coletiva no enfrentamento ao assédio – e estará presente em diversos carnavais pelo Brasil.
Todas as peças da campanha divulgam a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, para orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180.
A campanha terá forte presença visual, com disponibilização de materiais digitais, além de ações de alto impacto visual, como balões blimp e faixasem pelo menos sete capitais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife.
Campanhas parceiras do Governo Federal
O Ministério das Mulheres também apoia a campanha “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais”, promovida pelo Ministério da Igualdade Racial, e a campanha “Pule, Brinque e Cuide”, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) com foco no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As iniciativas reforçam a atuação integrada do Governo Federal para promover um Carnaval baseado no respeito, na diversidade e na garantia de direitos.
Fonte: Governo Federal
Saúde à venda no Piauí: faculdades lucram, pacientes pagam a conta
Durante décadas, o Piauí construiu, com esforço e tradição, um respeito regional pela sua medicina. Médicos formados aqui eram sinônimo de preparo, seriedade e compromisso com a vida. A saúde não era negócio, era missão pública. Esse pacto moral está se rompendo.
Hospital Getúlio Vargas em Teresina, década de 40. Centenas de médicos reconhecidos nacional e internacionalmente passaram por esse prédio que tenta manter um padrão aceitável de atendimento.
Hoje, a saúde do piauiense está à venda, exposta numa prateleira onde o diploma virou produto, o aluno virou cliente e o paciente virou risco colateral.
O Enamed escancarou o que os hospitais já vinham denunciando em silêncio: cerca de 30% das escolas médicas brasileiras foram reprovadas por insuficiência de formação. Não se trata de estatística educacional. Trata-se de gente real sendo atendida por profissionais que não receberam preparo adequado. Cada nota baixa representa um risco direto à população.
No Piauí, o problema deixou de ser abstrato. Curso de medicina com nota 2 significa formação insuficiente. Significa profissional entrando no sistema sem domínio técnico pleno. Significa mais erro diagnóstico, mais conduta equivocada, mais prescrição errada, mais internação desnecessária e mais morte evitável. Não existe romantismo nisso. Existe causalidade.
Vestibular para medicina no Piauí. O sonho antigo da família piauiense. Medicina era quase que um carimbo de garantia de qualidade de vida para o profissional.
O mercado educacional transformou a medicina em um ativo financeiro. Grupos privados abriram cursos como quem abre franquias. A lógica não é formar bons médicos. A lógica é ocupar território, vender vagas, ampliar mensalidades e escalar lucro. Hospital-escola vira peça de marketing. Laboratório vira cenário. O jaleco vira propaganda. A formação vira cópia de algo real.
Enquanto isso, a realidade nos hospitais piauienses grita. Quase 10 mil notificações de falhas assistenciais em um ano não são coincidência. São consequência. Erro de identificação de paciente não é azar. Lesão por pressão não é fatalidade. Evento adverso não é acaso. Tudo isso nasce da soma entre sistema frágil e formação deficiente.
O piauiense comum sente isso na pele. Na fila do SUS. Na demora do diagnóstico. No tratamento errado. Na cirurgia que dá complicação. Na internação que se prolonga. Na alta que vem cedo demais.
A medicina precarizada não atinge elites. Ela atinge quem depende do sistema público, quem não pode escolher hospital, quem não pode pagar segunda opinião, quem não pode errar.
E quando o erro acontece, o caminho é o tribunal. A explosão da judicialização da saúde é o reflexo lógico desse modelo. Processos por erro médico crescem porque o risco aumentou. Famílias processam porque perderam o que não era recuperável. A Justiça virou extensão do hospital. O juiz virou última instância de cuidado. Isso não é avanço institucional. Isso é colapso sistêmico.
O peso financeiro de um grande negócio e a saúde do piauiense.
Existe um contraste moral claro:
De um lado, instituições públicas que mantêm rigor, seleção, pesquisa, hospital-escola real e formação sólida. Do outro, faculdades privadas operando como empresas de varejo, vendendo sonho de status, promessa de ascensão social e diploma rápido, sem compromisso proporcional com qualidade.
O resultado é perverso:
- Lucro privado, risco público.
- Mensalidade garantida, vida vulnerável.
- Expansão de vagas, colapso de confiança.
A saúde do piauiense virou ativo de mercado. Cada vaga aberta sem critério é um risco novo circulando no sistema. Cada diploma vendido sem excelência é um potencial processo judicial. Cada médico mal formado é uma ameaça involuntária ao paciente que ele deveria proteger.
Ponto de Ruptura
O Piauí chegou ao limite ético. Ou trata a formação médica como política pública estratégica, ou aceitará a transformação definitiva da saúde em mercadoria.
Não existe meio-termo entre lucro e vida. Quando o mercado manda, a ciência obedece. Quando a mensalidade define a vaga, o paciente vira estatística.
A pergunta que fica não é educacional. É moral:
- O Piauí quer formar médicos ou vender diplomas?
- Quer proteger pacientes ou proteger faturamento?
- Quer ser polo de saúde ou balcão de negócios?
Porque uma coisa é certa: quando a saúde vira produto, o piauiense vira consumidor de risco. E quando a medicina vira mercado, a morte deixa de ser tragédia e passa a ser custo operacional. Isso não é progresso. Isso é retrocesso civilizatório.E a conta já começou a chegar. Nos hospitais. Nos cemitérios. E nos tribunais do Piauí. (Lupa1)
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