Rafael veta Júlio César como vice e confirma apoio ao deputado para o Senado

O governador Rafael Fonteles chamou o deputado Júlio César Lima ao Palácio de Karnak para um recado claro e sem rodeios: não há espaço para qualquer movimento em direção à vice-governadoria. Ao mesmo tempo, Rafael reafirmou apoio total e irrestrito à candidatura de Júlio César ao Senado, mesmo contrariando a posição do PT nacional.

Segundo interlocutores, o encontro serviu para encerrar especulações de bastidores que apontavam uma possível pressão do PT nacional por uma candidatura própria ao Senado, com a oferta da vaga de vice-governador como moeda de troca para Júlio César. Rafael foi taxativo: esse cenário não existe e não será construído. Para o governador, Júlio César é um fiel escudeiro do PT, tanto no plano estadual quanto no nacional, apesar das divergências do partido do deputado em nível nacional.

Essa lealdade, segundo Rafael, justifica o apoio ao Senado, mas não abre qualquer brecha para discussão sobre a vice. Conhecido nos bastidores como “o imperador”, Rafael Fonteles deixou a mensagem explícita: apoio total ao Senado, porta fechada para a vice — um “nem se meta” político, dito de forma direta, para encerrar de vez os rumores.(Silas Freire))

Prefeito de Parnaíba vira alvo do TCE-PI por contratos milionários e possível favorecimento

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí confirmou que o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuelé alvo de investigações formais que apuram contratos milionários, indícios de irregularidades administrativas e suspeita de favorecimento indevido ao longo do primeiro ano de sua gestão, em 2025.

Prefeito de Parnaíba vira alvo do TCE-PI por contratos milionários e possível favorecimento - Foto: ReproduçãoPrefeito de Parnaíba vira alvo do TCE-PI por contratos milionários e possível favorecimento – Foto: Reprodução

As apurações avançaram após a publicação de citações oficiais no Diário Oficial do TCE-PI, em 19 de janeiro de 2026, determinando que o gestor apresente defesa obrigatória em prazo improrrogável de 15 dias úteis, com término em 02 de fevereiro de 2026. O não cumprimento pode resultar no prosseguimento dos processos sem manifestação da defesa.

Os processos TC nº 014262/2025 e TC nº 014495/2025, ambos sob a relatoria da conselheira Waltânia Maria Nogueira de Sousa Leal Alvarenga, apontam que as denúncias não são fatos isolados, mas interligados e com alto impacto administrativo. Por determinação da relatora, o chefe da Divisão de Serviços Processuais do TCE-PI, Jurandir Gomes Marques, formalizou a citação do prefeito e advertiu sobre as consequências legais do descumprimento do prazo previsto no Regimento Interno da Corte.

Quiosque na orla

Entre os episódios mais sensíveis está a decisão do TCE-PI de manter a suspensão do Termo Aditivo nº 02 ao Termo de Permissão de Uso nº 12/2024, que prorrogava por mais 90 dias o prazo para a construção de um quiosque na orla de Parnaíba. A prorrogação beneficiaria Valdecir Galvão, então Superintendente de Turismo do município, exonerado em 17 de janeiro de 2026 após se envolver em um episódio que resultou na derrubada de um cruzeiro na Praia da Pedra do Sal.

Prefeito Francisco EmanuelPrefeito Francisco Emanuel

A Prefeitura tentou reverter a medida por meio de recurso de agravo, mas o pedido foi sumariamente rejeitado. Para o Tribunal de Contas há indícios consistentes de violação aos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade administrativa, isonomia e da vinculação ao instrumento convocatório.

Edital vedava prorrogação

O ponto central da controvérsia é que o Chamamento Público nº 01/2024 estabelecia, de forma expressa, que o prazo para a construção do quiosque era “improrrogável”. Ainda assim, a gestão municipal decidiu estender o prazo, contrariando o próprio edital.

Outro elemento considerado relevante pelo Tribunal é que o edital proibia a participação de pessoas com vínculo com agentes públicos ligados à gestão ou à fiscalização do contrato. Para o TCE-PI, o registro do permissionário como Superintendente de Turismo no Diário Oficial do Município reforça os indícios de favorecimento indevido.

Justificativas

Na tentativa de sustentar os atos, o prefeito Francisco Emanuel alegou que o beneficiário não ocupava cargo público à época da licitação e que a prorrogação teria sido aplicada de forma “geral” a outros permissionários. Também afirmou que a suspensão da obra poderia causar prejuízos à urbanização da orla e riscos à segurança.

Prefeito Francisco Emanuel - Foto: ReproduçãoPrefeito Francisco Emanuel – Foto: Reprodução

A relatora, no entanto, destacou que nenhuma das alegações foi acompanhada de provas, documentos ou laudos técnicos. Para o Tribunal, o maior risco está na consolidação de uma situação potencialmente ilegal, ao permitir a exploração econômica de área pública altamente valorizada por agente que ocupava cargo comissionado.

Embora não haja desembolso direto de recursos públicos, o TCE-PI afirmou que a irregularidade pode se materializar em vantagem econômica indevida, ao autorizar a exploração comercial de um quiosque em uma das áreas turísticas mais disputadas de Parnaíba. “A manutenção do termo aditivo tende a consolidar situação fática potencialmente irreversível”, registra a decisão.

Diante do cenário, o Tribunal determinou a suspensão imediata de qualquer ato de execução, uso ou exploração do quiosque até nova deliberação, além do encaminhamento do caso ao Ministério Público para as providências cabíveis. (Lupa1)

Polícia Civil interdita empresa de consórcio e cartas de crédito em Parnaíba

A Polícia Civil do Piauí interditou, na manhã de quinta-feira (29/01), uma empresa de consórcios e cartas de crédito localizada no município de Parnaíba, no litoral do estado. A ação ocorreu em cumprimento a mandado judicial expedido no âmbito de investigações que apuram possíveis crimes contra consumidores.

A decisão judicial determinou a suspensão das atividades da empresa pelo prazo de 90 dias, período em que as investigações continuarão com o objetivo de evitar a repetição das práticas criminosas. A empresa é suspeita de prometer cartas de crédito aos clientes sem efetuar a contemplação e de não devolver os valores investidos quando solicitados os cancelamentos dos contatos.

Polícia Civil interdita empresa de consórcios e cartas de crédito no município de Parnaíba (Foto: Reprodução)

Segundo a delegada Fernanda Novaes, na quarta-feira (28/01) foram cumpridos mandados de prisão contra dois funcionários da empresa que exerciam cargos de gestão. Já na quinta (29), um novo mandado de prisão foi formalizado contra o proprietário do empreendimento, que já se encontra recolhido na Penitenciária de Altos.

As investigações apontam que algumas vítimas chegaram a receber e-mails informando suposta contemplação, porém não conseguiam utilizar a carta de crédito nem reaver os valores pagos. Diante dos indícios, a interdição foi determinada para preservar os direitos dos consumidores e aprofundar a apuração dos fatos. (Efrém Ribeiro)

CPMI do INSS e Banco Master têm em comum um Lewandowski enrolado

Enrique (E) e Ricardo Lewandowski (D), pai e filho

Dois dos maiores escândalos da atualidade têm em comum o sobrenome Lewandowski entre os personagens. No caso do INSS, a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (CEBAP), contrataram Enrique Lewandowski como advogado no processo que investiga a ladroagem contra velhinhos e pensionistas. O mesmo padrão se repete na bilionária fraude envolvendo o Banco Master.

Pagamento na veia

O Master contratou o escritório da família Lewandowski, com o patriarca já na cadeira de ministro da Justiça, mediante R$250 mil mensais.

Ministro no pacote?

Enrique é filho de Lewandowski, que era ministro da Justiça na vigência do contrato. A Polícia Federal é subordinada ao titular do ministério.

CPMI deve convocar

Pedido de convocação de Enrique Lewandowski aguarda votação. Cita o “peso” e a “influência” de ser “filho do então ministro”.

Quebra de sigilo-

Requerimento da deputada Bia Kicis (PL-DF) para quebrar o sigilo bancário de Enrique, mirando o INSS, pode trazer muito mais que isso.(Cláudio Humberto)

Filho do velho oligarca Wellington Dias, Vinícius Dias diz ter esperança em “dias melhores

Dias melhores, pra quem?

Se o filho de Wellington Dias fala que tem esperança em “dias melhores”, é porque a coisa está ruim mesmo nos dias atuais.

Reclama de quê?

Médico, com o pai sendo ministro e a mãe conselheira do Tribunal de Contas, de que reclama o rapaz?

Foto: ReproduçãoVinicius Dias começou errado na politica. Apegando-se ao pai e acreditando que o velho oligarca tivesse tanto poder para fazê-lo vice-governador

Vinicius Dias começou errado na política. Apegando-se ao pai e acreditando que o velho oligarca tivesse tanto poder para fazê-lo vice-governador

“O Dias” melhor é ele?

Ninguém sabe se ele está criticando o governo de Rafael Fonteles, o de Lula ou os dois. Mas, se o jovem reclama da situação, é bom lembrar que é o PT quem administra o Brasil e o Piauí. E o pai desse rapaz é acusado de ter considerável parcela no atraso do Estado.

Confuso

Talvez seja uma metáfora ou trocadilho para se referir que o “Dias melhor” é ele, em substituição ao pai. O leitor não entendeu a reclamação de Vinícius Dias. A coluna também não. (Portalaz)

Homem é preso pela PRF por não pagamento de pensão alimentícia em Parnaíba

Um homem de 55 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (29/01) por agentes da  Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização de rotina realizada no quilômetro 38 da BR-343, em Parnaíba.

A abordagem aconteceu durante o patrulhamento preventivo na região. Após uma consulta aos sistemas, policiais descobriram que o homem tinha um mandado de prisão em aberto por não pagamento de pensão alimentícia.

Durante aboradegem,agentes descobriram mandado judicial em aberto (Foto: Reprodução)

Após isso, o homem foi detido em flagrante e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Parnaíba para a realização dos procedimentos legais cabíveis.(OitoMeia)

Carta na manga de Wellington pode virar o jogo na chapa de Rafael e reabrir 2030

O ministro Wellington Dias deve desembarcar no Piauí trazendo uma carta colocada diretamente pelo PT nacional que pode alterar de forma decisiva o desenho da chapa majoritária da reeleição do governador Rafael Fonteles. A movimentação ocorre após a filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, episódio que afastou o partido de Gilberto Kassab de qualquer projeto nacional de apoio à reeleição do presidente Lula. Em Brasília, a avaliação é objetiva: o PT precisa eleger senadores próprios.

No Piauí, apesar de a base governista contar hoje com duas cadeiras no Senado, apenas uma é formalmente petista. Marcelo Castro, embora aliado histórico, é do MDB, o que faz o comando nacional pressionar por uma candidatura própria do PT ao Senado em 2026. A proposta que Wellington deve apresentar passa por uma troca estratégica. O PT abriria mão da vaga de vice na chapa de Rafael para acomodar o PSD, com o deputado federal Júlio César, enquanto garantiria uma candidatura petista ao Senado, com um nome ligado ao grupo do governador, como Washington Bandeira. O arranjo tem impacto direto sobre 2030.

O principal fator que hoje inviabiliza politicamente Wellington Dias ao fim de seu mandato no Senado é a permanência de um “Rafa boy” na vice, alguém da linhagem direta de Rafael Fonteles, capaz de manter o controle do Palácio e fechar espaço para qualquer retorno do ex-governador. Com Júlio César na vice, esse bloqueio deixa de existir. Nesse novo cenário, Wellington volta ao centro do tabuleiro. Abre-se espaço tanto para uma eventual disputa pelo governo do Estado quanto para uma reeleição ao Senado, a depender dos movimentos futuros de Rafael Fonteles. A carta, portanto, não mira apenas 2026, mas reorganiza o jogo de poder no Piauí para além de 2030.(Silas Freire)

Eleições Piaui: Pesquisa do Datamax vira alvo de piadas e desconfiança nas redes

A primeira pesquisa de opinião pública do ano eleitoral registrada no TRE no Piauí, divulgada pelo Instituto Datamax, acabou provocando mais galhofas do que repercussão política efetiva. O levantamento, que aponta uma vantagem esmagadora do governador Rafael Fonteles, foi recebido com sorrisos irônicos, piadas e desdém em grupos de WhatsApp e nas redes sociais em geral.

De acordo com o Datamax, Rafael Fonteles atinge patamares próximos de 80% das intenções de voto, cenário que o colocaria praticamente reeleito e fora de qualquer disputa real. Os números, no entanto, chamaram mais atenção pela incredulidade do público do que pela leitura política. Internautas rapidamente resgataram o histórico recente do instituto. O mesmo Datamax que agora aponta um cenário folgado para o governador foi o instituto que, nas eleições municipais de 2024, cravou a vitória do deputado petista Fábio Novo no primeiro turno da disputa pela Prefeitura de Teresina.

O resultado real foi bem diferente: Silvio Mendes venceu no primeiro turno, com ampla vantagem, surpreendendo aliados e analistas. Desde então, o Datamax passou a ser tratado com descrédito por parte da opinião pública, tornando-se alvo recorrente de piadas e ironias sempre que divulga novos números. Para muitos eleitores, o episódio de 2024 comprometeu a confiança não apenas no instituto, mas também reforçou um sentimento mais amplo de desconfiança em relação às pesquisas eleitorais no estado. O episódio expõe um desgaste que vai além dos números e evidencia um distanciamento crescente entre os institutos de pesquisa e a percepção popular. (Silas Freire)

TRE reverte cassação e garante mandatos de três vereadores do Solidariedade em Cajueiro da Praia

Os vereadores Zanata, Laguinho e Denis Pescados podem, agora, respirar aliviados. O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) decidiu, por unanimidade, reformar a sentença de primeira instância que havia cassado os mandatos do grupo e toda a chapa por suposta fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024, garantindo a permanência dos parlamentares na Câmara Municipal de Cajueiro da Praia. 

A decisão foi tomada na sessão do dia 27 de janeiro de 2026, quando o TRE conheceu o recurso apresentado pelos investigados e deu provimento ao pedido, julgando totalmente improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Para a Corte, não houve prova robusta e inequívoca capaz de sustentar a acusação de candidatura fictícia feminina para cumprimento formal da cota mínima de 30% prevista na legislação eleitoral.

  

TRE reverte cassação e garante mandatos de três vereadores do Solidariedade em Cajueiro da Praia

Reprodução

   

Com o julgamento, ficam derrubados todos os efeitos da decisão anterior, que havia determinado a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do Partido Solidariedade, a nulidade dos votos da legenda e a declaração de inelegibilidade por oito anos dos candidatos eleitos e suplentes.

Os vereadores Zanata, Laguinho e Denis Pescados, eleitos pelo Solidariedade, haviam sido diretamente atingidos pela sentença de setembro de 2025, que reconheceu fraude à cota de gênero com base, principalmente, na votação inexpressiva da candidata Marla Priscilla de Carvalho e na suposta ausência de atos efetivos de campanha. Juntos, os três parlamentares somaram pouco mais de mil votos no pleito passado, desempenho que foi suficiente para garantir as cadeiras na Câmara Municipal.

Na análise do recurso, porém, o TRE-PI entendeu que a baixa votação, isoladamente, não configura fraude eleitoral. O colegiado destacou que sanções graves, como cassação de mandatos e anulação de votos, exigem um conjunto probatório sólido, capaz de demonstrar de forma clara a intenção deliberada de burlar a legislação, o que não ficou comprovado nos autos.

Fonte: Portal A10+

Justiça Eleitoral vai coibir fake news e uso ilícito de inteligência articificial

Desembargador José Wilson, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI),
Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), o desembargador José Wilson concedeu entrevista no começo da tarde desta quarta-feira (28) para falar sobre o processo eleitoral deste ano, que ele vai comandar a partir da posse.

José Wilson acredita que como em anos anteriores, as eleições de 2026 serão polarizadas. “Apesar de mantida a polarização, tudo indica que nessas eleições gerais nós também teremos esse cenário que se iniciou lá em 2018, mas a missão do TRE é garantir que tenhamos eleições limpas, tranquilas, sem conflitos. Ou, se houver conflitos, que a gente garanta a segurança da população que vai votar, inclusive com reforço, se necessário. Esse monitoramento é feito com mais proximidade do período eleitoral, quando se faz um mapeamento das cidades que tradicionalmente têm conflitos e de outras que apresentam potencial. A partir disso, é feito o requerimento ao TSE para o envio do Exército ou de tropas federais para garantir a segurança naqueles locais que são necessários”, adiantou o futuro presidente do TRE-PI.

Na entrevista concedida à TV Cidade Verde, o desembargador abordou a questão do acirramento dos ânimos em cidades do interior, o uso de inteligência artificial na campanha e as fake news.

Disputas históricas no interior

 “As eleições gerais têm um acirramento menor do que as eleições municipais. Nas eleições municipais existem outros interesses, às vezes interesses familiares, antagonismos históricos, que não existem nas eleições gerais, que têm uma amplitude maior. As pessoas se digladiam, mas não a ponto de exigir intervenção das tropas”

Inteligência artificial

“A IA pode ser utilizada desde que tenha um fim lícito e que haja a perfeita identificação de que aquele conteúdo foi produzido com o uso de IA. Tem que estar escrito, bem destacado. O que não pode, por exemplo, é o uso de chatbot em que o eleitor acredita estar conversando com um candidato, quando na verdade está falando com um robô. Isso é expressamente vedado pela resolução do TSE”. 

Combate às fakes news

“Existem convênios firmados pela Justiça Eleitoral com vários órgãos. Um dos principais é com a Anatel, justamente para rastreamento e bloqueio de deep fakes. A ideia é que, assim que uma peça desse tipo apareça, ela seja bloqueada imediatamente, para que não ganhe a amplitude desejada”. 

 Fonte/Créditos: TV Cidade Verde

Obra de Lula: Dívida Pública Federal atinge R$8,6 trilhões

Os dados integram as Contas Regionais divulgadas pelo IBGE | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A dívida pública apresentou elevação no fechamento de 2025, alcançando o montante de R$ 8,635 trilhões em dezembro. De acordo com o balanço do Tesouro Nacional apresentado nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o índice revela uma progressão nominal de 1,82% comparado ao mês de novembro, quando o saldo era de R$ 8,48 trilhões. Ao analisar o desempenho anual, o estoque avançou 18,03%, o que representa um acréscimo de R$ 1,32 trilhão no período de doze meses.

A autoridade fiscal atribui a variação mensal sobretudo a dois fatores: o excedente de emissões de títulos sobre os resgates, que totalizou R$ 59,9 bilhões, e o impacto da apropriação de juros, responsável por elevar o estoque em R$ 94,8 bilhões.

No que se refere à distribuição do débito, a predominância permanece no cenário interno. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) encerrou o exercício em R$ 8,31 trilhões, detendo 96,22% do volume global. Em contrapartida, os compromissos externos (DPFe) registraram R$ 326 bilhões, representando uma fatia de 3,78%.

Individualmente, o estoque doméstico subiu 1,76% no último mês do ano, reflexo de R$ 60,8 bilhões em emissões líquidas somados a R$ 82,8 bilhões em juros incorporados. Já o passivo externo teve um salto de 3,53%, movimento condicionado majoritariamente pelas oscilações na taxa de câmbio.

A estrutura de indicadores da dívida pública em dezembro apresentou a seguinte configuração:

  • Indicadores de taxa Selic: 48,25%

  • Índices de preços (inflação): 25,93%

  • Títulos prefixados: 22,05%

  • Referencial cambial: 3,76%

Quanto à maturidade dos títulos, o período médio de vencimento da dívida federal geral recuou de 4,08 para 4,00 anos em dezembro. No recorte da dívida interna, o prazo médio variou de 3,96 para 3,89 anos, enquanto o portfólio externo demonstrou uma pequena retração, passando de 7,01 para 6,96 anos. (Diário do Poder)

Insistência de Ciro com Margarete causa apreensão no meio oposicionista

É cada vez mais evidente  a apreensão de quadros oposicionistas do Piauí diante da insistência do senador Ciro Nogueira de colocar o nome da ex-deputada Margarete Coelho como candidata ao Governo do Estado em vez de dar voz à maioria dos militantes do seu próprio partido que defendem a candidatura de Joel Rodrigues. Margarete, Ciro e Joel em SRNMargarete, Ciro e Joel em SRN

Expectativa contrariada

Havia entre lideranças, alguns candidatos a deputado estadual e federal do Partido Progressista, a expectativa de que no começo do ano o Senador, depois de uma conversa com Margarete, começasse a colocar o nome de Joel como um dos candidatos.

Muito preparada

Os defensores da candidatura de Joel Rodrigues sempre fazem questão de destacar as qualidades profissionais e políticas de Margarete Coelho, mas entendem que o momento é melhor para Joel.

O destoante

Na visão dos que querem mudança de candidato, Joel Rodrigues é viável por ter uma trajetória de vida destoante, oposta, antagônica à de Rafael Fonteles. Ciro Nogueira, Margarete e Joel Rodrigues - Foto: DivulgaçãoCiro Nogueira, Margarete e Joel Rodrigues – Foto: Divulgação

Origem humilde

Os defensores de mudança realçam a origem humilde de Joel Rodrigues, as dificuldades que enfrentou para vencer na vida.

Incentivo para a população 

Um vereador de Teresina chegou a dizer para este repórter que uma eventual candidatura de Joel Rodrigues serviria até de incentivo para a população, mostrando que um homem negro, pobre, enfrentando todas as dificuldades, “pode sim chegar ao topo”.

Questionamento

Em alguns defensores da candidatura de Joel Rodrigues, a “apreensão” com a posição de Ciro já deu lugar a questionamento: por que o senador estaria insistindo tanto?

Os que não voltam mais

É visível a assiduidade nas redes sociais daqueles candidatos que são incluídos nos bastidores na perversa relação  “daqueles que não voltam mais”.

Novelinhas na rede

Vale tudo para aqueles que temem um fracasso nas urnas, desde esquecer velhas, corajosas e justas bandeiras de luta até a produção de novelinhas nas redes. (Coluna Feitosa Costa)

Wellington Dias precisa de uma tribo para virar pajé( embora de índio ele só tenha o mungango)

A prova dos 9

Rafael Fonteles passou pela primeira prova como político independente. Começou a costurar 2030 ao seu modo. 

O velho indio sentiu

E deve estar com medo de ver sua aposentadoria chegar mais cedo sem ter um sucessor na família. Porque o Pimpolho Vinicius já desgrudou da idéia de ser vice.

Foto: ReproduçãoA tribo quer outro cacique e já deu pro velho índio, dizem as más línguas

A tribo quer outro cacique e já deu pro velho índio, dizem as más línguas

Wellington cansou e o povo também 

Mas cá pra nós, Wellington Dias já cansou. Quatro mandatos de governador e dois de senador. Fora os outros de vereador, deputado estadual e federal. 

Ele cansou. E o povo também. Mas como é na politica brasileira só sai expulso pelo eleitor ou quando bate as botas.

Renovação

Até nas tribos indígenas hoje em dia, os caciques têm mandado e são substituídos.
Só os pajés têm cargo vitalício. 

Dica pro Índio 

Depois de tanto título político e de se tornar imortal da Academia Piauiense de Letras, taí uma coisa que Wellington pode fazer: Arrumar uma tribo pra virar pajé. Embora de indio ele só tenha o muganga.(Portalaz/Direto da Redação)

Prova “do outro mundo” acende alerta no concurso da Polícia Civil do Piauí.

O concurso da Polícia Civil do Piauí deixou de ser apenas uma seleção pública para virar assunto dominante nas rodas de concurseiros e nas redes sociais. Entre os quase 20 mil inscritos, a avaliação é praticamente uníssona: a prova aplicada foi fora de qualquer parâmetro aceitável, com grau de dificuldade considerado absurdo, atípico e incompatível com concursos da área.

Não foram apenas candidatos ocasionais que reclamaram. Concurseiros profissionais, gente que vive de prova em prova, e até candidatos com formação técnica elevada alguns com experiência em inteligência artificial e áreas complexas do conhecimento relatam que não conseguiram concluir a prova. Outros classificam o exame como “descolado da realidade” e “sem relação prática com a função policial”. A banca examinadora, um instituto de fora contratado pelo governo do Estado, agora precisa explicar: qual o sentido de uma prova desse nível? Qual o critério adotado? Selecionar bons policiais civis ou aplicar uma prova quase inacessível, que elimina em massa? E a pergunta mais sensível vem a seguir. Alguém vai passar. Em uma prova que quase ninguém conseguiu resolver, quem serão os aprovados?

É nesse ponto que o alerta se acende. A história recente de concursos da própria Polícia Civil do Piauí recomenda cautela. Já houve casos de casais aprovados, pessoas ligadas a autoridades e situações que levantaram suspeitas e questionamentos públicos. Diante disso, a combinação de uma prova considerada “do outro mundo” com um histórico que exige vigilância torna obrigatório o acompanhamento rigoroso da lista final.Não se trata de acusar, mas de fiscalizar.

Quando uma prova é quase unanimemente classificada como exagerada, estranha e fora do padrão, a transparência deixa de ser opcional. O resultado desse concurso precisa ser examinado com lupa  e, se necessário, com olhos de águia. Porque concurso público não pode ser um mistério, muito menos um privilégio disfarçado de mérito. (Silas Freire)

Sem povo, sem calor: Rafael Fonteles enfrenta clima de rejeição em São Raimundo Nonato

São Raimundo Nonato continua atravessado com o governador Rafael Fonteles. A passagem do chefe do Executivo pelo município, na segunda-feira, escancarou um clima de frieza difícil de disfarçar. Nas solenidades de inauguração e entregas, a ausência de público foi visível: poucos apoiadores, praticamente apenas parlamentares, auxiliares e pessoas ligadas ao entorno do prefeito.

A população, em si, não compareceu. O constrangimento foi tamanho que, na inauguração de um trecho de asfalto, Rafael optou por percorrer a obra de bicicleta  uma tentativa clara de compensar, com marketing, o vazio humano no entorno. A recepção fria ajuda a explicar a bronca histórica da região com o governo, especialmente em relação ao problema crônico de abastecimento de água em São Raimundo Nonato e municípios vizinhos.

O cenário também dialoga com dados já captados pelo instituto Divulga ,  da própria região, que no ano passado apontou alta rejeição ao governo Rafael Fonteles e chegou a indicar vantagem de Margareth Coelho em pesquisa estimulada. O sinal é claro: São Raimundo Nonato desponta como o primeiro gargalo eleitoral do governador no interior do estado. (Silas Freire)

Vinicius Dias posta mensagem que revela insatisfação e decepção com desenrolar de decisões dentro do PT

Em meio às articulações internas do PT sobre a definição da vaga de vice na chapa majoritária, uma publicação de Vinicius Dias, filho do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellington Dias, chamou atenção nos bastidores políticos pelo tom marcadamente religioso.

Wellington Dias e o filho, Vinicius DiasWellington Dias e o filho, Vinicius Dias

Nas redes sociais, Vinicius compartilhou uma longa mensagem de fé, com diversas citações bíblicas e reflexões sobre silêncio, oração, recuo e confiança nos desígnios divinos. A postagem ocorre justamente em um momento sensível de alinhamentos partidários, quando o PT discute nomes, composições e espaços estratégicos para as eleições, o que levou interlocutores a interpretar o conteúdo como um gesto carregado de simbolismo político.

Sem mencionar diretamente disputas eleitorais ou negociações partidárias, o texto enfatiza a ideia de que “há tempos em que precisamos agir, e há tempos em que precisamos recuar”, além de destacar a formação familiar baseada na oração e na fé cristã. Trechos como “Deus continua conduzindo cada passo” e “dias melhores virão, não apenas para mim, mas para minha cidade, meu estado e minha nação” foram lidos, nos bastidores, como uma mensagem indireta em meio ao ambiente de tensão e expectativa dentro do partido.

A publicação repercutiu entre lideranças e militantes, sobretudo por ocorrer em um contexto no qual o nome de Wellington Dias segue como referência central no PT nacional e estadual, e qualquer manifestação pública de membros de sua família tende a ser observada com lupa. Para aliados, o tom espiritual reforça uma postura de serenidade diante das disputas políticas. Para outros, a mensagem funciona como um recado cifrado em um momento em que o silêncio estratégico também é uma forma de posicionamento.

Embora Vinicius Dias não ocupe cargo eletivo nem tenha feito declaração explícita sobre a formação da chapa, o conteúdo evidencia como religião, política e comunicação digital seguem cada vez mais entrelaçadas no jogo de sinais que antecede as definições eleitorais. Em tempos de decisões delicadas, até versículos bíblicos passam a integrar o vocabulário da política.

Confira a publicão:

(Alessandra Fonseca)

Em país sério, caso Master derrubaria o governo, diz Mourão

Senador Hamilton Mourão. (Foto: Diário do Poder).

O senador Hamilton Mourão (Rep-RS) afirmou que o Brasil vive um processo de “normalização e minimização de absurdos” após o enfraquecimento das políticas anticorrupção, ao comentar as revelações sobre contratos firmados entre o Banco Master e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Segundo Mourão, em um país com instituições mais rígidas, o episódio teria potencial para provocar uma grave crise política, “talvez até a queda do governo”.

“O caso do Banco Master, em um país sério, iria causar uma verdadeira hecatombe. Mas aqui, lamentavelmente, vê-se que o banco pagava muita gente do governo, que hoje busca enterrar o assunto”, declarou o senador.

Para Mourão, princípios constitucionais da administração pública vêm sendo sistematicamente ignorados. “Cadê a impessoalidade? Cadê a publicidade? Cadê a moralidade?”, questionou.

As declarações ocorrem após reportagem do Metrópoles, revelar que Ricardo Lewandowski recebeu cerca de R$ 6,5 milhões do Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Desse total, aproximadamente R$ 5,25 milhões teriam sido pagos enquanto Lewandowski já exercia o cargo de ministro da Justiça no governo do Lula (PT).

De acordo com a reportagem, Lewandowski foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, mediante pagamento mensal de R$ 250 mil.

O contrato foi firmado em 28 de agosto de 2023 e os pagamentos seguiram até setembro de 2025, período no qual ele permaneceu quase dois anos no comando do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é subordinada.

Ainda segundo as informações divulgadas, o contrato não teria sido rescindido após a nomeação de Lewandowski para o ministério, em janeiro de 2024. Como consultor, ele participava do Comitê Estratégico do Banco Master, embora, conforme o site, tenha comparecido a apenas duas reuniões.

A reportagem aponta também que a contratação de Lewandowski pelo banco ocorreu a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que teria articulado ainda a contratação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega pela mesma instituição financeira.

Ao assumir o cargo no governo, Lewandowski deixou o escritório de advocacia do qual eram sócios seu filho, Enrique Lewandowski, e sua esposa, Yara de Abreu Lewandowski.

Para Mourão, o caso simboliza um ambiente de tolerância com práticas que, em sua avaliação, deveriam ser rigorosamente apuradas.

“Não se trata apenas de um contrato privado, mas de uma relação que envolve conflito de interesses e atinge diretamente a credibilidade das instituições”, afirmou o senador.(Diário do Poder)

Master queria Lewandowski em seu conselho e pagou por consultoria já sendo ministro

Ricardo Lewandowski acabou fechando contrato de “consultoria jurídica” com o enrolado Banco Master

O contrato do Banco Master com o escritório de Ricardo Lewandowski objetivava recrutar o ministro aposentado do STF para seu conselho de administração, mediante R$250 mil mensais, totalizando de R$6,5 milhões. O contrato, a pedido do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), fez Lewandowski participar de duas reuniões, mas sua posse no Ministério da Justiça mudou tudo. Durante 21 meses os R$250 mil foram pagos, até a Polícia Federal prender Daniel Vorcaro.

Tô fora

À coluna, a assessoria de Lewandowski garantiu que o convite para integrar o conselho do Master não aconteceu e que ele nunca aceitaria.

Sem ligação

Amigos de Lewandowski juram que a demissão foi por “motivo pessoal”, mas ele confessou a Lula o temor de o contrato constranger o governo.

Peso morto

Lewandowski se queixa do enfraquecimento do cargo, sem que o governo se empenhasse na aprovação das suas propostas, daí a saída.

O que sobrou

Ele sustenta que o contrato milionário, na pessoa física, não seria ilegal. Mas o Master o queria e não ao escritório tocado pelos filhos.(Cláudio Humberto)

Atualização para o povo de Parnaíba!

Estamos atentos às fortes chuvas que atingem o Piauí e à situação dos bairros Piauí e Frei Higino. A obra do Piscinão é complexa e exige responsabilidade. 
Por isso, defendemos e articulamos o aluguel social para garantir dignidade e segurança às famílias afetadas, em parceria com o Governo do Estado e a Defesa Civil.
Amanhã (28/12) estaremos em audiência com o Corpo de Bombeiros e traremos novas atualizações.
Nosso compromisso com Parnaíba é claro, presente e permanente.