
Governador sanciona lei de autoria de Rubens Vieira que cria Política Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos




. Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram (Foto: Ricardo Stuckert)
A ausência dos presidentes de Estados Unidos, China e Rússia na cúpula da COP30, em Belém (PA), já sinalizava fracasso da conferência do clima, mas foi ainda mais constrangedor. Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram. O Planalto jura que ainda são esperados outros na próxima semana, e serão 29 no total geral. Mas, ainda assim, o número é embaraçoso. A presença desses dignitários em versões anteriores da COP variou entre 75 e 120. A Cúpula da Terra, nossa Rio-92, atraiu 108.
Dos 17 em Belém, três deles são chefes de Estado, não governam: os reis da Suécia, o príncipe de Mônaco e o presidente da Finlândia.
Os presidentes dos desconhecidos arquipélagos de Palau (17 mil habitantes) e Comores estão entre os demais: ao todo, 14 governantes na COP30.
O simpaticão príncipe William, que esteve na COP30, não é chefe de Estado e nem de governo, no Reino Unido. E só o herdeiro ao trono.
A lista por ordem alfabética dos chefes de Estado e Governo presentes na COP30 começa pela letra C, de Chile. Com iniciais A e B, nenhum. (Cláudio Humberto)

Na manhã desta sexta-feira (7), o deputado estadual Rubens Vieira (PT) visitou as obras de pavimentação poliédrica no Loteamento João Luís, em Teresina. A visita foi realizada ao lado do líder comunitário e suplente de vereador da capital, Capitão Roberval Queiroz, ambos responsáveis pela destinação dos recursos das obras por meio de emendas parlamentares.
Durante a visita, o deputado ressaltou a importância da iniciativa para a qualidade de vida dos moradores da região. “É uma demanda da população que, através da interação do Capitão com os moradores, chegou até mim. Foi possível atender às principais reivindicações e melhorar a vida da população, que sofria com as condições precárias das vias — lama, buracos e poeira. Hoje já é possível ver a diferença e as melhorias”, destacou Rubens Vieira.

Os trabalhos de pavimentação têm transformado a realidade das ruas, garantindo mais segurança e conforto para quem trafega pelo bairro. Moradores e líderes comunitários acompanharam a visita e agradeceram ao parlamentar e ao Capitão Roberval pelo cumprimento do compromisso assumido ainda na gestão passada.
Além do Loteamento João Luís, outras localidades da zona Sul da capital, como o Jardim Arco-Íris II e o Jardim Europa, também estão sendo beneficiadas com obras de pavimentação, ampliando o alcance das melhorias estruturais e promovendo mais desenvolvimento urbano em Teresina.

A nova pesquisa do Instituto GP1 mostra que o governador Rafael Fonteles perdeu seis pontos desde junho. Na época, ele aparecia com 60% das intenções de voto; agora, em novembro, tem 54%. A candidata mais próxima, Margarete Coelho, segue com 6%, mas o que chama atenção é o avanço de nulos e brancos, que já somam quase 20%.

Outro dado que preocupa o Palácio de Karnak é a rejeição: 33,5% dos entrevistados afirmam que não votariam em Rafael de jeito nenhum em 2026. O número reforça um sinal de desgaste e liga o alerta no núcleo político do governo, que vê o mapa eleitoral começar a descascar antes do tempo. (Silas Freire)
O pai do jornalista e empresário Ieldyson Vasconcelos, Francisco Ielton Mendes Vasconcelos, faleceu nesta sexta-feira (7/11), aos 73 anos, vítima de um infarto. A informação foi confirmada pelo próprio Ieldyson por meio de suas redes sociais. O comunicador informou que está a caminho da cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí, onde o pai residia.
De acordo com Ieldyson, Francisco Ielton vinha realizando tratamento contra uma infecção urinária e fazia uso de antibióticos. Ainda na manhã desta sexta-feira, ele realizou exames médicos de rotina, mas acabou sofrendo um infarto por volta do meio-dia, não resistindo.
Profundamente abalado, o jornalista ressaltou a importância do pai em sua vida pessoal e profissional, destacando que foi sua principal inspiração e exemplo de caráter. “Eu queria ter ele por mais tempo aqui perto. Ele fez com que eu me tornasse o homem que sou hoje”, escreveu Ieldyson em mensagem de despedida.
O velório de Francisco Ielton Mendes Vasconcelos será realizado em uma funerária de Parnaíba, onde familiares, amigos e admiradores se reúnem para prestar as últimas homenagens. O clima é de comoção e solidariedade à família Vasconcelos, que recebe inúmeras mensagens de apoio nas redes sociais. (180graus)
Já não é mais segredo: o governador Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (ambos PT) não possuem uma relação, digamos, afetuosa.
Desde que Wellington Dias preparou a sua sucessão, após quatro mandatos como governador do estado, esperava-se, pelo lado do hoje ministro e senador licenciado, um “agrado” bem melhor dentro da gestão.
Não foi o que aconteceu. Rafael Fonteles não apenas afastou o modo “Wellingtondiazista” a frente do Palácio de Karnak. Ele demonstrou que iria agir com mãos de ferro. Desagradou gregos e troianos -mas pode trocar a expressão por petistas e emedebistas ou peesedistas ou qualquer outro membro de partido governista, que cabe.

O modo Rafael Fonteles agrada apenas uma ala (e somente ela): a dos Rafaboys. As pastas mais cobiçadas, como Educação, Saúde, Comunicação e Segurança, por exemplo, é tocada por seus amigos dos tempos de Dom Barreto, sendo respectivamente Washington Bandeira (o ex-juiz), Antonio Luís (esse é mais amigo pessoal do que Rafaboy), Marcelo Noleto e Chico Lucas.
Nomes do “Velho Testamento” do PT, até mesmo a respeitada Regina Sousa, perceberam o movimento “anti-Wellington” dentro da gestão Rafael. O capítulo mais recente envolve a precoce escolha do nome de Bandeira como candidato a vice-governador. Foi empurrado goela a baixo, queira ou não queira, o PT, o MDB e o restante. Wellington Dias teria tentando conversar pessoalmente com Rafael Fonteles para que cedesse um pouco mais. Mas o governador deu de ombros. Vai ser da sua maneira e ponto final.
Aos 40 anos, Rafael Fonteles não age desta forma à toa. Seu primeiro mandato, eleito pelo povo, é o de governador. Não é raro encontrar um Rafaboy (ou até mesmo os discípulos de Rafaboys) que acreditam numa carreira nacional. “Rafael é a esperança do PT, não só no Piauí, no Nordeste, mas no Brasil. Após Lula, ele tem tudo para chegar ao topo”, disse uma fonte, aliada de primeira hora da base governista. E não se engane: Rafael Fonteles tem mesmo uma espécie de sonho: disputar a presidência. Um dia. Quem sabe?!
O fato é que a relação nada mais amistosa entre Wellington e Rafael já começa a ser pauta em alguns veículos da imprensa nacional. Nesta quinta-feira (06/11) a coluna Esplanada expôs o caso, inclusive relatando o episódio envolvendo a tentativa do ministro de colocar seu filho, o jovem médico Vinícius Dias, como possível candidato a vice-governador com Rafael Fonteles em 2026. Lembrando: em 2030 Rafael se afastaria para ser candidato a senador e abriria mão do segundo mandato, podendo assim o vice disputar a eleição com a caneta na mão.
Confira a nota divulgada, com charge e tudo, na Coluna Esplanada:

(Por:Guilherme Freire)

A crise no transporte escolar da rede estadual começa a se espalhar pelo Piauí e ameaça paralisar a educação justamente na reta final do ano letivo. A denúncia feita pelo vereador Luís Filho (Republicanos), de Buriti dos Lopes, acendeu o alerta: segundo ele, o Governo do Estado estaria há três meses sem repassar os pagamentos aos prestadores de serviço.
O caso de Buriti dos Lopes é apenas a ponta do problema.

Nos bastidores, prefeitos e secretários municipais admitem que a falta de repasse estadual pode levar ao colapso do transporte escolar em diversos municípios, comprometendo a rotina de milhares de alunos. Enquanto o Palácio de Karnak segue propagando o discurso da “educação de qualidade”, o que se vê na prática é uma rede em crise, sem combustível, sem pagamento e prestes a parar de vez. (Silas Freire/Encarando)
A tradicional Coluna Esplanada, assinada pelo jornalista Leandro Mazzini e que circula no eixo Brasília–Sul do país, trouxe nesta quinta-feira (6) uma especulação quente sobre os bastidores da política piauiense. Segundo a publicação, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, estaria enfrentando um atrito com seu ex-aliado e sucessor no governo do Piauí, Rafael Fonteles.

A nota afirma que Wellington quer ver o filho, o médico Vinícius Dias, como vice na chapa de reeleição de Rafael, mas o governador resistiria à ideia, preferindo manter o atual secretário de Educação, Washington Bandeira, na vaga. O clima, segundo Mazzini, azedou: a “cria” teria se voltado contra o “criador”. Mais grave, porém, é a informação de que Wellington não estaria ajudando nem avalizando o empréstimo de R$ 2,5 bilhões que o Governo do Piauí tenta obter com aval do Governo Federal até que o governador reavalie, com mais atenção, a composição da futura chapa.(Silas Freire)
Uma foto de Darllan foi exibida no telão, acompanhada de uma mensagem. O vice-prefeito era torcedor apaixonado pelo clube carioca.
Homenagem póstuma a Darllan de Almeida Vieira Barros, torcedor ilustre do Fluminense.
O vice-prefeito sofreu várias paradas cardíacas e foi levado ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Antes de assumir a vice-prefeitura, Darllan Barros atuou como diretor do hospital de campanha instalado em Parnaíba durante a pandemia de Covid-19, coordenando equipes e atendimentos no período de maior demanda da rede pública. Em 2016, ele chegou a integrar a chapa de Gerivaldo Benício (PDT) como candidato a vice-prefeito, mas retirou sua candidatura ainda no decorrer do processo eleitoral.

O deputado federal licenciado Júlio Arcoverde considera “ridículo” querer ligar o Progressistas a pessoas investigadas pela Operação Carbono Oculto 86, desencadeada na quarta-feira (9) pela Polícia Civil e Ministério Público, que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) usando postos de combustíveis .
“É ridículo. Eu prefiro não comentar. O que estão fazendo é uma tentativa de criar uma narrativa política e direcionar o caso para atingir a oposição. Isso mostra que o governo não aceita o contraditório”, acusou o deputado, que assumiu esta semana como secretário municipal de Assuntos Institucionais de Teresina.
Júlio Arcoverde lembrou que o ex-vereador Victor Linhares, que estaria sendo investigado, nem mais é filiado ao Progressistas. “Ele é do União Brasil, não é mais do Progressistas. E vi uma entrevista do delegado-geral dizendo que ele não faz parte do processo. Foi bem claro ao afirmar isso… É direcionar quando colocam o nome do partido no meio. Primeiro porque ele não é do partido, segundo porque não há nenhuma prova”.
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Deputado Aluisio Mendes (Rep-MA) – Foto: Diário do Poder.
Presidente da comissão que discute a PEC da Segurança, o deputado Aluísio Mendes (Rep-MA) revelou que, só este ano, a Câmara já aprovou 40 projetos para reforçar o combate à criminalidade, mas, encaminhadas ao Senado, foram para a gaveta. Especialista em segurança e policial federal por 35 anos, Mendes destacou no podcast Diário do Poder que os projetos seriam muito úteis e endureceriam penas. “O Senado tem sido um cemitério de leis de combate ao crime”, diz. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do DP.
O deputado lembrou do caso da PEC da maioridade penal, aprovada pela Câmara em 2016 por 398 votos e até hoje ignorada pelo Senado.
Mendes aposta que a população vai reagir nas urnas e o candidato que não tiver propostas concretas para a segurança não será eleito em 2026.
A entrevista completa do deputado Aluísio Mendes está no canal do Diário do Poder no YouTube, @diariodopodertv. (Diário do Poder)

Darllan Barros e o atual prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel. | Foto: Reprodução
O vice-prefeito de Parnaíba, Darllan Barros (Progressistas), faleceu na noite desta quarta-feira (5), aos 47 anos. Ele havia sido internado horas antes, em estado grave, no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda). A causa da morte não foi divulgada oficialmente.
CARGO VAGO
De acordo com a Lei Orgânica do Município de Parnaíba, a morte do vice-prefeito não implica substituição direta. O cargo permanece vago até o término do mandato. Especialistas em direito eleitoral explicam que não há previsão para novas eleições com o objetivo de preencher exclusivamente a vaga de vice.
SUCESSÃO TEMPORÁRIA
Em situações de afastamento do prefeito — por férias, licença ou viagem —, o comando do Executivo municipal é transferido temporariamente ao presidente da Câmara de Vereadores.
Com isso, caso o prefeito Francisco Emanuel (Progressistas) precise se ausentar, quem assume a função de chefe do Executivo será o vereador Daniel Jackson (Republicanos), atual presidente da Câmara Municipal.
A legislação ainda determina que, se o presidente da Câmara recusar o cargo, ele deve renunciar à presidência, e outro vereador será eleito para o posto, acumulando temporariamente a chefia da prefeitura. (MN)

Sepultamento do vice-prefeito de Parnaíba, Darllan Barros. | Foto: Reprodução
A população de Parnaíba, no litoral do Piauí, se despediu do vice-prefeito Darllan Barros (PP) na tarde desta quinta-feira (6), durante o cortejo fúnebre pelas ruas da cidade. Ele faleceu na quarta-feira (5), após ser internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dirceu Arcoverde (HEDA). Após o cortejo, o médico foi sepultado no cemitério da Igualdade sob forte comoção.

Natural de Parnaíba e formado em Medicina pela UESPI, Darllan Barros construiu uma carreira marcada pela dedicação à saúde e ao cuidado humanizado. Especialista em Neurofisiologia Clínica, atuava desde 2013 na clínica OdontoCLIN, onde conquistou respeito de pacientes e colegas.
O contato direto com a população o levou à vida pública. Filiado ao Progressistas (PP), foi eleito vice-prefeito de Parnaíba ao lado de Francisco Emanuel, tomando posse em janeiro de 2025 com o compromisso de fortalecer as políticas de saúde e aproximar a gestão da comunidade. Reconhecido pela ética e sensibilidade, Darllan deixa um legado de profissionalismo, empatia e compromisso com o bem-estar coletivo.
Durante o velório, o prefeito Francisco Emanuel (PP) lamentou a perda e decretou luto oficial de sete dias. Ele destacou o legado de Darllan como profissional, pai e político dedicado ao bem-estar da população.
“Era alguém que tinha um coração puro, um coração bondoso, que só queria fazer o bem”, afirmou o prefeito.
Francisco Emanuel também relembrou a última conversa que teve com o vice, no Dia das Crianças, quando celebravam o sucesso de um evento que reuniu 30 mil pessoas. O gestor ainda relatou os momentos finais de Darllan Barros, mencionando sua visita à UTI:
Eu entrei lá dentro da UTI e vi ele ainda respirando com os aparelhos, o próprio organismo respirando, a gente saiu até de lá bem esperançoso que iria dar tudo certo, o organismo estava reagiando apenas os aparelhos, ele estava respirando contra os aparelhos. Ele estava respirando também, que o médico, inclusive, disse que era um sinal muito bom e muito posto de pó, mas a gente saiu bem esperançoso e todos pediam orações, mas a vontade de Deus foi diferente. (Jéssica Machado/MN)
Coluna EsplanadaDe acordo com Manzzini, mesmo negando publicamente, fontes próximas ao ministro asseguram que ele não abre mão da indicação do filho. O governador Rafael Fonteles, por outro lado, resiste à proposta e pretende manter o atual secretário de Educação, Washington Bandeira, como candidato a vice-governador na sua chapa.
Wellington Dias, Vinicius Dias, Rafael Fonteles e Washington BandeiraA coluna afirma ainda que essa divergência política também estaria interferindo no andamento de um empréstimo de R$ 2,5 bilhões solicitado pelo governo do Piauí, que estaria “travado” enquanto não houver definição sobre o vice
Wellington Dias e Vinicius Dias“O ministro Wellington Dias (MDS) jura que não é verdade, mas fontes seguras da Coluna informam que ele quer seu filho como vice na futura chapa da tentativa de reeleição do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI). É o jovem médico Vinicius Dias, mas o governador resiste ao pedido e planeja sacramentar o atual secretário de Educação, Washington Bandeira, na chapa. O caldo entornou na mesa dos aliados: a cria (Fonteles) se voltou contra o criador (Wellington Dias). Neste cenário, o ministro, que ajudava o governador a obter um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para o Estado, agora faz vista grossa – até que o governador avalie, claro, com mais atenção a indicação para a chapa.
Bastidores locais, resultantes de reuniões internas do PT, dão conta que o governador já teria dito que não abre mão da indicação de vice para o atual secretário Washington Bandeira. Também teria afirmado que não pretende ser candidato ao senado, em 2030, quando será somente uma vaga, justamente a atual ocupada por Wellington Dias, o que muitos duvidam.
Wellington Dias e Rafael FontelesO mesmo bastidor revela que, caso Rafael ceda a vaga de vice a Vinícius e venha ser reeleito, ficará mesmo até o final do mandato e lançará Bandeira como seu candidato e seguirá apoiando Dias para o senado, tirando assim a possibilidade de Vinícius ser o candidato natural ao governo.
Rafael Fonteles e Washington BandeiraOs mais otimistas, no que tange ao entendimento de Dias e Rafael, torcem para que Vinicius seja o vice, em seguida o natural candidato ao governo e que Rafael suba ao senado. Wellington recua de uma candidatura e passa a ser conselheiro do filho, ainda muito jovem, no eventual cargo de governador. (Lupa1)

A votação de ontem na Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei (PL) 1904/2024 representa um retrocesso alarmante e uma demonstração de crueldade institucionalizada, especialmente contra meninas vítimas de estupro. Enquanto o Senado avançava em pautas de interesse social, a Câmara optou por aprofundar o sofrimento infantil, equiparando o aborto legal após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, com penas que podem chegar a 20 anos, superiores inclusive à do crime de estupro.
Essa medida, aprovada com 317 votos favoráveis ao regime de urgência, não é defesa da vida, mas sim violência de Estado. Ela cria obstáculos intransponíveis e empurra garotas, muitas delas crianças e adolescentes desesperadas e traumatizadas, para métodos perigosos e ilegais de interrupção da gravidez. A proposta desconsidera a legislação atual, que permite o aborto legal em casos de estupro sem limite de idade gestacional, e impõe uma pena desproporcional à vítima.
O que se viu na Câmara foi uma clara manobra política, uma resposta rasteira e eleitoreira a debates do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ampliação do direito ao aborto. Para “bater no tribunal” e fazer média com bases conservadoras, parlamentares jogam com a vida e a saúde mental de meninas e mulheres vulneráveis. É uma troca inaceitável de capital político por sofrimento humano. Que o Senado e o STF barrem esta estupidez e impeçam que o Brasil retroceda em direitos humanos básicos.
A Votação da Bancada Piauiense
Da bancada de 10 deputados federais do Piauí, seis votaram “sim” pela aprovação do regime de urgência do PL 1904/2024, que permite que o projeto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. Os deputados piauienses que optaram por aprofundar este retrocesso foram:

O deputado federal Merlong Solano (PT-PI) comentou sobre os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, deflagrada nessa quarta-feira (5) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e pelo Ministério Público Estadual (MPPI), que investiga a infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis no estado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que o caso confirma o que muitos consumidores já percebiam no dia a dia: os preços dos combustíveis em Teresina se mantinham altos, mesmo com sucessivas reduções anunciadas pela Petrobras.
“Nós já sentíamos no bolso que os preços não baixavam. Agora ficamos sabendo de algo mais grave: parte desses postos estava vinculada ao crime organizado, fazendo a adulteração de combustíveis, utilizando de sonegação fiscal, abrindo empresas fantasmas”, afirmou.
O deputado destacou que a operação revelou um esquema sofisticado, com uso de empresas fantasmas, fintechs e fundos de financiamento para movimentar valores de origem ilícita.
“Nós estamos não estamos falando de bandido de boca de fumo não. Estamos falando de bandido que anda com o carro mais de R$ 2 ou R$ 3 milhões, que mora em mansão”.
Merlong elogiou a atuação das forças de segurança e o trabalho conjunto entre o Ministério Público do Piauí, de São Paulo e a Polícia Civil, ressaltando que o uso da inteligência e da cooperação entre instituições é fundamental para combater o crime organizado.
“A nossa Secretaria de Segurança, a Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Piauí e mais uma vez fica comprovada que a inteligência, a investigação, a cooperação, porque os Ministérios Públicos de São Paulo também cooperou com esta investigação, é que dão resultados à segurança pública. Foram 300 milhões de reais de movimentação financeira suspeita. Isso tudo agora sendo objeto de retorno aos cofres do poder público e ao benefício da sociedade. Parabéns segurança pública do Estado do Piauí.(piauihoje)
A nova pesquisa do Instituto GP1, divulgada nesta quarta-feira (6) pelo portal GP1, acendeu um sinal de alerta no entorno do governador Rafael Fonteles (PT). Os números mostram uma oscilação negativa, embora leve, na aprovação do governo estadual. Em junho deste ano, o levantamento do mesmo instituto apontava cerca de 70% de aprovação ao governo Rafael. Agora, em novembro, o índice caiu para 67%. Já a desaprovação, que era de 15%, subiu para 20%.

A variação é pequena, mas consistente o bastante para ser observada com atenção. Analistas políticos apontam que a queda pode estar relacionada a episódios recentes e polêmicos envolvendo a administração estadual nos últimos meses, além de falhas de comunicação do próprio governo, que tem tido dificuldade em sustentar narrativas positivas em meio às críticas crescentes. Embora o governador mantenha níveis altos de aprovação, o recuo indica que a tinta começa a descascar e, se a tendência se mantiver, pode ter reflexos eleitorais até 2026. A pesquisa serve como um lembrete de que o Palácio de Karnak precisa ajustar o discurso, a estratégia e o diálogo político se quiser evitar que a curva continue descendo. (Silas Freire)