A propaganda eleitoral gratuita será exibida no rádio e na televisão até 1º de outubro, antevéspera do primeiro turno. Conforme as regras eleitorais, a programação ocorre por meio de programas em bloco e inserções ao longo do dia. É justamente a divisão desse espaço que entrou na mira de Jurity. “Nós não temos tempo de televisão. Como é que eu vou crescer?”, questionou o candidato. Segundo ele, a falta de exposição se soma à diferença de recursos disponíveis para as campanhas de partidos menores.
Jurity diz que procurou MPF
Professor Jurity afirmou que chegou a procurar o Ministério Público Federal ainda durante a pré-campanha para questionar o tratamento dado às candidaturas e apresentar sugestões para ampliar a igualdade na disputa. Segundo o candidato, a resposta recebida foi de que a distribuição segue as regras previstas atualmente na legislação eleitoral e, portanto, uma alteração dependeria de mudança legislativa. Para ele, candidatos de partidos menores ficam em desvantagem não apenas no horário eleitoral, mas também na participação em debates e na exposição durante a campanha. O candidato também reclamou da diferença de tratamento entre os nomes que disputam o Palácio de Karnak.
Candidato defende fim do fundo partidário
Jurity criticou a distribuição de recursos públicos aos partidos. O candidato afirmou que o modelo beneficia principalmente as grandes legendas devido aos critérios relacionados à representação política. “Eu, governador, vou pedir ao presidente da República que acabe com esse fundo partidário, que acabe com os privilégios”, declarou. Segundo Jurity, uma eventual mudança deveria vir acompanhada de alterações na legislação eleitoral para garantir maior equilíbrio entre as candidaturas. (Gp1)