
Quem passa pela Rua Paissandu, nas proximidades do Palácio de Karnak, dificilmente imagina que uma fachada discreta abriga uma das fornecedoras recorrentes de serviços de alimentação para o Governo do Piauí. A empresa G.M. de Moura Barros Ltda., formalmente registrada como restaurante e pastelaria, vive uma realidade financeira que destoa drasticamente de sua aparência física e de seu capital social de apenas R$ 60 mil.
Salto nos Recebimentos: De Milhares a Milhões
O crescimento dos valores recebidos pela empresa impressiona. De acordo com o levantamento em portais oficiais de transparência, o empreendimento vem escalando seus ganhos anualmente:
• 2020: R$ 596 mil
• 2021: R$ 494 mil
• 2022: R$ 644 mil
• 2025: Pagamentos já se aproximam de R$ 1 milhão, com empenhos (valores reservados para pagamento) que atingem R$ 1,9 milhão.
Ao longo do período, os contratos acumulados já somam cifras milionárias, consolidando a empresa como uma peça constante nas despesas do Estado.
Foco em Eventos e Logística de Grande Porte
Embora o registro na Receita Federal aponte para uma pastelaria, o foco real da G.M. de Moura Barros é o fornecimento de coffee breaks e refeições para eventos institucionais de diversos órgãos públicos.
A natureza desses contratos exige uma logística robusta e capacidade de produção em larga escala para atender demandas simultâneas — um perfil que, em tese, extrapola o que se espera de um estabelecimento de pequeno porte no Centro da capital.
Alerta de Especialistas
A regularidade dos pagamentos e o aumento expressivo dos valores empenhados, especialmente a partir de 2023, colocam a empresa sob os holofotes do controle público. Especialistas apontam que a desproporção entre o capital social, a estrutura física e o volume de contratos não configura ilegalidade imediata, mas é um forte indicador para órgãos de fiscalização investigarem a real capacidade operacional do empreendimento.
Creditos: portal Az/Encarando)
Esse povo do PT que não tinha onde cair morto chegou ao poder para mudar de vida, as custas do erário estadual. Já li muita coisa sobre esse enriquecimento ilícito dos petistas aqui no Piauí. Tudo isso e sinal exterior de riqueza não investigado pela Receita Federal.