Hospital Infantil, do Governo do Piauí, cancela cirurgia de crianças por falta de material

Mães de pacientes do Hospital Infantil Lucídio Portela denunciaram que as cirurgias foram canceladas devido à falta de materiais hospitalares básicos. Em entrevista ao PITV, da TV Clube, Ana Moreira da Silva, mãe de uma criança que tinha uma cirurgia marcada devido à fraturas, afirmou que o filho chegou a ser internado mas não realizou o procedimento cirúrgico. Ana é moradora do município de Ribeiro Gonçalves, localizado a 522 km de Teresina.

A cirurgia marcada para 13h, quando foi 9h eles cancelaram, não explicaram muito o motivo, disseram que foi por falta de material. Na alta disseram que foi por alta demanda, mas a gente sabe que não foi isso. Ai vou voltar pra casa”, disse.

Hospital Infantil Lucídio Portela (Foto: Reprodução)

Ana também relatou que o filho está com 22 fraturas no corpo e espera pela cirurgia há um ano.

“Eu to há um ano esperando essa cirurgia. Já passei aqui 15 dias internada esperando, fui pro centro cirúrgico duas vezes e foi cancelado. E novamente vim pra cá, to aqui desde domingo e foi novamente cancelado. Meu marido está sem trabalhar para poder me acompanhar, quando chega na hora simplesmente falam que não vão fazer e mandam voltar”, disse.

Há relatos de que itens como lençóis e roupas cirúrgicas estão sendo improvisadas com tecido TNT. Também há pacientes que afirmam que são utilizados materiais do Hospital Evangelina Rosa, e há camas e cadeiras quebradas no Hospital Lucídio Portela. Segundo o Sindicato Dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi) afirmou que o problema não se restringe apenas ao Lucídio Portela.

“Nesse momento, o que acontece no Hospital Infantil não fica restrito a ele. Nós temos o caso do Hospital de Esperantina onde cirurgias foram canceladas por falta de materiais e por falta de EPIs. No Hospital Infantil, o sindicato orienta que esses trabalhadores não utilizem suas roupas pessoas para entrar no centro cirúrgico ou UTIs, devido ao risco de contaminação cruzada” disse Erick Riccely, presidente do Senatepi. (OitoMeia)

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