
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Após a vitória no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Brasília para discutir a composição de seu governo a partir de 2027.
Entre os nomes mencionados nas articulações estão o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o senador Camilo Santana (PT-CE) e o deputado federal André Janones (Rede-MG), associados a postos estratégicos na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto.
Rafael Fonteles é cotado para a Fazenda
Reeleito governador do Piauí, Rafael Fonteles é apontado para o Ministério da Fazenda. Antes de assumir o governo estadual, ele comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí.
Sua gestão, porém, foi alvo de questionamentos. O Ministério Público Federal abriu, em setembro do ano passado, um inquérito para apurar improbidade administrativa relacionadas a contratos estaduais de R$ 8 milhões firmados com uma empresa administrada por uma pessoa interditada. O caso também foi levado a órgãos de controle.
Operações da Polícia Federal investigaram suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS), com prisões de gestores de organizações sociais e afastamento de servidores.
Camilo Santana aparece na disputa pela Casa Civil
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana responde a uma ação de improbidade administrativa relacionada a desvios de recursos destinados à construção de unidades sanitárias para famílias de baixa renda, no período em que foi secretário das Cidades do Ceará, durante o governo Cid Gomes. Segundo as informações do processo, houve determinação de indisponibilidade de bens para garantir ressarcimento ao erário.
Durante sua passagem pelo Ministério da Educação, a pasta também lidou com compras de mobiliário realizadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Janones é citado para cargo no Planalto
O deputado federal André Janones, reeleito por Minas Gerais, aparece para funções na Secretaria de Comunicação Social ou na Secretaria-Geral da Presidência. Ele ganhou projeção durante a campanha presidencial com o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
Janones firmou, em março de 2025, um acordo de não persecução penal (ANPP) no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado à investigação sobre exigência de devolução de parte dos salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha.
O acordo prevê obrigações financeiras e outras condições. Os pagamentos foram concluídos em setembro deste ano, incluindo valores destinados à Câmara dos Deputados. O parlamentar também esteve envolvido num caso no qual sua ex-mulher, Leandra Guedes, solicitou medida protetiva com acusações envolvendo o uso de imagens íntimas.
A definição dos nomes e os cargos de confiança dependerá das negociações conduzidas por Lula e da composição que o presidente pretende estabelecer para o mandato de 2027. (Diário do Poder)