Ministério Público vai pedir explicações sobre atos da administração da ACEP

                                 Mesa de Honra
O Ministério Público, através do Promotor Antônio
Filgueiras, vai enviar ofício ao presidente da Associação Colegial dos
Estudantes Parnaibanos (ACEP), João Batista Carvalho, a fim de que ele esclareça
uma série de questionamentos que a ele foram feitos hoje, e que ficaram sem respostas. E
vai também instalar um inquérito para saber, por exemplo, em que está sendo
aplicado o dinheiro que entra na entidade, através da expedição de carteiras
estudantis, e o porquê dele permanecer à frente da administração há mais de 10 anos, mesmo sem ser estudante conforme reza o estatuto, e nem
estar frequentando devidamente as aulas. Sem falar no fato do presidente fazer
de residência as instalações da ACEP.
                                 Convidados presentes
O assunto foi o tema de uma audiência pública
realizada hoje (29), na Câmara Municipal, a pedido dos vereadores André Neves e
Ricardo Véras, após haverem recebido solicitação de estudantes do Liceu
Parnaibano, à frente o presidente do Grêmio da Escola, Francisco Fabrício da
Conceição. Participaram da audiência, além dos vereadores, o promotor de
justiça Antenor Filgueiras, o presidente da ACEP, João Batista Carvalho, os
ex-presidentes da entidade Francisco Jurity e Reginaldo Junior, o representante
da OAB, Márcio Mourão, além de estudantes e outros convidados.
         Vereadores Astrogildo, Bernardo, Cardoso e Reginaldo Júnior
“Nossa intenção não é acusar ninguém, mas atender o
pedido dos estudantes, que são um segmento da população, a fim de que sejam
prestados esclarecimentos a respeito de um problema que afeta à classe”, comentou Ricardo
Véras, diante de algumas colocação do Presidente da ACEP, que chegou a dizer
que não sabia a razão de estar ali, uma vez que a entidade que dirige é
autônoma e não cabia à Câmara interferir nestas questões. “A Câmara é para
defender os interesses da sociedade e o senhor não pode dizer que este Poder
está interferindo num assunto que não lhe compete”, disse a vereadora e Presidente do Legislativo, Neta Castelo Branco, lembrando os vários problemas da população já discutidos em audiência pública e
a partir das quais as soluções foram encontradas.
Os ex-presidentes Reginaldo Júnior e Francisco
Jurity lembraram o quanto foi importante a entidade em épocas passadas,
promovendo gincanas, olimpíadas e outros eventos, sendo que agora a entidade
está esvaziada. “Deixamos a ACEP com 7 mil filiados nos anos 80. E de lá para
cá o número de estudantes aumentou e diminuiu o número de sócios da entidade”,
questionou Jurity, arrematando: “A ACEP hoje está mais a seu serviço do que a
serviço da classe estudantil. Você se apossou da entidade”, disse Francisco
Jurity dirigindo-se ao presidente atual do órgão.
              Dr. Filgueiras e João Batista- Presidente ACEP
O também ex-presidente Reginaldo Júnior lembrou que o
ex-presidente Francisco Diniz, conhecido como “Digranja” ajudou a acabar com o
patrimônio da ACEP, ao vender para o “Curso Visão”, um terreno da entidade para
aplicar o dinheiro na compra de uma rádio pirata. E lamentou que o presidente
atual negue-se a fornecer os documentos que lhe são solicitados pelos alunos
que querem saber de como acontecem as eleições e porque atualmente só concorre para presidente o próprio João Batista em chapa única.
            Francisco Jurity e Fabrício – Grêmio Estudantil do Liceu
O representante da OAB, advogado Márcio Mourão,
propôs a suspensão do atual estatuto, o afastamento do atual presidente e a
convocação de eleições nos próximos 90 dias. Perguntou onde Joao Batista
estudava para levantar judicialmente sua frequência. Não obteve resposta. “Foi
muito positiva a audiência”, comentou o vereador André Neves, ao final.

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