Não, não orem por Wellington Dias

 

Evolução de Wellington Dias

POR: Bernardo Silva

Assumindo um papel de “coitadinho” perseguido, a recente carta/desabafo do ministro Wellington Dias endereçada aos petistas nada mais é do que o gesto de quem continua firme e forte em sua ambição pelo poder. Esse “coitadismo” exposto no texto, chegando ao ponto de pedir orações, é hilário — beira o ridículo. Rigorosamente, não combina com ele.

Não, não orem por Wellington Dias, hoje o político mais poderoso do Piauí. Não orem por ele porque ele não precisa: ele alega ter um canal direto com o Pai Todo-Poderoso. Não orem por ele porque ele é contraditório, falso, engana amigos e mente, seguindo a cartilha de seu maior mentor, o atual Presidente da República.

Lembram-se de 2010? Na época, ele afirmou ter falado diretamente com o Criador, que lhe teria pedido para não deixar o governo para se candidatar ao Senado. Pois é. Pouco depois de “falar com Deus”, ele deve ter ouvido o oposto — o que o obrigou a desfazer a promessa ao Divino e sair candidato. No caminho, ainda traiu Vicente Claudino, a quem prometera indicar para sua sucessão, substituindo-o por Wilson Martins, que acabou eleito.

Na carta, ele diz: “Tenho pena daqueles que se colocam a serviço de fazer o mal. Há quem repita tanto uma mentira que acaba acreditando nela. Mas eu tenho fé”. Ora, ninguém mente mais neste país do que o nosso mandatário mor, adorado, venerado e endeusado por Wellington. “Orem por mim, por minha família”, apela o ministro de Lula.

Mas ele não precisa de preces. Quem precisa é o povo do Piauí. Precisamos que Deus se apiede de nós para nos livrar de políticos atrasados, hipócritas e sem visão de futuro, que desejam o poder apenas pelo prazer de mandar e de fazer o que bem entendem com a boa-fé da população.

Lembram-se da revolução que transformou o Ceará? A entrada de jovens como Ciro Gomes, Tasso Jereissati e outros livrou o estado dos antigos coronéis e fez de Fortaleza uma das capitais mais importantes do país. No Piauí, Wellington desbancou a oligarquia dos Almendra Freitas e dos Portelas apenas para instalar a sua própria. E ele não quer sair. Não quer largar o osso nem sob taca.

Não, não orem por Wellington Dias, hoje um dos homens mais ricos do Piauí. Já chega. Para quem dizia querer ser “apenas um vaqueiro” quando crescesse, ele já foi longe demais. Chegou ao topo pisando nos menores, enganando e mentindo tanto que a cara nem treme — apenas pisca os olhos. Rigorosamente, Wellington Dias não precisa de orações. O povo do Piauí, sim.

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