O Porto do Piauí: Operação de transbordo não empolga nem aliados do Rafael Fonteles

A operação de transbordo realizada no litoral de Luís Correia continua gerando repercussão política e, até o momento, não mobilizou nem mesmo a base aliada do governador Rafael Fonteles em defesa da narrativa de que o Piauí passou a contar com um porto plenamente operacional. Nos bastidores do Palácio de Karnak, o discurso adotado pelos aliados tem sido cauteloso. O máximo que governistas têm destacado é que a iniciativa representa um avanço para a exportação de minério. No entanto, poucos têm endossado a tese de que houve a inauguração efetiva do Porto de Luís Correia.

A operação realizada consiste no sistema de transbordo, no qual uma embarcação de menor porte, com capacidade para cerca de 9 mil toneladas, transporta a carga até aproximadamente 30 quilômetros da costa, onde ela é transferida para um navio de maior porte, com capacidade para cerca de 100 mil toneladas. Segundo informações divulgadas sobre a operação, esse procedimento tem custo elevado e não representa o funcionamento de um porto com atracação de grandes navios. O silêncio da base governista tem chamado atenção. Embora aliados tenham repercutido o evento institucional promovido pelo governo, poucos assumiram protagonismo na defesa pública da narrativa apresentada pelo Palácio de Karnak.

Nas redes sociais e nos espaços de debate político, a maior parte dos apoiadores limitou-se a reproduzir conteúdos oficiais, sem afirmar que o Porto de Luís Correia esteja plenamente concluído ou em operação definitiva. Para críticos da iniciativa, a repercussão discreta entre os próprios aliados demonstra que a operação de transbordo ainda não foi suficiente para consolidar a promessa de um porto plenamente funcional no litoral piauiense, mantendo o tema nas discursões políticas e administrativa  do Estado. (Silas Freire)

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