Rafael Fonteles, do Consefaz: com arrecadação em queda, estados esperam aporte do Governo Federal
O estado do Piauí projeta uma perda de R$ 150 milhões por mês como consequência do impacto do coronavírus na economia. Esse valor é o resultado na queda direta de arrecadação. A acentuada perda de receitas traz consequências imediatas e graves para o funcionamento dos serviços públicos. A realidade, claro, não é particular do Piauí e aponta para um forte impacto para todos os estados, que prevêem a redução de recolhimento do ICMS da ordem de 20%.
O presidente de Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Consefaz), o piauiense Rafael Fonteles, não vê outra alternativa senão um forte aporte do governo federal. “A União tem que injetar liquidez, pois somente a União emite títulos. Tem que fazer semelhante aos EUA e na mesma ordem de grandeza proporcionalmente ao PIB”, diz o secretário de Fazenda do Piauí.
Se considerados apenas os dez meses a partir de março de 2020, o baque este ano somente no Piauí será de R$ 1,5 bilhão, valor que deixa de ser recolhido. Para estados que já estavam no limite, é um golpe e tanto. Daí, o Consefaz demanda um reforço de caixa dos estados da ordem R$ 14 bilhões por mês. Os estados também pedem outro reforço de R$ 5 bilhões pelos próximos três meses. Esse montante é apenas um dos itens de um documento aprovado pelos secretários de Fazenda, encaminhados ao Governo Federal, onde cobram medidas mais amplas.(Fenelon Rocha)





















Herlon Guimarães
Agentes públicos precisam dar exemplo nesse momento difícil



(Código do Poder)