Museu do Mar realiza Festival de Cinema entre os dias 3 e 7 de junho

O Museu do Mar, localizado em Parnaíba,  será palco da primeira edição do Festival de Cinema do Museu do Mar (CineMAR), entre os dias 3 e 7 de junho de 2025. O evento contará com exibições de filmes, mesas de debate, oficinas e atividades formativas, reunindo profissionais, estudantes e entusiastas do setor audiovisual. A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e o Museu do Mar, com o objetivo de fortalecer a cena audiovisual local e incentivar novas produções.

Segundo Rick Costa, coordenador administrativo do Museu do Mar, o festival é fruto de três anos de planejamento e marca um passo importante para consolidar Parnaíba no cenário cultural nacional. “Queremos transformar o CineMAR em um festival de referência, mapeando a produção audiovisual da região e registrando essa memória para garantir sua continuidade”, destacou. A proposta do evento é ainda fomentar a criação de redes colaborativas entre realizadores locais e incentivar a formação de novos talentos.

O festival também se destaca por valorizar iniciativas culturais viabilizadas pela Lei Paulo Gustavo, que tem sido essencial no fomento à produção audiovisual em todo o país. O secretário estadual de Cultura, Rodrigo Amorim, ressaltou que o Piauí lidera a execução da lei no Brasil, e que eventos como o CineMAR refletem esse protagonismo. Com curadoria voltada para obras que dialogam com o turismo cinematográfico, o festival amplia a oferta cultural da região e reforça o potencial do litoral piauiense como destino turístico e criativo. Mais informações estão disponíveis no perfil oficial do Museu do Mar no Instagram: @museudomarphb ou pelo telefone: (86) 99498-4246. (Daniel Santos)

Sem novidades na política do Piauí: Rafael Fonteles quer Vinícius Dias na Câmara Federal

O ministro Wellington Dias tem sinalizado, nos bastidores, que deseja ver seu filho, o médico Vinícius Dias, como vice na chapa de reeleição do governador Rafael Fonteles no próximo ano. O próprio Vinícius, no fim de semana, afirmou publicamente que está pronto para disputar uma eleição e que “só depende de Deus”. Porém, dentro do grupo político de Rafael, há quem avalie que o nome de Vinícius para a vice pode não ser bem recebido por parte do eleitorado.

A leitura é de que isso poderia soar como uma “devolução” do governo a Wellington Dias, que passou o comando do estado para Rafael, e esse movimento poderia gerar desgaste e ruído na comunicação com os eleitores. Diante disso, aliados mais próximos de Rafael apostam em outro caminho: uma candidatura de Vinícius Dias a deputado federal, herdando a cadeira que foi ocupada por sua mãe, Rejane Dias, atualmente conselheira do Tribunal de Contas do Estado. (Silas Freire)

Prefeito de Parnaíba vai gastar R$ 2 milhões para reformar Prefeitura em licitação cheia de vícios

Enquanto vários setores da gestão padecem, sem reação do prefeito, ele resolve embelezar o próprio gabinete e salas da prefeitura.

Em meio a muitas demandas reprimidas desde os primeiros meses da atual gestão, onde as escolas estão sem livros, falta merenda de qualidade, falta fardamento para os alunos, escolas e postos de saúde estão sem materiais básicos e sem medicamentos essenciais, onde o prefeito se recusa a convocar professores concursados e segue ignorando reivindicações de diversas classes como a dos dentistas e demais profissionais da saúde vemos que a atual gestão está realizando um processo licitatório no valor aproximado de R$ 2 milhões, sob a modalidade de Registro de Preços, com o objeto de realizar a reforma da sede da prefeitura e, no mesmo bolo, a aquisição e instalação de aparelhos de ar-condicionado.

Gestão vai gastar R$ 2 mi para reformar sede da Prefeitura de Parnaíba em licitação cheia de vícios – Foto: Google Maps/ Lupa1

A escolha pela modalidade de Registro de Preços revela-se completamente inadequada e irregular. Esta modalidade é destinada a contratações frequentes e padronizadas, como manutenções emergenciais ou contínuas em múltiplos prédios, com contratação conforme a necessidade.

Não pode, sob hipótese alguma, ser utilizada para uma reforma específica, previamente delimitada e com orçamento certo, como é o caso da sede da prefeitura. A escolha correta seria por uma licitação direta, na modalidade Concorrência ou Tomada de Preços, conforme os limites legais.

Além disso, verifica-se outra ilegalidade: a mistura indevida de objetos. A aquisição de bens permanentes — no caso, aparelhos de ar-condicionado — não pode ser incluída no mesmo processo de uma obra de engenharia.

São dois objetos distintos, sujeitos a regras próprias de licitação. Ainda que se tente justificar a divisão em lotes, a própria planilha orçamentária revela que o somatório está sendo considerado como uma licitação única, o que levanta suspeitas de fracionamento indevido e direcionamento.

Para além da ilegalidade formal, chama atenção o total descompromisso com as reais necessidades da população. Como justificar um gasto de R$ 2 milhões em reforma de prédio público enquanto a cidade carece de tantas outras intervenções mais urgentes e necessárias?

A gestão de Francisco Emanuel segue se negando a garantir o mínimo de dignidade na educação e na saúde pública ao tempo em que, sem qualquer pudor, vai gastar milhões para “embelezar” salas e gabinetes onde trabalha.

O caso em questão afronta à moralidade administrativa, violando o princípio constitucional da eficiência (art. 37, caput, CF), colocando em segundo plano as verdadeiras prioridades sociais do município.

Esse é mais um caso que merece ser investigado com rigor pelos órgãos de controle, especialmente o Ministério Público e o Tribunal de Contas. (Lupa1)

Vexame no Maranhão: senadoras estão entre as piores do Brasil

Se tem um vexame que o Piauí não passou, foi esse. No estado vizinho, o Maranhão, as duas senadoras aparecem entre as piores do país, segundo o Ranking dos Políticos. Eliziane Gama, que ganhou projeção nacional na CPI da Covid, teve uma das piores avaliações do Congresso: nota 0,14, ficando na penúltima colocação — à frente apenas de Jader Barbalho (PA), que tirou zero.

Fonte:montagem Portal Encarando 

Ana Paula Lobato, que herdou a cadeira de Flávio Dino quando ele foi nomeado ministro do STF, também não escapou do constrangimento. Com nota 0,30, ocupa a quarta pior posição no ranking. Por outro lado, o também senador maranhense Weverton Rocha destoou da bancada. Teve desempenho destacado, com mais de 7 pontos, e figura entre os mais atuantes do país. Eita, Maranhão… pra dar trabalho, viu! (Encarando)

Gracinha Mão Santa, aliada do PT, despenca em Parnaíba

Uma pesquisa encomendada por um instituto cearense foi aplicada em Parnaíba, simulando uma disputa para a Assembleia Legislativa com os principais nomes da região. O resultado acendeu o alerta no grupo político de Gracinha Mão Santa, que hoje caminha alinhada ao PT. Os números apontam uma queda brusca na intenção de votos da parlamentar entre os parnaibanos.

Com certeza", diz Zé Santana sobre Gracinha e Rafael juntos em 2026 - pi24h

Gracinha, agora aliada do PT, o mesmo partido que ela dizia que “quando não está mentindo está roubando e quando não está roubando está mentindo”

Pela pesquisa, quem assume a liderança na preferência do eleitorado local é Dr. Hélio, deixando Gracinha empatada tecnicamente com Rubens Vieira, ex-prefeito de Cocal. Diante desse cenário, aliados avaliam que a deputada precisará refletir com muito cuidado sobre seus próximos passos políticos, principalmente sobre a manutenção ou não da sua atual aliança com o governo. (Silas Freire)

Opinião: “O velho e bom São João”

Por: Pádua Marques(*)

Quem é mais antigo há de se lembrar dessa época do ano em tempos idos quando o mês de junho era o mais esperado do ano, depois do Natal. Mas o Natal é festa de família e o São João é festa de rua, de povo no meio da rua e de muita alegria. Está aí a diferença entre os dois. Naquele tempo parecia que uma energia invadia as casas, as pessoas, as árvores, os postes de lâmpadas, os passarinhos e até as muriçocas.

Havia alegria de todos os tamanhos. E a gente era só começar o mês já estava com aquele sorriso de orelha a orelha, calculando aonde ia ter uma quadrilha e a casa onde vinha dançar o bumba meu boi. Na escola a gente ficava imaginando dentro de mais uns dias o início das férias. Adeus livros, tarefas, olho duro da professora e os enfadonhos exercícios de dever de casa. Agora tudo era São João.

E a gente largava a procurar dentro de casa e na casa de nossos amigos alguma coisa para fazer o nosso boi. E as meninas por sua vez iam arrumando um lugar e as vestimentas para as quadrilhas. Tudo era uma bagunça que acabava dando certo e até ficava bonito.

Os meninos, as crianças envelheceram, os tempos passaram, o viço da infância e da juventude foram embora. Vieram os filhos, os netos, mudaram os costumes, a brincadeiras se transformaram e a gente foi para dentro de casa e sentados no sofá na frente da televisão. Fomos e tivemos que nos acostumar com outros costumes, costumes de terras distantes e desconhecidas.

O mês de junho nunca mais será o mesmo de nosso tempo. Hoje ninguém solta mais fogos de artifício, os traques, as famosas bombas de quinhentos, que a gente colocava debaixo de uma lata somente para ver o impulso no rumo de cima. Ninguém passa e nem pula mais fogueira, vira compadre, afilhado, padrinho ou madrinha. Agora a televisão é quem manda em nosso dia e na nossa noite de São João.

Tudo hoje em dia aborrece, faz mal a fumaça, incomoda o estampido dos traques aos cães, aos idosos e agora às pessoas com síndrome autista. O mundo ficou um poço de aborrecimentos. Santo Antonio, o primeiro homenageado e tido como casamenteiro, anda é na fila do seguro desemprego. São João, o mais querido e lembrado, anda escondido com medo dos ecologistas. E finalmente o velho e rabugento São Pedro, o do final do mês, esse deve estar com dengue no fundo de uma rede. 

* Pádua Marques é cronista, contista e romancista, membro da Academia Parnaibana de Letras.

Veja a lista dos municípios ‘mais ricos’ do Piauí e qual o tamanho do PIB. Parnaíba está na lista

PARNAÍBA VISTA DE CIMA

Um levantamento divulgado no ano passado pela Secretaria de Planejamento do Piauí (Seplan), em parceria com a Cepro e o IBGE, revelou quais são os municípios com maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O relatório detalha não apenas o volume de riqueza gerada em cada cidade, mas também aponta tendências de descentralização econômica no território piauiense.

Sete cidades ultrapassam a marca do bilhão

A capital Teresina segue como motor da economia estadual, com um PIB de R$ 21,5 bilhões. Em seguida, aparecem Parnaíba (R$ 2,6 bilhões) e Uruçuí (R$ 1,9 bilhão). Outros quatro municípios também registraram PIB acima de R$ 1 bilhãoPicos (R$ 1,7 bilhão)Floriano (R$ 1,3 bilhão)Baixa Grande do Ribeiro (R$ 1,2 bilhão) e Bom Jesus (R$ 1,1 bilhão).

Essas sete cidades concentram uma fatia expressiva da produção econômica estadual. No entanto, os dados mostram que o cenário está mudando.

Teresina perde participação no PIB estadual

A capital, que há pouco mais de uma década respondia por quase metade do PIB do estado, vem perdendo espaço no total da economia piauiense. “Teresina, que em 2010 concentrava 47,7% do PIB estadual, registrou 38,3% em 2020”, aponta o relatório, evidenciando um processo gradual de redistribuição da atividade econômica por outras regiões.

Crescimento impulsionado por energia e agropecuária

Municípios menores também passaram a se destacar por seu dinamismo econômico. A análise identificou crescimento relevante em cidades como Barreiras do PiauíCaldeirão Grande do PiauíMarcolândiaCurrais e Sebastião Leal. Esses locais têm se beneficiado de investimentos no agronegócio e na produção de energia renovável, especialmente nos setores eólico e solar, impulsionando o PIB local. (Francy Teixeira)

Final da 1ª edição do Festival de Dança do SESI premia talentos e encanta público em Parnaíba

Neste sábado (31), a cidade de Parnaíba foi palco da final do Festival de Dança do SESI 2025. A noite reuniu dez apresentações artísticas, entre grupos e duplas, que encantaram o público e mostraram o potencial criativo dos talentos piauienses. O evento encerrou a primeira edição do projeto cultural com destaque para a diversidade de estilos e expressões.

O superintendente do SESI Piauí, Mardônio Souza de Neiva, destacou a importância da dança como ferramenta de transformação social e expressão cultural. 
Já o presidente da FIEPI, Zé Filho Moraes Souza, declarou que o objetivo do Sesi é revolucionar a forma de produzir conhecimento e educação no Piauí.
“A indústria, a escola e toda a complexidade de serviços oferecidos pelo SESI, vemos uma oportunidade de expandir cada vez mais o acesso à cultura. Seja por meio de uma apresentação de teatro na indústria, uma aula de canto na escola ou nos palcos de uma performance de dança. Onde a arte for bem-vinda, o Sesi estará”, disse o presidente da Fiepi.

Com uma performance marcada por técnica e emoção, o grupo Ballet Will Ferreira conquistou o 1º lugar e recebeu o prêmio de R$ 8 mil. “Estamos muito felizes com a vitória! Nos preparamos muito e o somos muito gratos pelo Festival do Sesi ter dado essa oportunidade para tantos artistas do litoral Piauiense. Que venham os próximos”, afirmou Will Ferreira, coordenador do grupo de dança. 

A Associação de Capoeira Engenho ficou com o 2º lugar, levando o prêmio de R$ 6 mil, com uma apresentação que uniu movimento e impacto visual. “Na nossa apresentação nós pudemos trazer a nossa cultura da capoeira, do maculelê, sendo um grande incentivo para que a gente possa continuar treinando e nos aperfeiçoando cada vez mais”, finalizou.

Fechando o pódio, o grupo Pás Dê Dô garantiu o 3º lugar, com uma coreografia sensível e bem construída, que também arrancou aplausos da plateia. “Nós quisemos colocar uma música de um artista parnaibano, que é o Teófilo Lima. Pensamos em cada detalhe, maquiagem, figurino, coreografia, então esse prêmio é uma alegria enorme para nós duas”, disseram as dançarinas.
O presidente da Federação das Indústrias do Piauí, Zé Filho, foi representado no evento pelo presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz, Antônio de Pádua Brito.  ” Temos presenciado muitas atividades importantes desenvolvidas pelos projetos de cultura do Sesi. Acreditamos que o apoio do presidente Zé Filho faz toda a diferença, pela sua sensibilidade e vontade de fazer sempre mais e melhor pelo Piauí.” disse o empresário. Também participaram do festival de dança o diretor administrativo do Sistema FIEPI, Edgar Athayde; presidente do Sindicato das Indústrias de Couros do Piauí, Abdoral Furtado de Melo; presidente do Sindicato das Indústrias de Gesso do Piauí, Dário Mesquita; superintendente de Cultura de Parnaíba, Gabriel Araújo; agitador cultural Zé de Maria; vereador Davi Soares e o ex-presidente da Câmara de Parnaíba Carlson Pessoa.

A edição 2025 do Festival reafirma o compromisso do SESI com a valorização da arte e com a criação de espaços de visibilidade para artistas locais, fortalecendo a cena cultural do estado.

“Foram seis projetos de cultura e um objetivo: transformar cada linha em algo que trouxesse significado para a comunidade. Na dança, ver homens e mulheres, de todas as idades, levando para o palco todo esse amor pela arte foi um espetáculo à parte. Estamos muito felizes com o resultado, são maneiras encontradas ao longo do caminho de mudar a vida das pessoas de uma forma lúdica, bonita e consistente”, disse Mônica Pessoa que  coordenou os projetos de Cultura do SESI.

MAIS IMAGENS DO EVENTO:

Em Parnaíba, mulheres podem colocar DIU de graça pelo SUS; saiba como

Mulheres de Parnaíba e região agora têm acesso gratuito à colocação do DIU de cobre pelo SUS. O novo serviço está disponível no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), na Central de Diagnóstico de Parnaíba, e inclui todo o processo: consulta ginecológica, exames e colocação do dispositivo intrauterino, tudo no mesmo local.

Em Parnaíba, mulheres podem colocar DIU de graça pelo SUS - (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Em Parnaíba, mulheres podem colocar DIU de graça pelo SUS

A iniciativa é uma parceria entre o Heda, o Instituto Cidadania e Saúde (Isac) e a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi), e busca facilitar o acesso das mulheres ao planejamento familiar e à saúde reprodutiva.

O DIU, ou Dispositivo Intrauterino, é um método contraceptivo de longa duração, seguro e altamente eficaz. Ele é um pequeno objeto em formato de “T”, que é inserido dentro do útero para evitar a gravidez.

Segundo a ginecologista Thainá Santos, responsável pelos atendimentos, o DIU é uma alternativa contraceptiva segura, eficaz e de longa duração. “O dispositivo proporciona autonomia reprodutiva, e nosso objetivo é garantir que esse acesso seja feito com acolhimento, orientação adequada e acompanhamento profissional”, destaca.

A iniciativa é uma parceria entre o Heda, o Instituto Cidadania e Saúde (Isac) e a Sesapi - (Divulgação/Ascom)Divulgação/Ascom

A iniciativa é uma parceria entre o Heda, o Instituto Cidadania e Saúde (Isac) e a Sesapi

Como funciona o atendimento para colocação do DIU no Heda:

1. Procurar a UBS do bairro em que reside: A paciente deve ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para solicitar o encaminhamento à consulta ginecológica na Central de Diagnóstico de Parnaíba.

2. Consulta ginecológica na central: Durante a consulta, o(a) ginecologista avalia a saúde da paciente, tira dúvidas sobre o método e solicita dois exames: ultrassonografia transvaginal – para avaliação uterina e exame de sangue Beta HCG – para descartar gravidez.

3. Exames realizados na própria central: Ambos os exames são feitos na própria unidade, agilizando o processo e oferecendo mais comodidade à paciente. 

4. Implantação do DIU de cobre: Com os exames em mãos e a indicação médica confirmada, é feito o agendamento da colocação do DIU. O procedimento é rápido, seguro e realizado com suporte técnico especializado. (O Dia)

Barra Grande: o Piauí que não é para piauenses

Barra Grande cresce com turismo de luxo, mas moradores e piauienses denunciam exclusão social, preços abusivos e perda de identidade local.

Barra Grande, ou simplesmente “BG”, virou marca. E como toda marca, agora tem dono. Mas não são os piauienses.

O estado com menor litoral do país ainda consegue afastar os nativos e até os turistas que no Piauí nasceram. Essa é uma realidade triste, mas real.

Localizada no município de Cajueiro da Praia, extremo norte do estado, a vila de pescadores se transformou num dos destinos mais desejados do Brasil. Mas a transformação veio acompanhada de um gosto amargo: a sensação de que o paraíso não é mais para quem nasceu ali, e nem para quem é de qualquer canto do Piauí.

Diárias que ultrapassam R$ 1.500, pratos simples cobrando mais de R$ 120, terrenos especulados por valores milionários, e eventos privados que fecham acessos à praia são apenas parte da nova paisagem. O que antes era chão de areia e redes na varanda, virou um cenário gourmetizado, ondea cultura local virou adereço e o povo nativo virou coadjuvante.

O luxo que exclui

Nos últimos cinco anos, BG passou a atrair investidores do Sudeste e do exterior. Pousadas com arquitetura minimalista, beach clubs que imitam Mykonos, restaurantes assinados por chefs premiados. O marketing fala em “simplicidade sofisticada”, mas a realidade, para quem é da terra, é outra: preço impeditivo, invisibilidade social e ruptura cultural.

Moradores relatam que já não conseguem frequentar os mesmos espaços da orla onde cresceram. Jovens da região enfrentam dificuldades para trabalhar nos novos empreendimentos, muitas vezes sendo preteridos por mão de obra qualificada de fora. E o turismo, que poderia fomentar a cultura local, hoje importa DJs e chefs, mas ignora sanfoneiros e rendeiras. Estranho tanto como a realidade de tudo que trago nessa matéria.

Pousadas com arquitetura minimalista. Um paraíso, para poucos.

Eventos, acesso e o novo apartheid praiano

Durante feriados prolongados e festas de alta temporada, moradores denunciam que trechos da praia são cercados, com limitação de entrada para não hóspedes ou não pagantes. BG virou um condomínio a céu aberto, com segurança privada, consumo premium e uma lógica de exclusão velada.

Um registro quase inexistente: nativos e pescadores da região. São eles que fazem a comunidade “Barra Grande”. E os mais esquecidos. Não há governo e nem projeto de projeção para eles. Vivem a margem do turismo de “riqueza”.

Nas redes sociais, perfis influentes divulgam o destino como “o Caribe brasileiro”, mas sem menção à história local, à luta das comunidades pesqueiras ou à falta de infraestrutura nas áreas afastadas da vila. Enquanto isso, moradores da região convivem comfalta de saneamento básico, coleta irregular de lixo e aumento no custo de vida, sem contrapartida do poder público.

Quem ganha com a nova BG?

O avanço da especulação imobiliária pressiona famílias a venderem suas casas por valores que parecem altos, mas não sustentam a vida fora da comunidade. Ao deixar suas raízes, muitos perdem o vínculo com a cultura local e se tornam dependentes de empregos precários.

É um ciclo de exclusão que disfarça opressão com sofisticação.

A prefeitura de Cajueiro da Praia comemora os ganhos com o turismo, mas ainda não apresentou um plano concreto de inclusão social e proteção territorial. Ambientalistas também alertam para os impactos do crescimento desordenado, especialmente no ecossistema do Delta do Parnaíba.

Enquanto isso: resistência feminina e territorial em BG

Enquanto o turismo de luxo toma conta das areias de BG, há outro movimento pulsando silencioso, ancestral e profundamente transformador. Ele vem das mulheres do mangue, das marisqueiras da Resex do Delta, das lideranças que não cabem nos “beach clubs”, mas carregam nas mãos a memória e o futuro do território.

Rhavena Tavares Madeira, Rebeca Viana e Flávia Maia estão à frente de ações como o projeto Mulher, Mangue e Território, e levam a frente a ONG Filha do Sol.

Ainda há esperança no nosso litoral. Olhar o trabalho delas nos faz crer nisso.
O trabalho articula justiça climática, economia solidária e protagonismo feminino nas comunidades costeiras do Piauí e Maranhão.

Entre vivências com marisqueiras, encontros de culturas e formação em sustentabilidade, essas mulheres lutam contra o apagamento das populações tradicionais e pela valorização dos saberes locais. Elas não aparecem nos catálogos de viagem, mas são essenciais para que o litoral continue sendo vida e não apenas produto.Enquanto alguns lucram com a paisagem, elas defendem o direito de existir nela.

Ainda falaremos mais profundamente aqui na coluna sobre esse projeto que acredito, poucos leitores conhecem.

O Ponto de Ruptura

Barra Grande virou tendência, cartão-postal, destino de celebridades e pauta de revistas de viagem. Mas o que deveria ser orgulho para o povo piauiense se tornou um espaço de exclusão. A pergunta que ecoa é: até quando o Piauí vai aceitar ser bonito só para os outros? (Lupa1)

Jovem de 17 anos é morta com tiro na nuca em Luís Correia; polícia investiga o caso

Por Rayane Venancio

Foto:PM-PI

Uma adolescente de 17 anos, identificada como Maria Eduarda Araújo Alves, foi assassinada com um tiro na nuca na noite de sábado (31) em Luís Correia, cidade localizada a 349 km de Teresina. Dois homens são suspeitos do crime.

Conforme o relatório do 24º Batalhão de Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, testemunhas informaram que os suspeitos invadiram a residência da jovem, e um deles disparou contra a vítima.

“Testemunhas relataram que Maria Eduarda estava sentada, mexendo no celular, quando os suspeitos entraram na casa. Eles ouviram um barulho, acreditando que o celular tivesse estourado, e só depois perceberam que a jovem havia sido atingida”, explicou o batalhão.

Ainda conforme o depoimento das testemunhas à polícia, um dos suspeitos estava de capacete e ambos fugiram do local em uma motocicleta.

A perícia foi acionada para remover o corpo de Maria Eduarda. O caso segue sob investigação.

Auditoria aponta que lixão de Parnaíba forma “lagoas de chorume” contaminando o solo da região

Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), com objetivo de avaliar a gestão do manejo dos resíduos sólidos em Parnaíba, apontou, entre outras irregularidades, a falta de impermeabilização do solo e formação de lago de chorume, poluindo o solo. 

Falta de Impermeabilização do Solo: Não há medidas adequadas para impedir a infiltração de líquidos contaminantes nos solos e águas subterrâneas. O chorume escorre livremente pelo solo, saindo dos resíduos e infiltrando no solo”, apontou o relatório

Foto: Reprodução / Relatório de Auditoria

Ausência de Tratamento de Chorume: Não há sistemas para a coleta e tratamento do chorume, o que tem gerado infiltração no solo e até mesmo a formação de lagoas de chorume resultando em contaminação ambiental”, acresceu.

Foto: Reprodução / Relatório de Auditoria
Foto: Reprodução / Relatório de Auditoria

Os técnicos da Corte de Contas reportaram que as entidades com atribuições direcionadas ao manejo dos resíduos sólidos no município são a Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos (ARSEPA), a Secretaria de Serviços Urbanos e Defesa Civil (SESUDEC) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM). Sendo que a SESUDEC “figura como principal ator na execução dos serviços”. O documento informa ainda que em 2023 foram pagos R$ 24.187.985,71.

Foto: Reprodução / Relatório de Auditoria

 

 

Lançada a 4ª edição da Feira Literária de Barra Grande, em Cajueiro da Praia/PI

O lançamento da IV FLIBG – Feira literária de Barra Grande, na Villa dos Poetas Pousada, no povoado de Barra Grande/ Cajueiro da Praia/PI, na quinta feira(29), contou com a presença de autoridades, como a vice prefeita da cidade, Nathália Régia, Secretária de Cultura, Marília e a Secretária de Educação do município, Elivânia Damasceno além de professores/as, escritores e escritoras e representantes de parceiros do evento como a SEDUC /PI, SEBRAE, Sesc Caixeiral, IFPI/Parnaíba. Os homenageados desta edição, a escritora Sônia Terra, enviou mensagem de agradecimento e apoio a feira e o escritor homenageado Claucio Ciarlini, compareceu ao evento .

A Coordenadora da FLIBG, Josilene Neres, destacou a importância da Feira, que vai conectar escritores e escritoras regionais de todo o país e que têm como um dos objetivos, incentivar crianças e jovens estudantes e a comunidade em geral, à leitura com diversas atividades durante três dias, além de movimentar o turismo e a economia local com a comercialização de livros, artesanato, gastronomia e rede hoteleira: “teremos a presença de grandes escritores e lançamentos de livros em rodas de conversas e palestras, contação de histórias, shows, performances literárias e a participação de escritores como o poeta piauiense que atualmente mora em São Paulo, Rubervam Du Nascimento e o poeta maranhense Fernando Abreu.


As novidades desta FLIBG incluem também o prêmio de literatura Kenard Kruel que vai contar com a premiação orquestrada pela ACADEMIA PIAUIENSE DE LETRAS, e o lançamento do livro de redações dos alunos de Cajueiro da Praia premiados na edição passada da feira, e o 2º Concurso de Redação. Josilene também citou a doação de livros e o cheque livros, por meio de parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Piauí, um grande destaque da Feira, que segundo a escritora “vai facilitar aos alunos da rede pública a aquisição de publicações e grandes obras que muitos destes jovens não teriam condições de comprar”. A feira será em agosto e até lá muitas novidades ainda serão anunciadas, concluiu a cordenadora da FLIBG.

A IV Feira Literária de Barra Grande será realizada de 14 a 16 de agosto de 2025.

 

 

ASCOM

Merlong Solano diz que decisão sobre vice governador deve ser feita na “última hora”

O deputado Merlong Solano comentou a busca do PT pelo cargo de vice-governador. Nos bastidores, a saída de Themístocles Filho está sendo apontada e o momento é o certo para os petistas aumentarem seu grau de influência (visto que a vaga para Senador não deve vir).

De acordo com o parlamentar, a decisão está inteiramente nas mãos do governador Rafael Fonteles (PT) e só será tomada na “última hora”. A posição é muito importante para a legenda.

Merlong Solano (Foto: Reprodução)
“Me convenci que é importante a gente deixar o tempo correr. A questão do vice sempre se resolve na última hora. Para o bem de uma chapa que quer ganhar, como nós vamos ganhar, é melhor deixar esse cargo estratégico para discutir e resolver na última hora. A decisão é do governador”, comentou.

Enquanto isso, MDB e PSD continuam mantendo/ampliando espaços no Governo e partidos da base, como PDT, PV e Solidariedade continuam se queixando. (Guilherme Freire)

Auxiliar de serviços gerais é assassinado com golpes de faca em Parnaíba

Um homem identificado como, Marcos Antonio Alves Rodrigues, de 38 anos, auxiliar de serviços gerais, foi assassinado com golpes de faca e espancamento, na madrugada de domingo 1°), no bairro São Vicente de Paula, no município de Parnaíba (345 km de Parnaíba).

Ele havia sido espancado e esfaqueado na noite de sábado (31), na rua Padre Cícero. Marcos Antonio Alves Rodrigues foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), mas não resistiu aos ferimentos e traumas e morreu.

A Polícia Civil de Parnaíba está investigando o assassinato de Marcos Antonio Alves Rodrigues. (Informações do Portal do Catita)

Piauí é medalha de bronze em má qualidade de vida: O “ouro” ficou para o Maranhão e “prata” para Alagoas

Intermediário

O IPS Brasil 2025 mediu a posição das unidades da federação quanto aos indicadores de progresso social. O Piauí aparece em sétimo lugar no Nordeste, atrás da Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Bahia.

O Piauí é “medalha de bronze” em má qualidade de vida, segundo a métrica do IPS, com “ouro” para o Maranhão e “prata” para Alagoas.

As piores

Das 20 cidades brasileiras com pior Índice de Progresso Social (IPS) — que avalia 57 indicadores socioeconômicos —, 12 ficam no Pará.

Duas ficam no Maranhão – Peritoró e Marajá do Sena – e todas estão na Amazônia Legal. As melhores

Entre as 20 com melhores índices, apenas duas – o Distrito Federal e Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul – não ficam no Sul ou Sudeste.

Em São Paulo, estão 14 das 20 cidades brasileiras com mais qualidade de vida, segundo a métrica do Índice de Progresso Social (IPS). As outras ficam em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Melhores

Teresina, que sobreviveu a Dr. Pessoa, está na lista das 15 capitais brasileiras com melhores índices de qualidade de vida, na posição 14. Fica à frente de Fortaleza, São Luís e Recife.

O pior

Morro Cabeça no Tempo está na lista dos 10 municípios brasileiros com piores desempenhos no IPS Brasil 2025. Aparece na oitava posição. (Portalaz)

No governo Lula, estatais acumulam prejuízo recorde de R$2,73 bilhões em três meses

Lula (PT) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O ciclo danoso do governo de Lula (PT) às contas públicas foi evidenciado pelo Banco Central, com a constatação de um prejuízo recorde de R$ 2,73 bilhões registrados pelas empresas estatais federais, somente entre janeiro e abril deste ano. Foi o pior desempenho em 23 anos da série histórica iniciada em 2002.

O relatório de estatísticas fiscais divulgado na sexta-feira (30) expôs mais um motivo de descrédito de investidores sobre a política fiscal petista: o saldo negativo de 62,8%, no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior.

O quadro tão crítico que apenas o mês de abril registrou prejuízo de R$ 1,4 bilhão, outro recorde histórico para este mês.

Neste terceiro mandato de Lula comandando o Brasil, as empresas públicas federais tiveram déficit em todos os primeiros quadrimestres: R$ 1,842 bilhão, em 2023; R$ 1,678 bilhão, em 2024, mais os R$ 2,73 bilhões deste ano de 2025. (Diário do Poder)

Piauí ganhará fábrica milionária com a geração de centenas de empregos; conheça

A fábrica de fertilizantes ficará na ZPE de Parnaíba.  | Reprodução

A fábrica de fertilizantes ficará na ZPE de Parnaíba. | Foto: Reprodução

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou, nesta quinta-feira (29), a implantação da MBF Fertilizantes na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, no litoral piauiense. A decisão representa um novo capítulo na industrialização do estado, com investimento estimado em R$ 221,5 milhões.

TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE

A planta industrial terá como diferencial a produção de fertilizantes formulados com base em bioinsumos, priorizando métodos sustentáveis e eficazes para atender as necessidades do agronegócio atual. A proposta é unir eficiência produtiva com responsabilidade ambiental, dois pilares considerados indispensáveis para o futuro do setor.

GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

Com a instalação da unidade, a previsão é de que 321 empregos diretos sejam gerados, além da ampliação de oportunidades em cadeias produtivas associadas. A iniciativa também pretende estimular o crescimento econômico regional, com impacto significativo tanto no setor industrial quanto no agrário. (Francy Teixeira)

Ausência de Deputados e falta de apoio interior marcam audiência sobre Feminicídio

A ausência de Deputados na Audiência pública foi ressaltada pela delegada Wilma

Dos 224 municípios do Piauí, apenas 68 possuem um órgão dedicado exclusivamente às políticas públicas voltadas para as mulheres. O dado foi apresentado pela secretária da Mulher, Zenaide Lustosa, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) nesta sexta-feira (30) para debater os altos números de feminicídio no Piauí.

A audiência foi proposta pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Elisângela Moura (PC do B), e pela deputada Gracinha Mão Santa (Progressistas).

A delegada Wilma chamou atenção de todos sobre a ausência dos Deputados na audiência. O único deputado que participou foi Franzé Silva (PT).

“O Piauí tem sido um estado que tem aumentado o seu número de feminicídios durante o ano de 2025 comparado com 2024. Já foram mais 19 feminicídios. Mulheres que tiveram suas vidas ceifadas. Isso é uma mulher a menos. Isso nós não aceitamos, isso nós não queremos”, denunciou Elisângela Moura na abertura do debate.

Gracinha Mão Santa também alertou para a relevância de debater o tema: “O feminicídio segue sendo uma das expressões mais alarmantes da desigualdade de gênero no nosso país. Em mais um ano, os dados dos sistemas revelam números elevados de homicídios e de agressões contra mulheres, evidenciando a continuidade desse fenômeno estrutural, a despeito das políticas públicas implementadas nas últimas décadas”.

Falta de orçamento e interiorização são os principais desafios a serem enfrentados, de acordo com Zenaide Lustosa, para implementar políticas públicas que reduzam o número de feminicídios. Ela informou que apenas 68 dos 224 municípios do Piauí têm um órgão exclusivamente dedicado a ações para mulheres. Campanhas de conscientização, parcerias com outros órgãos e empresas e a busca de recursos federais são algumas ações realizadas pela Secretaria de Estado das Mulheres. Ela disse que precisa chegar a mais piauienses o canal de acolhimento “Ei, mermã, não se cale” que pode ser acessado pelo número 0800 000 1673.

A falta de interiorização das políticas públicas voltadas às mulheres foi um problema repetido pelo defensor público Marcus Vinícius Carvalho da Silva Sousa. Ele citou a dificuldade que os defensores de várias cidades do interior do estado têm em encaminhar as denunciantes para órgãos que façam a sua proteção. Atualmente, segundo o mesmo, o Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado já chegou aos maiores municípios piauienses. Facilitar e conscientizar as mulheres sobre o direito de denunciar ainda são medidas necessárias, de acordo com Marcus Vinícius.

Propondo solução para o problema, o deputado Franzé Silva disse que vai apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna improbidade administrativa o gestor que não garantir o cumprimento de leis já existentes que protegem as mulheres. “As leis só vão ser efetivadas na hora que o CPF do gestor estiver em risco. Se ele não cumprir a lei, tem que gerar improbidade administrativa. Essa PEC vai sair do papel”, falou o parlamentar.

Judiciário e Ministério Público buscam ampliar canais de atendimentos às vítimas

A juíza Junia Feitosa explicou que a evolução do Judiciário para combater crimes de violência doméstica ainda é recente. Nos últimos 3 anos, o número de juízes que atendem nas varas dedicadas a esse tipo de processo saiu de 1 para 3. Ela informou que o tribunal oferece o número de whatsapp (86) 98128-8015, chamado de Júlia – Sentinela, para reduzir as dificuldades que as mulheres têm para denunciar. Ainda cobrou que órgãos públicos ofereçam programas internos de combate à violência doméstica seguindo modelo do TJ.