O governador do Piauí articula um movimento ambicioso: unir aliados e setores da oposição em municípios estratégicos em torno de sua reeleição. A estratégia lembra o modelo adotado por Freitas Neto nos anos 90, quando a concentração de poder quase garantiu a vitória do candidato governista até a emergência de uma liderança suprapartidária mudar o resultado.

No cenário atual, o avanço é visível: em Piripiri, há aliança consolidada com a prefeita local e setores da oposição; em Floriano, o governo soma apoio do prefeito e de um deputado estadual; e em Parnaíba, articulações envolvem a deputada e o prefeito da cidade. Apesar da tentativa clara de hegemonia, a história mostra que concentração de apoios não garante vitória e pode abrir espaço para surpresas nas urnas. O desafio agora é se o projeto resistirá até a eleição ou se surgirá um novo fenômeno eleitoral capaz de romper a lógica estabelecida.(Silas Freire)