Há pouco mais de oito anos, Parnaíba vivia intensamente os tradicionais blocos de rua, que animavam as prévias carnavalescas nos bairros e culminavam na terça-feira de carnaval com o famoso mela-mela, seguido dos desfiles cheios de criatividade, irreverência e alegria. A cidade, reconhecida por ter a maior quantidade de blocos, preservava uma tradição cultural que envolvia toda a comunidade e atraía turistas curiosos por essa festa única.
Com o apoio dos gestores de cultura, os blocos eram símbolo da força popular e da identidade parnaibana. Hoje, porém, muitos moradores se perguntam se essa tradição não está entrando no esquecimento, somando-se à velha frase melancólica: “Parnaíba já teve…”.
Quem não lembra desses blocos?
– Parnaíba no samba (Magno Brandão)
– Os bambas da rua (Sr. Elias)
– Maracatu no samba (Zequinha Sapateiro)
– Os comedores de Cará (Bairro Santa Luzia)
– Empurra que é pior (Nova Parnaíba)
– Aqui qui vida (Bairro Pindorama)
– Botando boneco (Agostinho)
– Boas no samba
– Pega leve
– Flanaíba
– Sem futuro (próximo ao Ferroviário)
– Macacal (Bairro de Fátima)
– Os Cavernosos de Parnaíba
Esses blocos não eram apenas diversão: eram espaços de convivência, de expressão cultural e de fortalecimento da identidade dos bairros. Muitos moradores sentem que, com o tempo, o carnaval foi se transformando em grandes eventos centralizados, deixando de lado a espontaneidade e a força comunitária dos blocos.
A decadência desse movimento cultural preocupa porque:
– Enfraquece a memória coletiva: os blocos eram parte da história viva da cidade.
– Reduz o turismo cultural: visitantes vinham para conhecer justamente essa irreverência popular.
– Afasta a juventude da tradição: novas gerações crescem sem vivenciar o carnaval de rua como antes.
– Diminui o apoio comunitário: sem incentivo e organização, os blocos perdem força.
Obs: – não podemos deixar de citar que mais se investe em bandas e esquecer o apoio financeiro aos blocos.
A TRADIÇÃO NÃO PODE SIMPLEMENTE ACABAR!
Viva os tradicionais blocos de carnaval de rua de Parnaíba.



