O silêncio do GAECO, grupo especializado no combate ao crime organizado e à corrupção do Ministério Público do Piauí, diante das denúncias envolvendo organizações sociais que administram hospitais públicos do Estado, tem ampliado a pressão e a desconfiança de setores da sociedade piauiense. As OSS já foram alvo de várias denúncias sobre contratos milionários, suspeitas de superfaturamento e até operações da Polícia Federal.

O ex-petista Jacinto Teles chegou a protocolar pedidos de investigação e apresentar documentos ao Ministério Público cobrando apuração sobre a aplicação de recursos da saúde pública. Apesar disso, até agora não há resposta concreta ou avanço público das investigações por parte do GAECO, coordenado pela promotora Lenara Porto. O cenário tem gerado cobranças por maior transparência e posicionamento institucional diante da gravidade das denúncias. Nos bastidores políticos, também aumentam os comentários sobre a relação familiar e social da coordenadora do grupo com integrantes da estrutura governista.
O esposo da promotora, Darlan Porto, é apontado como próximo do grupo político conhecido como “Rafa Boys” e já teve atuação ligada a estruturas do governo estadual. Já a sogra da promotora, Alzenir Porto, ocupa a presidência da Junta Comercial do Piauí, cargo vinculado ao governo de Rafael Fonteles. Não há qualquer acusação direta contra a coordenadora do GAECO. Porém, diante da ausência de respostas e do avanço tímido das apurações, cresce na sociedade a cobrança para que o órgão dê explicações e apresente resultados sobre os escândalos envolvendo a saúde pública estadual.(Silas Freire)